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Aventura em miniatura

 

Aqui estão eles novamente: Jorge e Andréa se preparando para mais uma viagem de moto. Esta mais parecida com um passeio, em virtude dos quilômetros a serem rodados.
 
Jorge foi buscar a moto no feriado de 1º. De maio, vocês lembram que ela havia ficado em São Paulo após a aventura ao Uruguai, e até agora não tinham aproveitado o retorno da motocicleta.
 
Já que a próxima aventura ainda está sendo planejada, os motociclistas decidiram fazer uma pequena viagem ao lado do casal, também de moto-aventureiros, Catarina e Alexandre. Se tudo der certo, eles serão os parceiros da próxima grande aventura que está prevista para Dezembro de 2012 pelo Nordeste Brasileiro e este será um pequeno treino do que está por vir.
 
Os motociclistas escolheram a Chapada Diamantina, exatamente a cidade de Mucugê, como cenário para a viagem, e o feriado de 07 de setembro para colocá-la em prática. Lugar lindo, no qual já estiveram todos juntos no São João de 2011, porém sempre quiseram fazer esta viagem de moto e agora surge a oportunidade.
 
 
 
Pousada reservada, motocas preparadas, animação, e aqui vamos nós de novo!!!
 
Aguardem as imagens e histórias desta aventura.

A caminho da Chapada Diamantina – BA

1º. Dia – 07.09.2012
 
Lauro de Freitas – Mucugê
 

O dia ainda não tinha acordado quando os motociclistas saíram em direção a mais uma aventura. Agora na companhia especial de Motta e Catarina, vizinhos e amigos de motociclismo.

 
 
As estradas até Mucugê já são velhas
conhecidas dos viajantes. A diferença estava no meio de locomoção: a moto!
 
Decidiram sair cedo tentando evitar o trânsito que se forma nestes feriados rumo ao interior do Estado da Bahia. Diante da fila que se formava no pedágio, paulistanos que são, Andréa e Jorge brincaram sobre terem descoberto a verdadeira diferença entre paulistas e baianos: os primeiros pegam longos congestionamentos para chegar à praia; os segundos pegam este mesmo congestionamento para fugir dela. Algo em comum: todos estão em busca de novas emoções!!!
 
 
A primeira parada foi para o Café da Manhã. Afinal, o caminho era longo e não basta abastecer somente as motocas.
 
 
 

Durante a viagem puderam ver de perto os estragos causados pela seca do  Nordeste e os mistérios que não se explicam com a razão: mesmo em meio ao solo árido, o verde se impõe e brota do solo seco.

Uma parada imperdível para quem viaja em direção à Chapada Diamantina é o Posto de Santa Helena em Itaberaba (www.postosantahelena.com.br).
Local agradável e limpo, bom para um bom descanso e com excelentes opções de alimentação. Este posto se destaca em meio a tantos outros das estradas baianas que não apresentam qualquer estrutura para os viajantes. Vale conhecer!
 
 
 
 
 
Por volta das 12h30m entraram no Parque Nacional da Chapada Diamantina.
 
 
 
 
 
A primeira parada na região foi para experimentar a famosa esfiha de Palma, vegetação típica da região que serve de base para diversos pratos.
 
A Chapada Diamantina é uma região de serra, situada no Estado da Bahia e constitui, com outras serras, o Maciço do Espinhaço (Serra do Espinhaço), que se estende até Belo Horizonte – MG. Suas altitudes variam entre 800 a 1.700m. Nesta região nascem os rios das bacias do Rio de Contas, do Paraguaçu, do Jacuípe e de afluentes do Rio São Francisco. Essas correntes brotam nos cumes e deslizam pelo relevo, criando belíssimas cachoeiras e piscinas naturais.
 

A Chapada Diamantina nem sempre foi uma cadeia de serras. Há cerca de um bilhão e setecentos milhões de anos, iniciou-se a formação da bacia sedimentar do Espinhaço, a partir de uma série de extensas depressões que foram preenchidas com materiais expelidos por vulcões, areia soprada pelo vento e cascalhos que caíam de suas bordas. Estes sedimentos, sob a influência de rios, depositaram-se na região em forma de bacia. Posteriormente, aconteceu o soerguimento, fenômeno que eleva as camadas de sedimentos acima do nível do mar, pressionada pela força epirogenética, erguendo-se ao longo dos milhões de anos. As inúmeras camadas, hoje expostas por toda Chapada Diamantina, representam os depósitos sedimentares primitivos e são produtos das atividades dos agentes climáticos ao longo do tempo geológico. As ruas e calçadas, características das cidades desta região, com suas lajes de superfícies onduladas, revelam a ação dos ventos e das águas que passaram sobre este solo. Os maciços de quartzito resistiram à erosão iniciada no Pré- Cambriano formando torres minerais ou morros. Os índios Maracás e Cariris dominaram a região antes da chegada dos primeiros bandeirantes por volta de 1750.

Os primeiros garimpos se instalaram por volta de 1844, ocasião em que foram descobertos os primeiros valiosos diamantes nos veios do Riacho Mucugê. Os garimpeiros, compradores, vinham de Minas Gerais e de outros centros de mineração de ouro e diamante. Os caminhos criados pelos garimpeiros hoje levam a belas cachoeiras, poços, praias fluviais, grutas, sítios históricos, que garantem ao local uma excelente atividade eco turística. As cidades que rodeiam o Parque Nacional abundam em prédios de arquitetura colonial, lembranças vivas da riqueza do ciclo do diamante que fez do Brasil o primeiro produtor mundial no
início do século XX.

