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Roteiro de Viagem

Como em toda viagem de moto, o primeiro passo é construir o roteiro da viagem, para se ter a noção do tempo, da quilometragem e para tentar organizar melhor os dias disponíveis.

Depoimento Jorge: “Desta vez a moto vai para São Paulo de caminhão, pois são três dias de sobra para conhecer lugares desconhecidos, já que a viagem Lauro de Freitas – BA a São Paulo – SP já foi realizada outras vezes. É de lá que a nova aventura começa”.Depois de muita pesquisa, de ler alguns relatos (são poucos que viajam ao Uruguai ou que escrevem sobre isso) e de conversar com amigos e outros motociclistas, o casal chegou ao seguinte roteiro:


16/12 – Viagem de avião para SP

17/12 – Preparativos finais e um “oi” pra família

18/12 – 1º. Dia: São Paulo – SP a São José – SC – 704 km
19/12 – 2º. Dia: São José – SC a Criciúma – SC – 352 km – Passeio pela Serra do Rio do Rastro
20/12 – 3º. Dia: Criciúma – SC ao Chuí – RS – 748 km
21/12 – 4º Dia: Chuí – RS a Montevidéu – UR – 397 km – Passeio por Cabo Polonio e Punta del Leste
22/12 – 5º. Dia: Montevidéu – UR (passeios)
23/12 – 6º. Dia: Uruguai (passeios)
24/12 – 7º. Dia: Uruguai (passeios)
25/12 – 8º. Dia: Montevidéu – Colonia del Sacramento – UR – 200 Km
26/12 – 9º. Dia: Colonia del Sacramento – UR a Santana do Livramento – RS – 525 km
27/12 – 10º. Dia: Santana do Livramento – RS a Gramado – RS (com direito ao Natal Luz) – 618 Km
28/12 – 11º. Gramado e Canela (passeios)
29/12 – 12º. Dia: Gramado – RS a Joinville – SC – 573 Km
30/12 – 12º. Dia: Joinville – SC a Santos – SP (para passar o Ano Novo) – 514 Km


E como não poderia faltar este comentário, “este roteiro poderá ser alterado no decorrer da viagem…” rsrs…
E seguem os preparativos.

Preparativos

Roteiro pronto, agora é preparar a máquina para pegar a estrada.
Jorge já começou os preparativos, do jeito que ele gosta: desmontando e montando.

 

E como não basta ser garupa, tem que participar: olha aí a Andréa colaborando com a preparação.

 

 

E desta vez o casal irá contar com a ajuda da tecnologia para deixar a viagem mais tranquila, mais divertida e para melhorar ainda mais as imagens que irá compartilhar com os “fãs” destas aventuras.

 

 

 

 

Com a colaboração de alguns amigos e familiares, compraram um GPS Zumo 660 (próprio para uso em motocicletas) e uma filmadora GoPro (muito usada em esportes radicais, em competições e em moto-aventuras).

Mas instalar tudo isso dá um trabalho!

E não poderiam faltar as bandeiras dos países pelos quais o casal já se aventurou e os que ainda vai visitar como o Uruguai.

Mas ops! Acho que Jorge comprou a bandeira errada.
Esta aí é do Paraguai, onde o casal já esteve, mas sem a motoca, então não vale colocar.
Vai ficar faltando a do Chile!

E outro item que não pode faltar é o adesivo do blog, uma forma de divulgar os sonhos e aventuras vividas e que ainda estão por vir.

Não deixe de viajar com eles!!!
A aventura está apenas começando!

Momentos em família antes da aventura

 
 

 

Dia 12.12 a Andréa já arrumou as malas e voou em direção a São Paulo, aproveitou a visita da irmã caçula e foi passar alguns dias com seus familiares antes da viagem começar.

 

 

 

 

Ficaram todos instalados na casa de Douglas e Paula, se divertindo, brincando, curtindo os momentos juntos e, claro, se preparando para a primeira aventura em família.

Em 15.12 a irmã Silvia voltou para casa, na Bélgica e os demais começaram a se organizar para a viagem que começaria em 17.12 para o “pessoal” do carro e dia 18.12 para o casal motociclista.
 
Jorge chegou dia 16.12 a noite e foi direto para a casa dos pais para finalizar os preparativos da moto e organizar as malas. Dia 17.12 o carro colocou as rodas na estrada em direção a Joinville.
 

 
Jorge e Andréa aproveitaram para comemorar o Natal antecipado, já que não estariam presentes na data. Passaram o dia juntos com seus familiares, trocaram presentes de amigo secreto e se divertiram um bocado. Mas foram dormir cedo, pois o dia seguinte tinha muitos KMs pela frente.
 
 Um pouco do convívio em mais imagens…

Começando a aventura







1º. Dia – 18.12.2011
São Paulo – São José



A viagem se inicia pela Capital de São Paulo, que leva o mesmo nome. 

Percebemos que nunca falamos desta cidade, mesmo sendo o ponto inicial das aventuras.Talvez porque o casal esteja habituado a andar por ela nos esquecemos de que este blog é lido por pessoas de todos os lugares e que talvez tenham interesse em conhecer um pouco mais da cidade onde os aventureiros nasceram e de onde partem para as suas aventuras. Mas esta parte ficará para a volta.

 
 
Vamos colocar as rodas na estrada!!!!

 

 
Saíram de São Paulo por volta das 7:15h em direção a São Jose, foram mais de 700 km pela frente, até chegarem ao primeiro destino, onde se encontraram com o resto dos aventureiros de plantão.
 
 
Enquanto o casal passava vários e vários quilômetros em cima da motocicleta, o restante da família aproveitava para passear por Joinville.
 
As paisagens durante todo o percurso se modificavam entre belas serras, planícies, plantações e muito, muito verde. As serras do café e do azeite impressionam por sua beleza e pela atenção necessária para não correr riscos. Normalmente se veem muitos carros que se perdem nas curvas, batendo nas muretas ou indo parar nos abismos, mostrando que não se pode brincar com suas montanhas e que qualquer imprudência pode ser fatal.
 
 
O casal aproveitou para já começar a espalhar seu adesivo pelo caminho! E para conhecer as figuras inesquecíveis que são partes importantes destas aventuras.
 
 
 
A chegada a São José foi por volta das 17:15h. Pela primeira vez rostos conhecidos esperavam o casal.
 

Depoimento Andréa: “Foi uma sensação diferente chegar a um destino e ter gente esperando por nossa chegada, era a primeira vez que isso acontecia e foi super legal!”.

 
A cidade de São José está localizada no litoral catarinense, embora ofuscada pela famosa vizinha Florianópolis, também tem seus encantos e é uma excelente opção para quem está de passagem e precisa apenas de um lugar para descansar antes de seguir viagem, afinal ela fica na beira da estrada BR101, onde existem boas opções de hotéis e um shopping.
 
Neste pedaço da cidade também é possível se alimentar e até mesmo se divertir em seus bares, jogando conversa fora, tomando um bom chopp e comendo deliciosos petiscos. Embora seja uma cidade litorânea os bares não permitem a entrada de bermudas e chinelos após as 17h. Um absurdo!
 
A turma aproveitou e foi comemorar o início da viagem no Quiosque Shopp Brahma no Shopping Itaguaçu ao lado do Hotel. 

Depoimento Paula: Como estávamos a frente do casal motoqueiro, os esperamos no hotel em São José para depois sairmos para comer algo. Encontramos um barzinho no shopping e lá tomamos algumas cervejas, já comemorando nosso início de viagem! Tentamos continuar a comemoração numa cervejaria próxima do hotel, mas não pudemos entrar pois os meninos estavam de chinelos e o Douglas com bermuda de “surfista”, ridículo, mas regras são regras, daí voltamos no shopping mesmo. :-)”.
 