 
O Parque Nacional da Chapada Diamantina foi criado em setembro de 1985, através do Decreto n.º 91.655, com o objetivo de proteger amostras dos ecossistemas da Serra do Sincorá, assegurando a preservação de seus recursos naturais, além de proporcionar oportunidades controladas para uso público na educação, na pesquisa científica e, sobretudo, contribuindo para a preservação de sítios e estruturas de interesse histórico-cultural existentes naquela região. Porém, o grande objetivo da manutenção desta área está na conservação das suas nascentes, com destaque para o principal rio baiano, o Paraguaçu, responsável pelo abastecimento de 60% da população da capital baiana. Além de resguardar um banco genético importantíssimo para a pesquisa científica e conservação da biodiversidade. A cada ano, pelo menos quatro ou cinco novas espécies de plantas endêmicas e três espécies de animais são descobertas na região.
 
Situado numa área de, aproximadamente, 152.000 hectares, o Parque Nacional compreende os municípios de Lençóis, Andaraí, Palmeiras, Mucugê, uma faixa estreita de Ibicoara, além da proximidade das localidades de Igatu, Guiné, Caeté-Açu, Rio Grande, Lavrinha, Tijuca, Estiva Nova, Tapiacanga, Capão, Conceição dos Gatos, Barriguda, Pau-Ferro e outros. As bromélias e orquídeas encontraram ai um ambiente privilegiado, adaptando-se as diferenças de clima, altitude e solo. As serras que culminam a 1700 metros no Esbarrancado oferecem sustento a Jaguatiricas, onças, mocós, veados, teiús e seriemas. Ele ainda não possui controle de visitação e é possível conhecê-lo a partir de diversas localidades, principalmente de Lençóis, do Vale do Capão, de Mucugê e Andaraí.
 
O acesso às suas atrações é realizado por meio de caminhada que vão de fáceis a muitos difíceis, inclusive com direito a acampar nas serras. Os viajantes escolheram uma trilha de nível médio, mas esta é parte de outro capítulo desta aventura!
 
Mais imagens desta aventura:

 
Para conhecer mais:
 

Conhecendo Mucugê

1º. Dia – 07.09.2012
 
Mucugê
 
Chegaram ao hotel Alpina, na cidade de Mucugê por volta 13h30m. O hotel fica a cerca de 8 km do centro da cidade, em um espaço privilegiado, com uma vista espetacular.
Porém, seu preço não condiz com sua estrutura, bastante degradada pelo tempo e sem a manutenção necessária. 
 
 
Ele vale pela beleza externa, pelas áreas comuns e pelo bom banho depois de uma viagem de moto.  

 

 
Mucugê é uma cidadezinha cravada na cordilheira do Sincorá, de uma beleza ímpar e com ares de cidade que manteve suas raízes e seu encanto natural. Foi a primeira cidade baiana onde foram encontrados diamantes de real valor. O primeiro foi descoberto por Cazuza do Prado, no leito do Rio Mucugê, sendo que em meados do século XIX, em junho de 1844, deu-se início as lavras de diamante em seus sítios, tornando-se importante ponto de referência econômica do Estado da Bahia, devido aos grandes garimpos da pedra preciosa e do metal dourado. A cidade de Mucugê é uma das mais antigas da região da Chapada Diamantina, fundada no fim do século XVIII.
 
O nome Mucugê vem de uma fruta silvestre (Couma rígida), nativa da região. Possui uma área de 2491,82 km², localizada a uma altitude aproximada de 1.000m acima do nível do mar e sua temperatura varia entre 7º a 20º no inverno e 22º a 30º graus no  verão. Faz parte do Circuito do Diamante, foi tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 1980, por seu conjunto arquitetônico de estilo colonial português, destacando-se o Prédio da Prefeitura, o Centro de Cultura, a Igreja Matriz de Santa Isabel, o cemitério em estilo Bizantino e o belo casario, construído pelos jesuítas. Mucugê é, ainda, dona de um grande patrimônio Natural, abrigando 52% de todo Parque Nacional da Chapada Diamantina e o Parque Municipal de Mucugê.
 
Destaca-se a vastidão da Serra do Capa Bode, onde a vista se perde ao longo do horizonte, descortinando um belíssimo panorama com os mais variados matizes de azul – o céu, à noite, no ar rarefeito, pontilhado por incontáveis estrelas -, tornando esse local imantado, o que propicia os mais diversos relatos sobre “aparições” de Ovnis, foco crescente de interesse de pesquisadores, ufólogos e curiosos.
 
 
Entre suas maiores atrações turísticas, destaca-se o exótico Cemitério de Santa Isabel, em estilo bizantino – o único das Américas nesse estilo -, construído e encravado sobre a rocha, na encosta do Morro do Cruzeiro, nos arredores da cidade. Esse conjunto artístico, de espetacular beleza, pode ser visto também à noite, com efeitos de iluminação sobre o branco de suas tumbas, contrastando com o fundo negro da serra, o que proporciona aos visitantes uma cena impressionante e inesquecível, permeada de enigmático e profundo silêncio.
 
 

Com o declínio do Ciclo Diamantífero, também surge a coleta das sempre vivas exportadas principalmente para o Japão, Estados Unidos e Europa, tornou-se a principal atividade econômica das populações carentes de Mucugê e de seu entorno, que durou por mais de trinta anos. Devido a uma atividade de extração sem controle, a espécie foi dizimada em muitos campos, pondo em risco de extinção esta planta.  Assim, o Projeto Sempre Viva veio com o propósito de proporcionar uma atividade de reprodução, suficiente para criar uma alternativa na geração de renda para a população carente, através do artesanato com caráter sustentável, econômica e ambientalmente, garantindo a sobrevivência da espécie, repovoando os campos onde a espécie quase que desapareceu.