Até a chegada dos colonizadores europeus, no século XVI, todo o atual litoral do estado de Santa Catarina era habitado pelos índios carijós. Em 1750, chegaram à capitania do Desterro, 182 casais de açorianos oriundos das Ilhas do Pico, Terceira, São Jorge, Faial, Graciosa e São Miguel, que, posteriormente, fundaram São José da Terra Firme, a atual São José. Em 1755, existia uma pequena capela e um vigário, José Antônio da Silveira. Atualmente, no local, existe a Igreja Matriz.
O título de freguesia chegou, devido ao seu rápido crescimento, seis anos após a fundação do povoado, em 1756. Em 1797, havia uma população de 2 079 pessoas, incluindo os escravos.

A de março de 1833, São José se destacava como um centro comercial importante, aliado ao aumento populacional e poder econômico, razões pelas quais o Governo decretou sua elevação a Vila (município) e em 03 de maio de 1856, foi elevada à cidade, sendo que Feliciano Nunes Pires foi nomeado presidente da província. A cidade contava com 21.541 habitantes, dos quais 18.969 livres e 2.572 escravos, contando a vila com 82 engenhos.

São José é o quarto município mais antigo de Santa Catarina. A cidade possui uma extensão territorial de 113,6km e está localizada na parte continental de Florianópolis, banhada pelas baías norte e sul, onde, recentemente, fora construído um aterro. A base de sustentação da economia josefense está fundamentada no comércio, indústria e atividade de prestação de serviços, mantendo ainda a pesca artesanal, maricultura, produção de cerâmica utilitária e agropecuária como atividades geradoras de renda. Possui mais de 1.200 indústrias, cerca de 6.300 estabelecimentos comerciais, 4.800 empresas prestadoras de serviços e 5.300 autônomos.

São José apresenta ainda um enorme potencial turístico, histórico, cultural e arquitetônico, possui praias e antigos casarões como atrativos turístico, dentre os pontos turísticos naturais, destaque para o Balneário de Guararema, para a Pedra Branca e o Balneário da Pedreira, com inúmeras opções para a prática de esportes ao ar livre. também pontos culturais que merecem uma visita, como a Casa da Câmara e cadeia, construção do século 19, e o solar da Guarda Nacional, datado de 1722, intacto em sua construção original. Hoje, o solar abriga ainda o Museu Histórico e a Biblioteca Pública Municipal.

Possuía, segundo o Censo IBGE do ano de 2010, uma população de 209.804 habitantes, sendo o quarto município mais populoso do estado, atrás de JoinvilleFlorianópolis e Blumenau.

Para saber mais:
 
 
O primeiro dia em imagens e som!


 
Total de Km Rodados: 801
Abastecimento: 55,72 litros
Hospedagem: íbis Hotel: Valor da diária: R$ 99,00
Rede de hotéis que evitam surpresas. Excelente para dormir e tomar um bom banho.
 
Gasto total (com alimentação): R$ 325,25

Serras Catarinenses: emoção e belas paisagens





2º. Dia – 19.12.2011
São José a Criciúma – Serras Catarinenses
 
 

Saíram de São José as 07 h., o dia não seria de muitos quilômetros, mas de alguns desafios, muita aventura e certamente muita emoção, pois teria as Serras Catarinenses como desafio. 
Tomaram café da manhã e seguiram viagem.
Por volta das 09h30m, a moto apresentou um problema “técnico”: soltou o pedal do cambio. Pela primeira vez tinham um incidente em viagem. Jorge parou em um restaurante e prendeu o pedal com as ferramentas que tinha. Poucos quilômetros adiante, as 09h40min., soltou novamente. Procuraram um posto de combustível e 10 minutos depois, com a ajuda de um borracheiro, tudo ficou em ordem e seguiram viagem.Depoimento Jorge: “Qual não foi minha surpresa quando fui tentar reduzir a marcha e não encontrei a alavanca de cambio onde deveria estar… Fiquei procurando ela com o pé e nada… pensei: f…u! Fui levando ela em 6ª. marcha até um lugar onde poderia parar em segurança e quando desci da moto vi, com certo alívio, que a alavanca estava literalmente pendurada, pelo cabo, mas completamente solta do eixo onde deveria estar. Eu já havia lido em alguns relatos que a VStrom “costumava” dar algum problema no pedal de cambio, mas nunca descobri qual problema era esse. Felizmente o problema é bem fácil de resolver: A alavanca de cambio tem um eixo fixo nela que tem uma porca logo atrás da haste da alavanca, e na continuação do eixo vem a rosca que pega no quadro da moto. Acho que com a vibração ela vai soltando e não dá pra perceber. No kit original da moto tem uma chave 17 que aperta esta porca, mas o problema é que a chave é mais larga que a porca, então tive que desgastar a chave (da 2ª vez que soltou) num esmeril de um borracheiro da estrada e aí consegui apertar legal este eixo no quadro. Pra quem tem VStrom, dêem uma boa olhada na alavanca de cambio e vão entender o que estou dizendo. Naquela revisão geral da motoca que precede uma grande viagem é bom dar um aperto naquele eixo. Fica a dica!”

Chegaram a Gravatal por volta das 10h, seguiram em direção a Serra do Corvo Branco. Esta serra não estava nos planos iniciais da viagem, mas após Jorge falar com alguns motociclistas moradores de SC e RS, decidiram incluir mais este passeio, afinal todos, sem exceção, falaram da beleza e da emoção que é passar por este lugar. Mesmo tendo seus 30 km de terra batida, realmente vale a pena passar por ela. A forma mais emocionante de percorrê-la é indo de Grão Pará a Urubici.


Aproveitamos para agradecer ao “amigo motociclista” Clemir pelas dicas e por nos fazer conhecer este lugar maravilhoso.

Mas cuidado: nem todas as motos conseguem superar suas curvas fechadas em meio a pedriscos e muita areia. Para aqueles que querem arriscar vale os momentos de sufoco, pois são superados pela beleza extrema.


A serra do Corvo Branco está localizada na SC439, entre as cidades de Grão Pará e Urubici e a uma altitude de 1470 m. ao nível do mar. 

Trata-se de uma linda estrada, formada por um emaranhado de montanhas, que possui em seu cume o maior corte vertical feito em rocha do Brasil, com dois paredões de 90 metros, onde se inicia 30 km de descidas íngremes e curvas assustadoras, tendo apenas 600 metros de pavimentação em seu início. Trata-se de uma obra muito importante, incrustada na rocha pela mão do homem e pelas máquinas. Possui vários mirantes que permitem o acesso a um visual deslumbrante e inesquecível.




Uma de suas lendas fala de um caboclo que, andando por aqueles lados, achou um ninho de pássaros brancos. Levou-os para casa. Os pássaros foram crescendo e tornaram-se pretos. Eram Corvos! Por isso leva este nome.


Levaram cerca de duas horas para percorrer a serra e ao seu final chegaram à estrada que os levariam ao acesso para a Cachoeira Véu da Noiva e o Morro da Igreja, onde fica a Pedra Furada.


A cascata Véu da Noiva, como é chamada pelos moradores, fica a cerca de 7 km da estrada em uma propriedade particular que cobra R$ 2,00 por pessoa, vale pela beleza e pelo barulho característicos das quedas d´água, mas nada que impressione.

 

Uma velha lenda indígena conta que um índio chamado BICI, que veio desposar uma índia do lado de Santa Tereza, foi morto no caminho e ela, de paixão, debruçou-se no monte e chorou tendo originado a cascata.