O Projeto Sempre Viva ocupa uma área de 270 há e trabalha em parceria com a Universidade Estadual de Feira de Santana e com a Universidade Católica do Salvador, na preservação da sempre viva de Mucugê (syngonanthus mucugensis giulietti).  O herbário do Parque conta com mais de 1000 plantas catalogadas e identificadas. A área de preservação do Parque também é estratégica para o abastecimento hídrico do Estado da Bahia, constituindo a principal área de mananciais. O parque ainda abriga diversos registros históricos do período diamantífero da região.
 
 
As cachoeiras do  Tiburtino  e  Piabinha formam o restante do cenário e representam atualmente grandes atrativos eco turísticos.
 
 
 
A Cachoeira do Tiburtino está localizada dentro do Parque Municipal Projeto Sempre Viva e pode ser visitada diariamente. Possui várias quedas d´água do rio Cumbuca e culmina num poço conhecido como Zé Leandro, que é
fantástico para banho. O rio Cumbuca faz parte da história da cidade, pois foi o primeiro local onde diamantes foram encontrados no século XIX, dando origem ao garimpo que originou as cidades de Lençóis, Mucugê e Igatu, além de outras áreas ligadas ao Rio de Contas.
 

Depois de um dia repleto de belíssimas imagens e muito passeio, não poderiam terminar sem contemplar o pôr do sol e estar no alto da serra foi essencial para poder desfrutar deste inesquecível momento.

 
Depoimento Andréa: “Caminhar pelas trilhas do Projeto Sempre Viva, que levam a estas belas cachoeiras, é uma experiência fantástica e deliciosa, pois as trilhas são tranquilas e é possível ouvir o barulho das águas caindo pelas pedras, enquanto se pode ver imagens belíssimas ao longo da caminhada. Visitar o projeto e ver aquele mundo de florzinhas coloridas foi incrível. Daqueles passeios que eu adoro!!!”

 

 

Mucugê em Imagens!!! 

Para saber mais:

Cachoeira do Buracão: momento mágico!

2º. Dia – 08.09.2012
Cachoeira do Buracão
 

Os aventureiros tinham programado realizar uma trilha rumo à Cachoeira do Buracão, uma das principais atrações da Chapada Diamantina, mas infelizmente somente Jorge e Andréa puderam cumprir com o planejado, pois Catarina não passou bem de saúde e, junto com Motta, decidiu ficar por perto da cidade. No entanto, Motta, como bom motociclista que é, acompanhou o casal até a cidade vizinha, Ibicoara, que fica cerca de 90 km de Mucugê e de onde os turistas saem em direção à estrada de terra que leva à cachoeira.

Ibicoara é uma cidade da região conhecida pelas suas plantações de café e fábricas de cachaça. Duas iguarias apreciadas e exportadas para o mundo. Ibicoara é um vocábulo tupi que significa “buraco na terra”. A cidade surgiu no início do século XIX com a chegada de alguns garimpeiros. O povoado de São Bento, nome inicial, passou a ser ponto de descanso de tropeiros e garimpeiros que viajavam pela estrada de Mucugê para Andaraí. Surgem, então, a cultura do café e a criação do gado. O povoado passa a se chamar Igarassu, e na década de 1940, passa a distrito, com o nome de Ibicoara, sendo emancipado de Mucugê em 1962.
 
Ao entrar na cidade, os visitantes já se deparam com a Associação de Condutores de Visitantes de Ibicoara (ACVIB – (77)3413-2048), onde guias da região estão autorizados a levar os visitantes para conhecer as cachoeiras e trilhas da região.
 
A trilha para a Cachoeira do Buracão tem 3km, fica a trinta quilômetros do centro da cidade, e é considerada nível leve, por ser praticamente plana, mas surpreende ao apresentar duas escadas de madeira, que possibilitam descer pelos paredões do cânion que a envolve.
Durante a caminhada é possível ver as belas paisagens de outras pequenas quedas d´água, dos Rios Manso e Espalhado, formados por pequenos poços deliciosos pra banho e pelo Rio Buracãozinho, que forma uma piscina em meio a um cânion, além das belíssimas cachoeiras das Orquídeas e do Recanto Verde, que faz o viajante maravilhar-se com sua beleza e com mistura perfeita de pedras, vegetação rasteira, árvores gigantescas e as águas cristalinas que caem dos paredões e que são coloridas pelo brilho do sol. 


Seu final, com certeza, é a parte mais difícil, pois para chegar à cachoeira, o visitante tem que atravessar um cânion de dez metros de largura, 90 de altura e mais de 100 metros de comprimento, e para isso tem apenas duas opções: colocar o colete salva-vidas e nadar contra a correnteza pelo rio de água gelada ou escalar os paredões de cânion, subindo e descendo agarrado às pedras do caminho.  

Mas a visão depois dos obstáculos é inacreditável, uma queda d´água de 90 metros de altura, que deixa pra trás todas as dificuldades vividas até ali. Para os mais corajosos e “atléticos” é possível nadar até a cachoeira, ficando abaixo de sua queda. Para os que preferem apenas admirá-la, sentar em sua frente e sentir sua força, já é suficiente para não esquecê-la jamais.