O Morro da Igreja fica no mesmo acesso, a 17 km da estrada principal por um caminho estreito mas pavimentado, de paisagens belíssimas. Trata-se de um dos pontos mais altos do sul do país, com 1822 m. de altitude. Possui temperatura média anual de 11º., percebidos pelo frio que os visitantes sentiram enquanto fotografavam cenários deslumbrantes. É o ponto habitado da região sul onde foi registrada a temperatura mais baixa do Brasil, 17,8º. negativos, em junho de 1996. No inverno ocorre queda de neve, perigo avisado em placas ao longo da estrada. Existem relatos de que a sensação térmica no local já chegou aos 46º.C negativos. Em seu cume estão uma base militar da Força Aérea Brasileira e as antenas de controle de tráfego aéreo do sul do Brasil (CINDACTA).

 

No alto de sua imponência, é possível vislumbrar uma paisagem magnífica, de onde se pode ver outro cartão postal da região: a Pedra Furada.
Uma obra prima da natureza que faz parte do Parque Nacional de São Joaquim. Trata-se de uma formação rochosa, uma escultura natural em forma de janela, com abertura que mede aproximadamente 30 metros de circunferência. A pedra fica localizada na divisa dos municípios de Orleans, Bom Jardim da Serra e Urubici.

Conta a lenda que os Jesuítas esconderam quarenta cargueiros de ouro e prata em frente à janela furada antes de serem expulsos pelos índios, e de tempos em tempos se ouve histórias de alguém que encontra um cofre, caixa ou arca com ouro. Muitos são os aventureiros que chegam a Pedra Furada pelas trilhas.

Depoimento Andréa: “Sem dúvida valeu a pena fazer esta serra e visitar estes lugares deslumbrantes, com certeza serão imagens que guardaremos em nossa memória e emoções que nossos corações não esquecerão”.

Imagens em movimento!

2o. Dia – 19.12 – Serras Catarinenses

Depois de conhecer estes lugares fantásticos na Serra Geral, os “viajeiros” pegaram a estrada novamente, agora em direção a outro grande desafio: a Serra do Rio do Rastro. Esta serra estava nos planos desde o início, depois que um grande amigo motociclista, Sandro Hofer, passou por lá e contou sobre a maravilhosa sensação provocada por suas curvas.

 
 
 
Antes de chegar á serra, pararam na Chocolateria Schoko Haus, em Bom Jardim da Serra, para tomar um chocolate quente e comer umas guloseimas. Parada que não poderia faltar quando se visita o Sul do Brasil. As proprietárias tinham vivido em Santos, pois a família foi sócia de uma doceria no Gonzaga (os pais de Andréa moram em Santos). Contaram que foram visitar a serra, se encantaram e decidiram viver por lá, isso foi a mais de 12 anos.
 
Os viajantes chegaram ao Mirante da Serra do Rio do Rastro por volta das 18h, lugar de um visual fantástico que impressiona não apenas pela beleza, mas, sobretudo pelas curvas que cortam as grandes montanhas.
 
Esta serra é um dos desafios no Brasil que está na lista de muitos motociclistas e isto não era diferente para Jorge.
 
 
A Serra do Rio do Rastro faz parte das serras catarinenses e é cortada pela rodovia SC-438, onde é possível ter uma vista privilegiada de toda a serra que surge como serpente em meio aos inúmeros tons de verde da vegetação.
Localiza-se no município de Lauro Muller, e está a mais de 1421 m. de altitude, onde fica o mirante. O ponto mais elevado da serra é o Morro da Ronda com 1507 m. de altitude.

O percurso da Serra do Rio do Rastro é caracterizado por subidas íngremes e curvas fechadas, bem como por ótimos locais para desfrutar a paz proporcionada pela natureza. Coberta pela mata Atlântica, com uma fauna bem diversa, com vários tipos de felinos de pequeno, médio e grande porte, uma fauna de macacos (bugios, macacos-prego, sagüis), quatis, pacas, mãos-peladas, tatus, tamanduás e iraras, que são animais comuns numa mata atlântica preservada. Também uma avifauna composta de águias chilenas, tiês-sangue, tucanos, araras, papagaios etc.

 
Além da grande beleza da paisagem, a Serra do Rio do Rastro faz parte de uma coluna estratigráfica clássica do antigo supercontinente Gondwana no Brasil, Coluna White, tendo sido classificada como um dos sítios geológicos brasileiros, pela Comissão Brasileira de Sítios Geológicos e Paleobiológicos.
 

Esta coluna foi descrita pela primeira vez pelo geólogo americano Israel. C. White, em 1908, quando da publicação do Relatório Final dos levantamentos desenvolvidos durante 1904 a 1906, para a Comissão de Estudos das Minas de Carvão de Pedra do Brasil. Colaboraram John H.Macgregor e David White, apoiados por uma equipe composta por técnicos e funcionários brasileiros. Os estudos realizados resultaram num vastíssimo acervo de dados sobre os carvões sul-brasileiros, estratigrafia e paleontologia da Bacia Sedimentar do Paraná. A partir desta data, esta coluna estratigráfica ficou consagrada como Coluna White, em homenagem àquele pioneiro.  


 
A relação da região com o setor mineral brasileiro data de 1841, quando a presença de “carvão de pedra” foi constatada por técnicos e cientistas brasileiros e estrangeiros em missão do Governo Imperial Brasileiro. Em 1903, o então Governador Vidal Ramos inaugura uma estrada que partindo da atual localidade de Lauro Müller, permite o acesso até São Joaquim e Lages (a “Estrada Nova”).



A Formação Rio do Rastro é uma formação geológica da Bacia do Paraná, que ocorre na Região Sul do Brasil, principalmente nos estados de Santa CatarinaParaná e Rio Grande do Sul (geoparque da paleorrota). É constituída por rochas de origem sedimentar, principalmente siltitosargilitos e arenitos finos. O principal recurso mineral explorado são as argilas, empregadas nas cerâmicas. No início dos anos 80, a rodovia  SC-438, que percorre a Serra, foi pavimentada e, posteriormente, no trecho do aclive mais espetacular, iluminada.


Por volta das 18h45min chegaram ao pé da Serra, mas Jorge decidiu subir e descer novamente.
 
Depoimento Andréa: “Foi engraçado, Jorge perguntou: Vamos fazer de novo! Perguntei a ele: Você não está cansado? Ele respondeu: “Muito, mas não sabemos quando estaremos por aqui de novo, então vamos!” Estávamos na verdade exaustos, mas foi ótimo, realmente valeu a pena!”

O pessoal do carro não acompanhou e ficou esperando nosso retorno. Se reencontraram por volta das 19h30min e seguimos viagem para Criciúma.
Depoimento Paula: “Saímos rumo as Serras, primeiro passamos pela Serra do Corvo Branco, lugar MARAVILHOSO, estrada de terra e às subidas bem íngremes, pensamos algumas vezes que o carro não subiria, dava um frio na barriga…rsrsrs Mas vale cada centrimetro de terra e frio na barriga, espetáculo!!! A cachoeira Véu da Noiva, legal, mas acho que faltou água…rsrsrs Adorei a Pedra Furada, que vista linda, muitas montanhas, verde, DEMAIS!!!! A parada no Schoko Haus para um chocolate quente eh obrigatória, (principalmente se for chocólatra como eu..rsrsrs) muuuuito gostoso e com friozinho então… Hummmmmm As donas super simpáticas! A Serra do Rio do Rastro também muuuuuito legal, cheio de curvas beirando as montanhas, cheio de hortênsias deixando-a ainda mais bonita! Adoramos!”

Chegaram a Criciúma as 08h30minh. A noite já chegava, após um longo e belo dia.