 





Na volta é possível parar em dois mirantes naturais que possibilitam ver a queda e o “buracão” de cima, outro ponto emocionante do passeio e que deixam ainda mais deslumbrados os que a viram tão de perto. Toda a caminhada e o cansaço parecem desaparecer diante da imagem da água caindo por aquele paredão. Mas é preciso coragem para se deitar na beira do penhasco, só assim o aventureiro consegue a melhor imagem da Cachoeira do Buracão.

No caminho de volta também é possível parar para apreciar a Cachoeira do Buracãozinho, e tomar banho nas piscinas naturais formadas pelas pedras.

Depoimento Jorge: “Ir para a chapada Diamantina, especialmente para Mucugê e não visitara Cachoeira do Buracão é como ir a Roma e não ver o Papa… rs. Apesar de atrilha ser considerada leve, é necessário estar em boa forma física paraconseguir escalar a descida (e consequentemente a subida na volta) sem colocarliteralmente os bofes pra fora. Mas garanto que nadar na piscina naturalformada pela queda d’agua desta enorme cachoeira e ficar admirando-a durante algum tempo é algo que renova as energias e recarrega as baterias por um bomtempo. Sem dúvida nenhuma, vale a pena todo o sacrifício”.

 

Depoimento Andréa: “Realizamos esta trilha pela segunda vez, mas a emoção e a tensão de percorrê-la, e se deparar com suas maravilhosas paisagens, é algo que podemos fazer um milhão de vezes e teremos novas sensações diante beleza da natureza que se impõe. Chegar à cachoeira é uma aventura única (mesmo que feita por mais de uma vez) e o impacto de ver aquela gigantesca queda d´água é algo que emociona e nos permite estar mais próximo das energias do Universo”.
 

Acompanhe mais desta aventura!!!

Para saber mais:

 
 

Fim da viagem!

3º. Dia – 09.09.2012
 
Volta pra casa
 

Os viajantes começaram a viagem de volta as 08h, queriam evitar o trânsito que se forma nas estradas em retorno de feriado. Saíram sob a chuva, mas que logo passou, deixando o sol escondido entre as nuvens, amenizando o calor, o que ajudou na viagem,

 
Jorge acordou com uma gripe enorme, que lhe davam dores no corpo e uma sensação de que não conseguiria chegar em casa, mas não tinha outro jeito se não aguentar firme e pilotar a motoca.
 
Pararam para um café no Posto Santo Helena em Itaberaba e decidiram parar para almoçar em …… comeram carne de sol, comida típica da região e aproveitaram para comprar uns docinhos e queijos que podem ser encontrados nas várias “lojinhas” ao longo da estrada.
 
A viagem de retorno foi tranquila, um pouco de engarrafamento se formou nos pedágios, mas nada que não fosse ultrapassado pelas motocicletas, mesmo com suas malas laterais.
 
Chegaram a Lauro de Freitas por volta das 15h, ainda com tempo de descansar do feriadão e para buscar energias para iniciar a longa semana.
 
Imagens desta aventura!
 

 
Agora é só aguardar a próxima aventura!!!!!
 
Até breve!
 

Aventura de férias

 

Talvez você não se lembre, mas o projeto 2012 era uma viagem pelo Nordeste do Brasil, junto com o casal Alexandre e Catarina. Infelizmente este plano teve que ser modificado, por inúmeras razões, como o curto espaço de tempo, a impossibilidade de Catarina participar da viagem, novos planos para as festas de fim de ano, com a chegada de familiares, entre outros.
 
Depois de muito pensarem, decidiram por uma viagem curta, mas que pudesse ser proveitosa no sentido de curtir as estradas e ser divertida e prazerosa como uma boa viagem de férias. Escolheram Arraial d´Ajuda, nos sul da Bahia, como destino.
 
Começaram os preparativos: revisão da motocicleta, a troca de peças necessárias para uma viagem segura e a reserva da pousada.
 
A viagem seria realizada pelo casal aventureiro e o amigo Alexandre. Infelizmente Catarina não poderia estar presente, mesmo sendo uma viagem mais curta, por motivos profissionais.
 
Com tudo pronto, colocaram as rodas na estrada!
 

Começando a mini aventura…

1º. Dia – 15.12.2012
Lauro de Freitas – Arraial d´Ajuda
 
Saíram de casa por volta das 05h30m, o caminho de 713 km seria percorrido em um dia e ainda queriam aproveitar o fim do dia na cidade do destino. O dia já estava claro, afinal, é verão na
Bahia.
 
 
 
 
Todos conheciam Arraial, Alexandre nunca tinha ficado hospedado no vilarejo e Jorge e Andréa tinham estado por lá em 2005, o casal lembrou que Arraial foi o destino de sua primeira aventura sobre duas rodas por estas bandas.
 

Optaram por usar somente as estradas, já que o Ferry-boat que liga Salvador à Ilha de Itaparica encontra-se em estado deplorável de atendimento, com longas esperas e, muitas vezes, com apenas 02 ou 03 embarcações funcionando.

 
A viagem foi tranquila, com inúmeras paradas para descanso e para hidratação regada a água de coco e uma alimentação leve, afinal o calor é intenso nesta época do ano nas terras baianas.
 
 

Por volta das 09h fizeram uma parada para avaliar o pneu da moto de Alexandre, que estava esvaziando. Ele utilizou tire repair, que funcionou por quase toda a viagem.

 

 

 

 

As queimadas e os rios secos dão uma demonstração da realidade que assola o Nordeste esta época do ano. As estradas estavam em boas condições, com poucos trechos que exigem mais atenção, entre eles a estrada que liga a BR 101 a Porto Seguro/Arraial/Trancoso, uma estrada belíssima, mas repleta de trechos com areia e muitas curvas.

 
Este Ipê
laranja faz parte da história de Jorge e Andréa. Abaixo desta árvore Andréa
fotografou Jorge e sua moto Shadow em 2005, na primeira aventura sobre duas rodas do casal por estas terras (veja o vídeo em https://aventurasemduasrodas.com.br/2010/10/viajando-sos.html).
 
Chegaram a Arraial por volta das 16h30minh, e a Pousada do Campo, escolhida para hospedagem, fica logo na entrada da Vila e que rendeu a primeira situação engraçada: Andréa pediu a orge que parasse para perguntar a localização da pousada. Assim o fizeram e ao questionar um morador sobre onde ficava a Pousada do Campo, este olhou para o outro lado da rua e disse: “Fica bem ali”. Já estavam em frente à pousada e não tinham visto. Isto já foi motivo de risos e piadas.
Os viajantes estavam um tanto preocupados em relação à pousada, pois ela foi localizada na
internet por Andréa, que pesquisou informações sobre suas condições, tendo boas referências, mas nunca se sabe o que se pode encontrar ao vivo. Para boa surpresa, a pousada é uma graça, simples, mas limpa, organizada, com ótimo chuveiro e cama confortável e um preço justo. Tudo que um viajante de moto precisa ao chegar ao seu destino. Os funcionários são muito prestativos e atenciosos, e sua localização é excelente, estando perto de tudo, porém distante o suficiente do agito noturno característico de Arraial.
 

Jantaram no restaurante Portinha (www.portinha.com.br), velho conhecido do casal Jorge e Andréa, pena que o self-service ocorre apenas no almoço, tiveram que comer um gigantesco filé à parmegiana!!!

Deram uma volta pela Rua Mucugê, mas o cansaço da viagem os fez dormir cedo. Afinal, tinham que aproveitar o dia seguinte!

Imagens desta aventura!

 

Vida de turista

2º. Dia – 16.12.2012
Arraial d´Ajuda

“Estando dois padres em Arraial d´Ajuda, fundando uma Casa e não tendo água que fosse boa para beber, desejando ali uma fonte, quis Deus que neste caminho caiu um monte e com o abrir da terra se abriu a mais formosa fonte que agora há naquela terra. E porque a casa que fundavam é de invocação de Nossa Senhora d´Ajuda, se chama a fonte da mesma Senhora”. 
José de Anchieta
 
Esta é uma das versões para o nascimento deste vilarejo Arraial de Nossa Senhora d´Ajuda, em 1549, com o início da construção da Igreja dedicada a Nossa Senhora d´Ajuda, marco mais antigo da história da vila. Muitas são as histórias de milagres atribuídas à Fonte de Nossa Sra, o que passou a atrair muita gente, fazendo que com os jesuítas abrissem suas portas para alojar os romeiros. Juntou-se a eles, no final da década de 70, os hippies (que estavam a caminho de Arembepe – Litoral Norte de Salvador) e os europeus, que foram chegando e formando esta mistura característica do lugar até os dias atuais.
 

A aldeia foi batizada com esse nome em homenagem a Tomé de Sousa e aos primeiros jesuítas que chegaram ao local por volta de 1549, com suas três naus: Conceição (nome da Igreja da Conceição da Praia em Salvador, padroeira da cidade), Salvador (nome dado à primeira cidade) e Ajuda, a padroeira do vilarejo. Com a legalização do Distrito, o nome definitivo ficou Arraial d´Ajuda.

Arraial está no topo das falésias coloridas, rodeada pela Mata Atlântica e pelos 28 km de belas praias de águas mornas e tons de verde e azul. Arraial tem a mesma latitude de outros lugares místicos espalhados pelo mundo, como Bali, na Indonésia, o que atraem esotéricos e aventureiros.
 


Depoimento Andréa: “Assim como na Igreja do Nosso Senhor do Bonfim, em Salvador, as grades que enfeitam a volta da Igreja de Nossa Senhora d´Ajuda ficam repletas de fitinhas. Diz a lenda que você, ao amarrar a fita, pode fazer um pedido. Eu acredito!!! Em minha primeira visita à Arraial pedi para ser feliz na Bahia, e eis que ele tem se realizado! Atrás da igreja é possível ver uma das mais belas paisagens de Arraial, que dispensa comentários. Parece que a Igreja está a abençoar aquela terra fantástica e tão bela.”

 
No meio de sua praça principal vemos o antigo cemitério de Porto Seguro, agora desativado, embora pessoas tenham sido enterrados ali, mais uma interessante peculiaridade de Arraial. 

Rua Mucugê, principal rua do vilarejo,já foi uma estrada que levava ao rio Mucugê. Atualmente é onde se concentram as lojas, bares, restaurantes e pousadas da região. Ao final da rua o viajante tem acesso às praias de Mucugê e de Pitinga.

No primeiro dia como “turistas”, os viajantes acordaram cedo e decidiram ir para a praia, entre as inúmeras opções de belas praias de Arraial e Trancoso, sua vizinha, escolheram ficar na praia principal de Arraial, Praia de Mucugê. Uma praia agitada na alta temporada, local de festas e baladas, mas que nesta época do ano, mesmo cheia, ainda tem certa tranquilidade. 

Mucugê é um nome dado a uma árvore indígena, quando os índios desciam em direção à praia, passavam debaixo destas árvores, hoje extintas. A praia é em forma de meia lua e é a mais próxima ao povoado. As ondas são fracas, pois se  quebram nos inúmeros recifes próximos da costa,o que lhe confere muitas piscinas naturais e um mar calmo, ótimo pra banho.