Depoimento de um Lascado (Douglas): “Pra mim as serras catarinenses foram uma boa surpresa, as mais belas que eu já andei no Brasil. Eu sei que de carro não é a mesma sensação, mas quem parar lá em cima da serra do Rio do Rastro vai apreciar uma vista realmente linda, a serra absurdamente sinuosa e cheia de hortênsias da um toque especial ao visual, acho tb porque vc sabe que logo vai estar passando por ali em todas aquelas belas curvas, e o melhor, vc sabe também que não esta indo para o trabalho”.
 
Hospedaram-se no Hotel Ibis, onde comemoram uma pizza e beberam vinho para comemorar a aventura.

Depoimento Jorge: “Aí está um passeio que eu diria obrigatório para quem é motociclista da região sul e sudeste do Brasil. Isso também vale para algum maluco que venha do nordeste, como eu…rsrsrs. Pelo fato de ser estrada de terra com muito pedrisco, achei melhor subir a Serra do Corvo Branco e depois descer a Serra do Rio do Rastro (e também subi-la e descê-la novamente…). É muito bonito e com certeza vale a pena. Com certeza as motos Trial levam larga vantagem, mas acho que com o devido cuidado dá pra fazer tudo isso com qualquer moto“.

Serra do Rio do Rastro em Imagens!

2o. Dia – 19.12 – Serra do Rio do Rastro

Para saber mais:
 
 
 
Total de Km Rodados: 387
Abastecimento: 40 litros
Hospedagem: íbis Hotel: Valor da diária: R$ 109,00
Rede de hotéis que evitam surpresas. Excelente para dormir e tomar um bom banho.
Contras: Não tem café da manhã incluso, estacionamento pago a parte.
 
Gasto total (com alimentação): R$ 310,15
 

Despedida das serras catarinenses

 

3º. Dia – 20.12.2011

Criciúma – SC 
ao Rio Grande (Praia do Cassino) – RS


Saíram de Criciúma por volta das 07h do hotel, mas as 08h de Criciúma, após tomar café da manhã em um restaurante na estrada. O roteiro inicial deste dia era de 748 km e os levaria até o Chuí, mas “confusões” do caminho permitiram que chegassem apenas até Rio Grande, onde tiveram que ficar hospedados na Praia do Cassino, mas esta é a história que vamos contar hoje.
 
 
Criciúma é um município localizado no estado de Santa Catarina. É a principal cidade da Região Metropolitana Carbonífera e a quinta cidade mais populosa do estado, com mais de 194 mil habitantes.

O nome Criciúma deriva de uma gramínea brasileira (Criciuma asymmetrica, que é aparentada com a Chusquea ramosissima), que parece um bambu e era bastante encontrada na região. No idioma indígena local, o nome Criciúma corresponde a “taquara pequena”.

A fundação de Criciúma aconteceu somente no final do século XIX, durante o ciclo da imigração européia. A data de 6 de janeiro de 1880 é considerada como aquela da fundação e início da colonização do município, com a chegada das primeiras famílias de italianos provenientes da região do Vêneto, norte da Itália. Era um total de 22 famílias, que somavam 141 pessoas. Esses imigrantes, apesar de encontrarem inúmeras dificuldades, foram responsáveis por desbravar a região, construindo casas, estradas e escolas e tendo no princípio a agricultura como principal atividade econômica.

Em 1913, tem início o ciclo do carvão, com a descoberta das primeiras jazidas do minério. Este fato foi o grande propulsor do desenvolvimento econômico do município, gerando empregos e atraindo investimentos, tendo seu auge entre as décadas de 1940 a 1970. Durante este período, Criciúma ficou conhecida como a “Capital Brasileira do Carvão”. Em Criciúma fica uma das maiores reservas de carvão mineral do país, famosa também pela produção de pisos e azulejos. Lá fica a primeira mina-modelo do Brasil, aberta à visitação desde 1984 e que funcionou entre 1920 a 1955. O percurso de 150 metros é percorrido em vagonetas e termina em um museu onde os visitantes encontram fotografias, documentos e ferramentas.

A emancipação de Criciúma ocorre em 1925, com o seu desmembramento da comarca de Araranguá. A partir de 1947, a indústria cerâmica passa a desenvolver-se no município, assumindo papel de fundamental importância no contexto econômico da região, elevando Criciúma a um dos grandes pólos produtores mundiais, sendo a cerâmica criciumense reconhecida pela sua qualidade.

Em 07 de dezembro de 2000, resgatando suas origens, Criciúma tornou-se cidade-irmã de Vittorio Veneto, cidade italiana berço de muitos imigrantes que contribuíram para a fundação do município.
 
Ao sair de Criciúma pegamos a BR 101 e por todo o tempo temos a companhia das serras catarinenses que nos acompanham ao longe. 
 
Para chegar a Rio Grande, temos duas opções de estrada, a BR 101 e a BR 116. Os motociclistas tinham decidido que iriam pela BR 101, pois queriam passar pela Lagoa dos Patos, que pelo mapa parece beirar a estrada em vários pontos. 
 
Porém, por volta das 09 h, moto e carro se separam quando a moto fez uma parada em Sombrio para troca do óleo. Encontraram na beira da estrada, bem na entrada da cidade, a Oficina Tuba Motos, cujo dono, o Tuba (Vagner – este aí deitado ao lado da moto), os recebeu super bem, foi muito simpático e contou o motivo de seu apelido: Tubarão, dizendo que seus pais viviam na cidade que leva este nome e na escola todos os amigos o chamavam assim, com o tempo mudou para Tuba, apelido que carrega até hoje e que deu o nome a sua oficina. Contou que é casado e pai de dois filhos. Enquanto os viajantes de carro seguiam à frente, a moto ficou parada por uma hora e meia na oficina e acabaram se separando pelo caminho. 
 
Em Osório, por volta das 11h, a moto pegou a saída para a BR101, Estrada do Mar, mas ao falar com o pessoal do carro, souberam que eles já estavam em Gravataí, e seguiam pela BR116, não valendo a pena retornar. Combinaram que cada um faria seu caminho até Rio Grande e lá seguiriam juntos ao Chui.
Uma das primeiras vistas da estrada é o Parque Eólico de Osório. Uma usina de produção de energia eólica com 75 aerogeradores de 2MW. A produção efetiva média é de aproximadamente 51MW (suficiente para uma cidade de 240 mil habitantes). É a maior usina eólica da América Latina e a segunda maior do mundo (em 2006). As torres do parque podem ser vistas das auto-estradas BR-290 e RS-030 e de praticamente todos os bairros da cidade.



O parque tem 75 torres geradoras, dispostas no terreno de Osório em uma única linha reta, e nos de Índios e Sangradouro em duas linhas paralelas, com espaçamento de 175 m entre as torres.  Cada torre tem 98 metros de altura e 810 toneladas de peso; é formada por 24 segmentos de concreto pré-moldado e um de aço, construídos em Gravataí e montados no local. Cada torre está assentada em uma base de concreto de 430 m3 suportada por 32 estacas de 20 a 35 m de profundidade e 50 cm de diâmetro. As hélices têm diâmetro de mais de 70 metros e atingem até 140 metros acima do solo. As pás das hélices, de 35 metros de comprimento, foram fabricadas em Sorocaba (SP) pela Wobben Windpower.
 
Após percorrer alguns quilômetros e já com a fome típica do horário do almoço, os motociclistas pararam em uma Lancheria (nome dado às lanchonetes no RS), em um Posto Ipiranga, localizado em Capivari do Sul. O garçom ofereceu várias “torradas” da simples a mais recheada, mas como não sabiam o que era, decidiram não arriscar e comeram algo mais conhecido: um pastel e um hambúrguer. Mas não resistiram em pedir a bebida que estava na mesa de todos que almoçavam por ali: um refrigerante local, bem adocicado mas gostoso, com opção de vários sabores, entre eles uva, limão, laranja: Fruki. 
 