Escolheram a barraca Arapati, boa comida e ótimo atendimento, mas os preços não são muito atrativos, depois descobriram que era a barraca mais cara da praia, mas algumas regalias compensam.

Quando a maré está muito baixa as piscinas ficam rasas e é possível deitar no mar e curtir a vista belíssima dos recifes que se mostram sobre as águas.
 
Passando o dia na praia é possível acompanhar a entrada e a saída da maré e as mudanças de um visual encantador. 

Na Rua Mucugê, é possível se misturar aos moradores, índios, hippies, e turistas nacionais e estrangeiros, em uma misturade sons e tons. Mucugê é chamada de “esquina ou o cantinho do mundo” em virtude de receber pessoas de todos os cantos do planeta. Nesta rua é possível comer de cachorro-quente e espetinho, na praça, ao mais sofisticado prato feito por chef´s de todas as partes do mundo. A diversidade gastronômica é um dos seus pontos fortes e a beleza e o cuidado na decoração de seus bares, restaurantes, lojas,encantam e a fazem, ainda mais charmosa.

Os “turistas” comeram no Restaurante Pizzaria do Binho, um rodízio de pizzas diferente, você escolhe o sabor das pizzas que deseja comer no rodízio. Esta moda podia pegar pelas bandas de Lauro de Freitas. Um senhor muito simpático, que não se sabe se é o Binho, fica na porta convidando os clientes para comer a “melhor pizza de Arraial”.
 
Depois de jantar, decidiram passear um pouco e descobriram a loja Teima Kasih (http://www.terimakasih.com.br/), que significa “muito obrigado”, em indonesiano. A loja é um passeio à parte. Traz belezas inacreditáveis em arte, artesanato, vestuário, entre tantas coisas, de Bali, na Indonésia.


A loja em si já é um espetáculo, com uma riqueza de detalhes que valem a pena. Um olhar mais atento vai se deparar com objetos belíssimos e encantadores. O preço é sedutor, pois não é tão caro quanto parece ao se olhar para a loja, ainda bem que os viajantes andam de moto. Enfim, um ponto turístico que vale a pena ser conferido!!!

Foram também ao Projeto Coral Vivo (http://coralvivo.org.br/), onde é possível ver diversas espécies de corais de diversos tamanhos e formas. Um visual diferente e incrível do fundo do mar! Em Arraial fica a primeira base do projeto, que está localizada no Parque Marinho do Recife de Fora (destino de alguns passeios de barco).

O Projeto Coral Vivo iniciou suas atividades em 2003, trabalhando com pesquisa e educação para a conservação e uso sustentável dos ambientes recifais e das comunidades coralíneas brasileiras, atuando de forma integrada, multidisciplinar e multi-institucional. Tem foco em três vertentes: geração de conhecimento (pesquisa); ensino e educação ambiental; e sensibilização e mobilização da sociedade. Em 2006, o projeto integrou-se à Associação Amigos do Museu Nacional (Samn), organização não governamental sem fins lucrativos, localizada no Rio de Janeiro, fundada em 1937 e detentora de título de utilidade pública estadual desde 1966. O projeto possui unidades de conservação que reúnem uma das maiores biodiversidades de ambientes coralíneos do Brasil.
 
Depois de tanta beleza, só restou aos viajantes descansar e
pensar nos passeios do dia seguinte.
 
Mais imagens pra você se divertir!!
 
 

Desbravando a vizinhança

3º. Dia – 17.12.2012
 
Arraial d´Ajuda, Porto Seguro e Santa Cruz Cabrália
 
 
Neste dia os viajantes decidiram desbravar novas praias e optaram por ir à Praia de Pitinga, também próxima ao vilarejo. Estar de moto limita aventurar-se por estradas de terra e areia, o que não permitiu que fossem conhecer praias mais distantes.
 
O nome Pitinga, de origem indígena, significa Pigmento Branco, porém na língua nativa, significa Vermelho, o que pode ser explicado pelas cores das falésias que cercam o mar à beira da bela praia, formando, junto aos recifes, um  visual fantástico. Na maré baixa também proporciona piscinas de águas mornas (quase quentes, no verão) e o visual de ondas fortes quebrando em seus recifes. Realmente um lugar de belas paisagens.
 
Em tupi-guarani, Pitinga significa pequeno crustáceo, ou alguma coisa suave, leve e branca. Talvez essa seja a melhor opção para definir a praia de Pitinga. Suave em seu mar, leve em seu visual, esplêndida e branca em sua areia fofa e na transparência de suas águas esverdeadas. Pitinga também é um nome dado a um peixe bem pequenino, com sabor forte e servido em barracas por toda a Bahia.
 
Pitinga é definida, por quem conhece de belezas naturais, como uma das mais belas e exóticas praias do litoral brasileiro. Sua infraestrutura de cabanas chamam a atenção dos turistas.
 
 
Optaram por ficar na Barraca Maré, indicada pelo garçom que os atendeu no dia anterior. A Barraca possui uma excelente infraestrutura, com boa comida e ótimas opções de roskas.
 
 

Aproveitaram para caminhar um pouco pela praia, ver de perto as falésias,  principal atração desta região e de nadar nas piscinas naturais, repletas de peixinhos e de águas transparentes.

 
Ficaram em Pitinga até o início da tarde e após curtirem as paisagens, a hospitalidade local e as águas mornas, voltaram pra Arraial. E na volta aproveitaram para fotografar a Igreja de Nossa Senhora d´Ajuda e a vista do mar que se perde ao fundo da igreja. Sem dúvida, uma das mais belas paisagens do vilarejo.
 
 
Após um bom banho, almoçaram no Restaurante ‘A Portinha’, não queriam perder um dos melhores almoços a quilo já experimentados. A variedade e o sabor fazem deste restaurante uma ótima opção.
 
 
Depois de se deliciar com o almoço, decidiram ir passear na cidade vizinha, Porto Seguro. A balsa que atravessa o Rio Buranhém é um dos caminhos para se chegar a esta famosa cidade do sul da Bahia, conhecida por suas praias, sua agitação e pela Passarela do Álcool, rua em que barracas vendem uma imensa variedade de bebidas feitas de frutas da região dividem espaços com inúmeros restaurantes e lojas de “lembrancinhas”.
 
“E velejando
nós pela costa, na distância de dez léguas do sítio onde tínhamos levantado
ferro, acharam os ditos navios pequenos um recife com um porto dentro, muito
bom e muito seguro, com uma mui larga entrada”.


Pero Vaz de Caminha
 
 

Porto Seguro foi fundado em 1534, e foi tombado pelo Patrimônio Histórico Nacional, por ser o local de chegada dos portugueses ao Brasil em 1500. Porto Seguro tem um extenso litoral que se inicia com Arraial d´Ajuda e vai até Santa Cruz Cabrália, sendo divididos pelo Rio Buranhém, o que lhe confere o título de Patrimônio Natural da Humanidade.

Em Porto Seguro os turistas passearam de moto por toda a orla, apreciando as belas praias da região, até chegarem à Santa Cruz Cabrália. Santa Cruz Cabrália briga pela primazia de ser o local de descoberta do Brasil.
 
Do alto da cidade é possível ver o primeiro “porto”, onde as naus de Cabral atracaram ao chegar ao Brasil.
 
Santa Cruz Cabrália é uma das cidades construída em dois planos, assim como Salvador, seguindo a tradição portuguesa. Foi criada à margem do Rio Mutari pelo navegador pelo português Gonçalo Coelho, comandante da segunda expedição ao Brasil, em 1503, onde desembarcaram os primeiros missionários e aventureiros, entre eles, o observador Américo Vespúcio. Oito décadas depois, a Vila de Santa Cruz, nome então dado ao Brasil, foi transferida para um platô, na foz do Rio João de Tiba, atual Centro Histórico, de onde é possível ter uma vista de toda a cidade de Porto Seguro.
 

Nesta parte alta está a Igreja Nossa Senhora da Conceição, construída no século XVII, primeira padroeira do Brasil, antes de Nossa Senhora
Aparecida e atual padroeira da cidade de Salvador.

 

Também é possível conhecer a Casa da Câmara e a Cadeia, que abrigou a primeira intendência do Brasil.

 
 
 

E as ruínas do primeiro colégio jesuíta do século XVI.

 

 

 

 

A cidade de Porto Seguro é Monumento Nacional desde 1973, por ser um dos primeiros núcleos habitacionais do Brasil, além de ter o Marco do Descobrimento. O marco veio de Portugal entre 1503 e 1526, utilizado para demarcar as terras, simbolizando o poder da coroa portuguesa.


Após um pequeno passeio pela história do Brasil, e já com o dia chegando ao fim, os viajantes, por estarem de moto, decidiram “bebemorar” em Arraial, onde poderiam circular a pé, apenas passando pela passarela do álcool.
 
Escolheram comer no “Crepe da Miloca”, uma creperia que existe há mais de 13 anos na região e tem um grande número de opções de crepes feitos na hora e que são deliciosos.
 
Aproveitaram para dar mais uma olhadinha na loja de artigos da Indonésia, afinal, é de uma beleza que não cansa.
 
 
 
 
 

 

A sobremesa no final da noite ficou por conta do maravilhoso sorvete da “Soverteria Coelhinho” (www.sorveteriacoelhinho.com.br), conhecida por ter um coelhinho de pelúcia andando de bicicleta na porta.

 

 
 
 
Passeios em imagens:



Para conhecer mais:
 
http://pt.wikipedia.org/wiki/Porto_Seguro
http://www.portosegurotur.com/
http://www.feriasbrasil.com.br/ba/portoseguro/
http://pt.wikipedia.org/wiki/Santa_Cruz_Cabr%C3%A1lia
http://www.feriasbrasil.com.br/ba/scruzcabralia/
 
 

Aventura em quatro rodas

4º. Dia – 18.12.2012
Arraial d´Ajuda
Aventura em quatro rodas
 
 
Era o último dia das férias, antes de começar o caminho de volta pra casa. Escolheram fazer algo diferente e buscaram por aventuras nas agências locais.
 
A aventura possível parecia emocionante e enquanto aguardavam o horário dela começar, decidiram curtir novamente a praia de Mucugê, a mais próxima e nem por isso menos bela.
 
Os viajantes decidiram parar na Barraca de Praia “Cantinho Mineiro”, um lugar aconchegante, com uma comida maravilhosa, roskas de primeira qualidade e um atendimento fantástico, além de um preço justo.
 
Lugar em que puderam conhecer duas figuras inesquecíveis que os atenderam na barraca.
Passaram toda manhã na praia, aproveitaram para um banho de mar e para caminhar pelas piscinas naturais, mas também para aproveitar a paisagem curtindo uma rede.
 

Depoimento Andréa: “Apreciar a mudança de maré é algo deslumbrante, nos mostra o movimento da vida. Olhar o mar calmo e suas cores vivas é realmente energizante. Só posso agradecer por poder vivenciar tudo isso”.