A opção em pegar esta estrada, além da indicação de muitos “viajeiros” que falam de sua beleza e da possibilidade de ver espécies de pássaros e até jacarés. Além de o mapa mostrar a proximidade da estrada à Lagoa dos Patos. Mas a realidade não conseguiu superar as expectativas. 
 
 
Depoimento dos motociclistas: “A lagoa não pode ser vista, a não ser que se pegue alguma estradinha de areia fofa por cerca de uns 5 km, o que seria impossível para fazer com esta moto. E a BR101 é em sua maior parte boa, bem pavimentada, mas com pedaços ruins que surgem de repente, sem qualquer sinalização. No fundo, no fundo, foi uma decepção, pois ficamos o tempo todo na expectativa de que a lagoa surgiria aos nossos olhos a qualquer momento, o que não aconteceu”.
 
 
Depoimento Andréa: “A estrada é muito bonita e realmente podemos ver inúmeros pássaros, plantações de arroz e cebola (embaladas nestes sacos coloridos da foto) e inúmeros aviões coloridos que sobrevoam as fazendas. Pude até ver um jacaré na beira da estrada, na parte alagada, mas infelizmente não deu tempo de fotografar. Vocês terão que acreditar em mim rsrsrsrsrsrsrsrsr”.
 
 
Enquanto os motociclistas tinham suas aventuras, o pessoal do carro também curtia a viagem e suas belezas. Por estarem de carro, conseguiram sair da estrada principal e visitaram a Lagoa dos Patos na altura de São Lourenço do Sul. Em função de estarem cansados e dos km que ainda faltavam para chegar ao Chuí, optaram por parar em Rio Grande e foram informados que o melhor lugar para se hospedar era na Praia do Cassino, para onde seguiram viagem.
 
 
O casal sob duas rodas chegou a São José do Norte às 16h, e ao chegarem à balsa, a viram saindo do cais, não estava a mais que alguns metros de distância, mas não teria como retornar, foram informados que a próxima seria somente depois de 1h30m. Indicaram que tentassem colocar a moto em uma escuna, uma lancha, que também faz a travessia, mas dos pedestres. Todos se mobilizaram para ajudá-los a passar a moto pela cabine de cobrança, mas impossível, o guidão era grande demais. Motos pequenas com certeza conseguem fazer esta façanha. 
 
Aproveitaram que iriam ter que esperar e foram tomar um lanche num “boteco” chamado Lancheria Recanto do Café, daqueles bares de interior, onde as atendentes são jovens meninas, os homens bebem no balcão, com direito a fumar dentro do bar e jogar as cinzas no chão. Forma de conhecer a realidade local de perto! 
 
Mas neste local foi que souberam o que são as famosas “torradas”, pois Andréa decidiu se informar e pedir uma para cada um para experimentar. Aprenderam que as torradas simples são lanches de presunto e queijo, feitos em um pão de forma gigante, um só já teria alimentado o casal. As mais sofisticadas são acompanhadas de ovos, bacon, tomate e outros recheios a gosto do freguês. 
 
Depoimento Andréa: “Demos muita risada ao lembrar-se do garçom na hora do almoço tentando dizer as inúmeras opções de torradas que o restaurante oferecia e a gente não conseguia imaginar o que era e pensávamos somente na torrada que conhecemos kkkkkkkkkk”.
 
 
Retornaram ao local de saída da balsa e acharam divertido que todas as pessoas que se encontravam por lá já sabiam que eles eram o casal de motociclistas da Bahia que tinham perdido a balsa anterior. 
 
Enquanto aguardavam a balsa que só chegou às 17:45h, se divertiram com os cães que são a atração do lugar e que se jogam na água para pegar as madeiras que são jogadas pelos passageiros que usam a balsa diariamente para trabalhar. O mais engraçado é que depois de sair da água, os cachorros se secam aos chacoalhões, molhando as pessoas e veículos que estão à espera da travessia. 
 
A balsa carrega o pessoal que faz a travessia diariamente para trabalhar, estudar, ou fazer compras. Mas o que impressiona é a quantidade de carretas, isso mesmo, carretas enormes e pesadas que são levadas de um lado a outro. As carretas ficam esperando na estrada o aviso de seguirem em direção à balsa, pois não caberiam dentro da cidade caso decidissem esperar por lá. A balsa saiu carregada às 18h, atrasando o roteiro do dia, chegaram ao outro lado, em Rio Grande, as 18h25m. 
 
Decidiram se unir aos companheiros de viagem e indo encontrá-los na Praia do Cassino, aonde chegaram por volta das 19h. Aproveitaram para dar uma volta na vila, formada por um belo canteiro em forma de praça, muito movimentada, onde as pessoas assistiam a apresentações de Natal. Comeram em uma Doceria e Lancheria.

A Praia do Cassino está localizada na cidade do Rio Grande, no estado do Rio Grande do Sul. Com mais de cem anos, é considerado o balneário marítimo mais antigo do Brasil (1890). Foi criada para ser um centro de turismo, pela Companhia de Bondes Suburbanos da Mangueira, subsidiária da Companhia Carris Urbanos, tomou vantagem da linha férrea entre Bagé e Rio Grande, que foi depois expandida até a então Costa da Mangueira. 

Ao ser inaugurada em 26 de janeiro de 1890, abrangia três quilômetros ao longo da costa por dois quilômetros de largura, cortados ao meio por uma linha férrea que levava ao Rio Grande. Mais tarde, recebeu a denominação de Villa Sequeira, em homenagem ao seu idealizador. 

O balneário do Cassino tornou-se o centro de lazer de grandes empresários – em geral descendentes de alemães, portugueses, ingleses ou italianos que vinham com muito dinheiro para se deliciar com luxuosidade do Hotel Atlântico. Sendo assim, a origem do nome Cassino, seria justamente por causa dos jogos que eram realizados no hotel. A perseguição a italianos e alemães, durante a Segunda Guerra Mundial, e a proibição do jogo de roleta, em 1946, causou danos à economia local. Nos últimos anos, o balneário conseguiu reverter essa situação com uma série de atrações e curiosidades turísticas. Em 12 de novembro de 1966, foi cenário de lançamentos de foguetes da NASA, durante um eclipse total do sol, reunindo cientistas e populares. Nos últimos anos, o carnaval de rua na Av. Rio Grande tem atraído bastante o público e os blocos.

Consta no Guiness Book (Livro dos Recordes) como a maior praia em extensão do mundo – tendo assim mais de 240 km de comprimento, se estendendo desde a cidade do Rio Grande até o Chuí. A praia começa em Molhes da Barra (muros de pedras mar adentro), no Balneário Cassino, aproximadamente 18 km de Rio Grande, até a Barra do Chuí, em Santa Vitória do Palmar. 

A imensa praia é marcada pela presença de milhares de aves nativas e migratórias e a vigilância de 04 faróis: Sarita, Verga, Albardão e Chuí. Repleta de lagoas que se ligam com o mar e uma grande faixa de dunas, também é conhecida como Cemitério de Navios. A maior parte da Praia do Cassino ainda permanece intacta. Suas areias continuam sendo visitadas por pingüins, leões e lobos marinhos que fogem do inverno antártico.

Mais imagens!
 
Para saber mais:
 
 
 
Total de Km Rodados: 533
Abastecimento: 37 litros
Hospedagem: Hotel Cassino: Valor da diária: R$ 91,00
Hotel simples, mas organizado e limpo. Excelente localização.
Com estacionamento e café da manhã.
 
Gasto total (com alimentação): R$ 248,00

Chegando ao solo uruguaio


 

4º. Dia – 21.12.2011

Rio Grande – RS 
a Maldonado – UR

Saíram da Praia do Cassino às 07h30m. Destino: Chui, onde a turma queria passear e quem sabe fazer umas comprinhas, pois ouviram de outros viajantes que a fronteira com o Uruguai tem ótimos preços e menos risco que a fronteira com o Paraguai. O objetivo era passar a aduana e almoçar em solo uruguaio.

 
 
 
 

A aventura do dia contava com a passagem pela Reserva do Taim, reserva ecológica famosa por suas retas infinitas e por sua fauna, flora e pelas aves e pequenos aviões que cortam o céu, além da belez.a dos campos de arroz. Imagens que encantaram os viajantes.

A paisagem ainda contou com a passagem de preás, belas flores, muita pastagem de gado, ovelhas e muitos gansos e garças que se amontoavam na beira dos campos encharcados para manter as plantações de arroz.

Depoimento Motociclistas: “A estrada é bem pavimentada e bem sinalizada em todo seu percurso e o visual surpreende por tanta beleza e por suas retas intermináveis. O clima ameno, embora ensolarado, é outro fator que deixa a viagem agradável”.

2 Reserva do Taim  (11)
Passaram a aduana brasileira sem ao menos serem parados. Logo em frente ficava a fronteira entre os dois países.

 

Chegaram ao Chui (lado brasileiro) e Chuy (lado uruguaio), por v1 Cassino - Maldonado (17)olta das 10h30m. e aproveitaram para sacar dinheiro na agência do Bradesco e para fazer a troca de reais por pesos uruguaios, trocados na proporção 10 pesos/1 real.

Chegaram com tempo de visitar algumas lojas, onde já puderam se sentir em outro país e verificar o bom preço, mas optaram por fazer compras no momento da saída, em Rivera.
 

A divisa entre os dois países é feita por um canteiro que separa a Av.Uruguai, do lado brasileiro da Av. Brasil, lado uruguaio. A circulação entre os dois países é feita.

 

Chui é um município brasileiro do extremo sul do estado do Rio Grande do Sul, Brasil. É a cidade mais meridional do país, a qual faz fronteira com a cidade do Chuy, no Uruguai. Possui uma população de 5 919 habitantes, constituída por brasileiros, uruguaios e árabes palestinos (estes últimos muito ligados ao comércio).


Situado no extremo-sul do Brasil, o Chuí é exaltado e conhecido por todo o povo brasileiro por ser o ponto mais meridional do país. É um município recém formado através de um processo emancipacionista realizado no ano de 1995 e iniciou sua primeira gestão administrativa em 1º de janeiro de 1997, sendo antes, vila do município de Santa Vitória do Palmar.

 

É uma das principais portas de ingresso aos grandes centros urbanos do Mercosul.

Tudo se inicia com os primeiros visitantes que pisaram desarvorados nas barrancas do Arroio Chuí ante ao naufrágio da nau-capitânia de Martim Afonso de Souza em 1531, passando por vários tratados feitos e desfeitos, sendo o primeiro – o Tratado de Madrid – de 1750 e o segundo – o Tratado de Santo Ildefonso – que transformou o atual município de Santa Vitória do Palmar em campos neutrais até 1814, a fim de amortecer as disputas entre portugueses e espanhóis.

 A povoação do Chui se iniciou com alguns ranchos e casas isoladas, nas voltas da antiga guarda, às margens do Arroio Chui estabelecida pelo coronel de ordenança Cristóvão Pereira em 1737. Hoje, o único resquício desta antiga guarda, é uma cacimba (cisterna) quase oculta pelos altos pastos do terreno.

Nas décadas de 30 e 40, o Chuí uruguaio estabeleceu certa superioridade em todos os aspectos, principalmente no comércio, em relação ao lado brasileiro, ante ao fato de que a região se encontrava isolada do resto do Brasil, sendo mais fácil se chegar a Montevidéu através da Ruta 9.

A partir da década de 60, o governo brasileiro adotou uma política nacional de fazer com que os municípios de fronteira se desenvolvessem economicamente. Este fato se concretizou com a construção da BR 471 e a vinda de imigrantes palestinos e libaneses na década de 70, passando o comércio do lado brasileiro a se desenvolver intensamente, sendo até hoje a base da economia do município.

O primeiro povoado a ser elevado à categoria de vila foi o chuí uruguaio em 1938, sendo governado por uma junta administrativa subordinada ao conselho departamental de Rocha. Logo em seguida, no dia 30 de junho de 1939, por ato do governo do estado, sob número 1824, o Chuí brasileiro foi elevado à categoria de vila. Sua ata de instalação foi lavrada em 1º de janeiro de 1940, sendo o prefeito de Santa Vitória o Dr João Mário Dêntice.


A importância histórica dessa região deve-se ao fato de ter sido palco de muitas disputas entre portugueses e espanhóis, até a demarcação final da fronteira extremo-sul do país, que por anos e anos foi flutuante, ora pertencente à Espanha, ora à Portugal, sendo também “território neutro” ou “campos neutrais” por muito tempo. Região esta, que até a inauguração da BR 471, ficou isolada do resto do Brasil, e contra tudo e todos, manteve-se vinculada ao país, pelo forte fio de patriotismo e brasilidade, visto que material e culturalmente, foi-lhe sobremodo adverso manter essa ligação.

Quis o destino, felizmente, estreitar cada vez mais os laços de amizade entre brasileiros e uruguaios, fato claramente observado na Avenida Internacional do Chuí/Chuy, avenida esta que divide os dois países. No Chui, é muito forte o sentimento de nacionalidade. Mas a amizade entre os dois povos é tão grande, que se formou uma crença popular que diz que: “Nesta localidade, fronteira e linha divisória servem sempre para unir as pessoas e nunca separá-las”.

 

Passaram a Aduana Uruguai por volta das 12h30m., sem qualquer dificuldade, o carro teve o porta-malas vistoriado, tivemos os documentos verificados, mas nenhuma mala foi aberta.
Depoimento de um Lascado (Douglas): “O Chuí que faz a divisa entre Brasil e Uruguai não é bonito, mas é excelente para comprar algumas coisinhas, é onde você pode se livrar, mesmo que por pouco tempo, dos pesadíssimos impostos brazucas, tem de tudo por lá, mas eu aproveitei e comprei muitos vinhos chilenos bons por 1/3 do preço daqui e até menos”.


Colocaram as rodas em solo uruguaio e seguiram para as primeiras aventuras em terras estrangeiras: Punta del Diablo e Cabo Polonio (aguarde os detalhes!!!).

 
Fizeram o primeiro abastecimento no Uruguai em um posto com um pessoal super-simpático que mostrou a receptividade do povo uruguaio, mas para tudo dar certo combinaram em não falar em futebol, até porque estamos em desvantagem ultimamente. 

Imagens!





Total de Km Rodados: 456
Abastecimento: 18 litros
Hospedagem: Hotel Colonia: Valor da diária: R$ 90,00
Hotel simples, mas organizado e limpo. Excelente localização.
Sem estacionamento e com café da manhã.
 
Gasto total (com alimentação): R$ 333,00
 
Para saber mais:
 
http://www.bertellichuihotel.com.br/ várias dicas e informações

Passeios inesquecíveis!





4º. Dia – 21.12.2011
 
Punta del Diablo e Cabo Polonio
 

 

Seguiram até Punta del Diablo que fica a cerca de 45 km de Chuy, uma praia belíssima, com casas que variam de mansões a simples casas de madeira. Decidiram aproveitar a bela vista para almoçar no Restaurante Restobar, a beira-mar, comemorando a chegada ao país vizinho, excelente atendimento e boa comida! Foi onde conheceram uma “cerveza” uruguaia deliciosa: PATRICIA!

 
 
 
 
 
Punta del Diablo é um povoado de pescadores uruguaios situado ao lado do Parque Nacional de Santa Teresa, no Departamento de Rocha. Localiza-se a 298 km da capital do país, Montevidéu.
 