Após aproveitar bem o último dia de praia, os aventureiros ficaram aguardando o carro que iria pegá-los para levá-los em direção ao último passeio por Arraial, mas agora sobre quatro rodas. Isso mesmo, os “malucos” decidiram alugar quadriciclos e aventurar-se por uma trilha rumo à praia de Taípe.
 
Arraial conta com inúmeras empresas que realizam passeios e trilhas, os viajantes escolheram a empresa Bahia Radical (http://www.arraialdajuda.tur.br/bahia-radical/#) para realizar a aventura e a experiência foi fantástica. Não deixe de conhecer!!!!
 
A trilha que leva à Praia de Taípe tem cerca de 25km e é isolada por falésias de 20 metros de altura em meio a Mata Atlântica. O passeio corta fazendas de mata nativa, mistura de belas paisagens, alguns riscos e muita adrenalina, com travessia de pequenos rios, subidas e descidas por penhascos que dão mais animação à aventura.
 
O passeio teve direito até a uma quase-queda, que deu o que falar e o que rir…mais uma vez Andréa encontrou a areia e pôde relembrar outras aventuras.
 

No centro da praia de Taípe está a Lagoa Azul, que pode ser vista apenas em maré baixa e se destaca com a luz solar. Suas areis são ricas em silicato de alumínio, utilizado na indústria cosmética, dizem que é ótimo para a pele.

Taípe é uma praia tranquila, é foz do rio do mesmo nome, suas águas são mais escuras, devido à vegetação do mangue, mas completamente limpa e ótima para a pesca.

Nesta praia os viajantes puderam tomar um delicioso banho de mar e Jorge se divertiu pegando “jacarés”. Andréa aproveitou para caminhar e fotografar este lugar exuberante e fantástico.
 
Ficaram na praia por cerca de uma hora e na volta puderam parar em um mirante, em cima das
falésias, e vislumbrar as belezas de Taípe do alto de suas falésias. A trilha
passou por matas mais fechadas e o passeio ficou ainda mais divertido.
 
 
Realmente uma aventura inesquecível e muito divertida!!!!!!
 
 
 
 

Voltaram exaustos e cheios de terra para a pousada. Precisavam mais que um banho, mas um esfregão total! Cansados mas felizes, muito felizes.

 

Depois de um merecido banho, saíram para curtir a última noite em Arraial. Decidiram conhecer o Miloca Crepes e Hamburgueres, um lugar divertido, cheio de fotos de atores, atrizes e músicos, com deliciosos e gigantescos hambúrgueres.



 

 

 

 

 

Aproveitaram para se despedir de Arraial com mais um sorvete do Coelhinho. Combinaram de sair cedo no dia seguinte em direção a Itacaré, onde passariam a noite, seguindo viagem no dia seguinte para Lauro de Freitas, aproveitando para  conhecer a nova estrada Itacaré-Camamu.

Desmaiaram na cama depois de um dia cansativo, mas divertidíssimo e inesquecível.
 
 
 
Acompanhe esta aventura sobre quatro rodas em imagens:
 
 
Para conhecer mais:

Voltando pra casa……

 5o. Dia – 19.12.2012

Arraial d´Ajuda – Itacaré

 
Acordaram por volta das 06h30minh, tomaram café e “levantaram acampamento”. Objetivo: chegar a Itacaré e ainda conseguir aproveitar uma prainha e uns passeios por lá.
 
Com tudo pronto, se despediram do pessoal da pousada, que foi muito hospitaleiro, e colocaram as rodas na estrada e as 08h30m já estavam a caminho do início da volta pra casa.
 
Mas no meio do caminho tinha uma lombada, tinha uma lombada no meio do caminho……….
 
A cerca de 16 km de Arraial, a equação: estrada com curvas + lombada + falta de sinalização + areia na pista, foi um obstáculo e tanto, que acabou causando a queda de Motta.
 
Depois do enorme susto e de saber que tudo estava bem (ou pelo menos parecia estar), restou tentar seguir viagem. Com certa dificuldade e a tensão do primeiro acidente, os viajantes conseguiram chegar até próximo a Itabuna, onde decidiram acionar o seguro.
 
Após aguardarmos por algumas horas, Motta seguiu viagem com o táxi da seguradora, depois de despachar a moto de guincho. Nessas horas percebemos a importância de um bom seguro.
 
Aqui a viagem chegava ao fim para Alexandre, mas Jorge e Andréa ainda precisavam seguir. Tensos, com todo o ocorrido, continuaram até o anoitecer. Ambos queriam rodar o máximo possível, pensando em chegar de volta o quanto antes.
 
Encontraram um hotel simples de estrada, em Gandu, mas, para surpresa de ambos, com uma boa e aconchegante sopa de jantar, tudo que precisavam para tentar relaxar e dormir um pouco. Mas foi uma longa noite…
 

Depoimento de Andréa: “Foi horrível, meu coração disparou. Eu desci da moto e fui até o Mota, que estava no chão, nem me lembro de como. Nunca tinha passado por isso, em kms de viagem, já tínhamos vivenciado pequenos acidentes, mas eu nunca tinha visto de perto, ocorreram em momentos em que estávamos distantes. Mas ali não, vimos tudo e é um susto, um choque, um desespero até termos certeza de que tudo está bem, ou não tão grave. Realmente foi um momento difícil. Uma longa noite sem conseguir dormir, pensando que ainda tínhamos que chegar em casa”.

 

6º. Dia – 20.12.2012 – Fim da viagem

Jorge e Andréa acordaram cedo, tomaram o café da manhã e subiram na moto, pensando apenas em chegar, sãos e salvos.

Chegaram a Lauro de Freitas por volta das 15h. Agradecidos por estarem de volta!!