Sua população fixa é de cerca de 650 habitantes, em sua maioria, pescadores e artesãos. No verão, transforma-se em um dos principais balneários do país, recebendo grande número de turistas argentinos, brasileiros e europeus.



 
Originalmente era uma pequena vila de pescadores. Suas praias, emolduradas por três cabeceiras que formam o “tridente”, ocupam cerca de 10 quilômetros de litoral. O balneário conta com: agências de trânsito, bares, camping, farmácias, cafés, escolas de surf, peixarias, hotéis, albergues, polícia e artesãos. As atrações turísticas próximas são: a área protegida da marinha e costeira de Cerro Verde, um ponto alto rochoso coberto por vegetação e localizada dentro da jurisdição de Santa Teresa, o spa La Coronilla, a cidade de Chuy , o Forte de San Miguel e o Spa La Esmeralda. Nas águas de Punta del Diablo vivem tartarugas verdes e antigos animais marinhos que estão em perigo de extinção.

“El dedo pétreo de la PUNTA DEL DIABLO, se hunde fino y elegante entre las aguas verde-azuladas de la mar y desde el Cerro Rivero la vista es esplendorosa.
La bahía, mansa, descuelga el vaivén de las olas, festoneadas de espuma blanca, que llegan tímidamente a morir en la arena de la costa…
En las zonas rocosas trepan, pulen se deshacen y vuelven, mueren y renacen… una y mil veces, en un juego repetido y ancestral…
El multicolor despliegue de casas, ranchos y cabañas cuelga del Cerro, en un caótico muestrario de inventiva y posibilidades…
Techos de paja, grises de tiempo, se mezclan con tejas, fibrocemento, cinc o cartón…
Los tonos verdes, celestes, marrones, naranjas y rojos se trepan a los techos y contrastan con las paredes encaladas o pintadas de colores pastel…”

Durante milênios, esta zona da costa oceânica que hoje faz parte do Uruguai, esteve sob domínio dos elementos naturais, únicos ao seu entorno. O vento é o arquiteto responsável pela paisagem atual, pois foi modelando a enorme extensão de dunas, que desde a beira do mar até a borda da Laguna Negra ou dos Defuntos, se estende como uma enorme e desolada tapeçaria formando uma franja, larga e dourada que contorna a costa do mar. Junto com a chuva se transformou em um agente erosivo que foi dando forma às enormes dunas de fina areia voadora.  Entre as encostas de algumas dunas se formam pequenas lagunas , provenientes dos mananciais de zonas mais altas ou de depósitos de chuva, que propiciam o crescimento de plantas e arbustos, além de variada fauna.

Em fevereiro de 1935, a família de Laureano Rocha, que tinha um pequeno campo em Vuelta del Palmar e uma numerosa descendência, composta por 10 filhos, ante a enfermidade de um deles, que sofria de asma, aconselhado por seu médico de que a solução para ele era levado à costa, resolveu construir um pequeno rancho na zona dos Cerros, em campo de propriedade da família Martinez, que colaborou com a edificação da rudimentária vivenda.
Nos verões, a família se mudava para a costa do mar, onde a saúde do jovem começou a estabilizar-se, fazendo com que o chefe da família se mudasse também nos meses de inverno, por ser um grande aficionado pela pesca, muito abundante nesta época, e que realizava com o uso do aparelho e servia para aliviar o sustento da numerosa família de recursos humildes.


O ingresso na zona do Cerro se realizava com carros tirados por cavalos, por caminhos de barro e água, até chegar às dunas onde o, por vezes, o veículo virava por causa da dificuldade das areias moles, devido ao vento que mudava o trajeto das dunas, era preciso marcar uma trilha para poder encontrar o caminho de volta.

No ano de 1942, se fixaram alguns pescadores que vieram de Valizas e começaram a pescar tubarão para vender ao mercado asiático. Os pescadores saíam para o mar em chalanas a remo, sem nenhum instrumento de guia ou orientação. O valor dos homens e a abnegação das mulheres foram dando forma a uma estirpe de pescadores temperados ao mar e ao vento, que deram uma identidade muito especial ao precário assentamento que se formava ao longo do Cerro.
Saíram de Punta del Diablo por volta as 15h15m, em direção a outra aventura: CABO POLONIO.
 

Chegam à região pela Ruta 9, saindo pela Ruta 16 em direção a Ruta 10, estrada a beira-mar, logo se avistam as casas que guardam as bilheterias que vendem as passagens ($150) para o passeio que leva os turistas até o vilarejo. Nestas casinhas também é possível usar os banheiros que são preparados para a troca de roupa, necessária principalmente aos motociclistas que chegam de longe.

3 Cabo Polonio (17)Pegaram a traineira por volta das 16h, após andar por cerca de 15min se tem a primeira vista do mar e ao fundo surgem as primeiras “habitaciones” de Cabo Polonio. Em sua maioria são brancas e se destacam em meio à areia e ao céu de um azul celeste.
 
 
 
 
 
São muitos os passeios que podem ser feitos na região, como a volta pelas dunas, conhecer escavações ou naufrágios, mas a escolha é feita somente ao se chegar na vila de Cabo Polonio, na agência de turismo que atende por lá, não podendo ser contratado antecipadamente.
 
A vila conta com restaurantes, bares, “tiendas” de artesanato local, hostel e muita, muita areia.
Chegando mais perto do vilarejo se pode notar algum colorido, aquele típico da América do Sul. A traineira leva turistas e uruguaios que aproveitam a época das férias para acampar ou se hospedar na vila que mais parece tirada de um filme.
 
Em Cabo Polônio, conta-se o tempo pelo número de barcos naufragados ou encalhados. Chegar a esse vilarejo “escondido” a 300 km de Montevidéu, capital do Uruguai, é roteiro para poucos, mas é capaz de surpreender até o viajante mais experiente.

Localizado no Estado de Rocha, a nordeste do país, Polônio abriga aproximadamente 60 moradores fixos e chega a receber centenas de turistas uruguaios e argentinos durante os meses do verão. A região está ligada ao continente por uma faixa de areia rodeada de dunas e já foi habitada pelos índios da tribo Charruas entre os séculos 16 e 19.

O nome da cidade é uma homenagem a Joseph Polloni, o capitão de um barco que, como muitos outros, naufragou na região. A força das águas dali encanta e assusta ao mesmo tempo até o mais destemido navegador. A região é responsável por naufrágios que, de acordo com o nível da maré, podem ser vistos enterrados nas areias sob a água fria e azulada da praia Sul. Os relatos da época contam que, ao passarem por aquela área, os navegadores entravam em pânico ao verem as bússolas sem direção girando descontroladamente. A fama de “Inferno dos Navegantes” é justa.


Sem luz elétrica, Cabo Polônio tem como única iluminação artificial: a luz do farol localizado entre as praias Norte e Sul. Ao anoitecer, a península fica em total escuridão por 12 segundos, tempo que a luz do farol demora a dar uma volta completa.

As cores que pintam Polônio são tão poéticas que até inspiram artistas, como o urguaio Jorge Drexler, que dedicou seu último trabalho à região, o CD “12 Segundos de Escuridão” (disponível em http://letras.terra.com.br/jorge-drexler/797711/). O artista chega a passar semanas no local para encontrar inspiração para as suas próximas composições.

 
5-Cabo-Polonio-79Uma das atrações da região é a morada natural de “lobos marinhos”, formada por três pequenas ilhas: La Rosa, La Encantada e El Islote, que abrigam mais de 3000. Existem várias espécies que se utilizam das rochas para realizar a troca dos pelos ou aguardar o nascimento de seus filhotes. O barulho de seus gritos ressoa na pacata vila e trás uma beleza ainda mais exuberante ao já tão belo visual de Cabo Polonio.
 
 

3 Cabo Polonio (67)Uma das espécies encontrada é o lobo marinho de dois pelos, também chamado de lobo fino sudamericano, pertence à sub-ordem dos Pinípedes (palavra derivada do termos em latim pinna e pedis – que significa “pé em forma de pena”), caracterizado como otarídeo, por sua orelha externa e membros posteriores tencionados para fora do corpo. Corpo delgado, com coloração variando de negro a marrom, com tons cinza prateados. Ventre ligeiramente mais claro. Focinho fino e pontudo, orelhas visíveis. Pelagem dupla, com pelos escuros e grossos e abaixo desses, pelos superficiais mais curtos. Machos adultos sempre maiores que as fêmeas. Dentes pós-caninos com formato tricúspide. Os machos adultos pesam cerca de 200 kg, enquanto as fêmeas 60 kg sendo que, os machos adultos atingem 1,8m, enquanto as fêmeas, em geral, não ultrapassam 1,5m.


Ocorre ao longo de toda a costa da América do Sul, desde o Peru até o sul do Brasil. No Brasil, a espécie ocorre principalmente nos meses de inverno e primavera, sendo os animais, em sua grande maioria, machos sub-adultos ou adultos, provavelmente oriundos do Uruguai.


A reprodução ocorre em ilhas no Uruguai, Argentina, Peru e Chile. O acasalamento e os nascimentos ocorrem durante a primavera e o verão, com início em outubro. Durante a estação reprodutiva, os machos podem formar e defender haréns com inúmeras fêmeas ou ainda defender áreas específicas dentro da colônias, chamadas de territórios. A fêmea dá a luz somente a um filho depois de 12 meses de gestação. O período de amamentação fura em média de 8 a 10 meses. Os lobos-marinhos podem viver de 15 a 20 anos.

3 Cabo Polonio (70)Outra espécie existente em Cabo Polonio é leão marinho, também chamado de lobo marinho de um pelo, lobo marino chusco, león marino del sur, león marino sudamericano, também é uma espécie de mamífero pinnípedo da família dos otáridos, mas sua cor parda escura quando adultos e negra quando jovens, os diferencia dos lobos de dois pelos. Os machos pesam cerca de 300kg, o dobro das fêmeas e possuem uma capa de pelo castanho avermelhado sobre o pescoço, por isso são chamados de leões marinhos.

Vivem em colônias de cerca de 18 fêmeas, formando um harén, e uns poucos jovens. Durante o verão, entre dezembro e fevereiro, se mudam para sítios protegidos, como Cabo Polonio, para parir, chegando a alguns mil exemplares. A gestação é de 11 meses e meio e durante a reprodução, os machos entram em combate pelo controle do território e por suas fêmeas, o fazendo através de rugidos e lutas corporais que vão depender do número de fêmeas a serem vencidas. Vivem entre 25 e 50 anos.

No entanto, nem sempre os machos sub-adultos são capazes de acasalar e, às vezes, sequestram os filhotes, como forma de controlar as fêmeas. Quando isso acontece, os filhotes estão seriamente feridos ou mesmo mortos. Ambas as espécies alimentam-se principalmente de peixes e lulas.

 
3 Cabo Polonio (72)Os viajantes puderam presenciar, enquanto visitavam a reserva, a luta entre machos por seu territórios, com rugidos e brigas corporais. Também tiveram acesso a um filhote, provavelmente vítima de um “sequestro”. Ambas as situações foram filmadas e estão presentes no vídeo abaixo.


Depoimento Andréa: “Para visitar Cabo Polonio é preciso pegar uma “traineira”, um caminhão de tração 4×4, que irá ultrapassar a barreira imposta pelas belas dunas que separam a estrada e o mar. Pura aventura, já que em vários momentos ele parece que não vai conseguir rsrsrsrs.  Cabo Polonio é uma vila cravada na areia, suas casinhas brancas parecem, ao longe, uma miragem em meio ao azul do mar. O tempo parece ter parado neste lugar maravilhoso. Este lugar vai entrar para o meu rol de visuais fantásticos!”.

Depoimento de um Lascado (Douglas): “Punta del Diablo e Cabo Polônio são bem legais, vou deixar para os companheiros de viagem descrevê-los, guardo ótimas lembranças de lá e se um dia esquecê-las, fotos, vídeos e este blog vão me ajudar a revivê-las”.

Emoções em Vídeo!
 

Destino: Montevidéu!

5º. Dia – 22.12.2011
Maldonado a Montevidéu – UR

 
 
Não tiveram tempo de conhecer Maldonado, até porque não estava nos planos ficar nesta cidade. mas tiveram um tempinho para fotografar a Igreja Matriz que ficava ao lado do Hotel.
 
La Catedral San Fernando de Maldonado: seu edifício tem estilo neoclássico. Foi criada em 1801 e fundada em outubro de 1985 por obra do arcebispo montevideano Dr. Mariano Soler (nascido em San Carlos, província de Maldonado). O altar maior representa o trabalho de Antonio Veiga.
 
Como passaram pela cidade não poderíamos deixar de falar um pouco dela.


Maldonado é um departamento uruguaio situado no litoral sul do país. Também é chamada de San Fernando de Maldonado, denominação dada devido aos gentilicio chamarem seus habitantes de fernandinos. É uma cidade que por sua proximidade com Montevidéu, tem intensa atividade hoteleira e comercial. Segundo o censo de 2011, possui cerca de 160.456 habitantes. Tem como balneário Punta del Leste. A origem de seu nome data de 1530, quando o colono e navegante Sebastián Gaboto partiu rumo a Castilha, na Espanha, deixando a cidade a cargo do Tenente Francisco Maldonado.
 
1 Maldonado (3)
Saíram do hotel Colonial por volta das 08h30m com destino a Punta del Leste.
 
 
 
 
 
 
Chegaram a Punta del Leste as 9h30m. Passearam pela orla, onde tiraram foto com o Monumento al Ahogado que é uma escultura de cinco dedos parcialmente enterrados na areia, localizada na Praia Brava, conhecida como Monumento Los Dedos ou La Mano.
 
 
A escultura foi feita pelo artista chileno Mario Irarrázabal durante o verão de 1982, (o mesmo que fez a Mão do Deserto em Atacama no Chile dez anos depois) enquanto ele participava do primeiro Encontro Anual Internacional de Escultura Moderna ao Ar Livre. O artista foi inspirado a fazer uma escultura de uma mão durante um “afogamento”, como uma advertência aos banhistas, uma vez que as águas das praias possuem ondas muito fortes, ideais para a prática de surfe. Durante o evento, escultores de todo o mundo trabalharam em suas criações, mas apenas a obra de Irarrázabal pode ser vista até hoje. Cartão-postal de Punta Del Leste manteve seu lugar original e se mantém intacta, exceto pela grafitagem no lado da palma dos dedos que foi feita em 2005.
 
 
 
 
Punta del Leste também é conhecida por suas belas ruas repletas de mansões e carrões, que lhe confere o título de uns dos dez balneários mais luxuosos do mundo e o mais charmoso da América Latina, oferecendo praias oceânicas e de rio.
 


 

Punta del Leste fica localizada no departamento de Maldonado e foi fundada em 1829 por Don Francisco Aguilar, que chegou ao país em 1810, dono de uma frota mercante começou a construir barcos no Rio de La Plata. Foi prefeito da cidade entre os anos de 1829 e 1830, senador em 1840, ano de sua morte. O primeiro nome da vila foi Villa Ituzaingó, passando ao nome atual somente em 1907. Em 1909 começou a construção da Igreja que foi finalizada 07 anos mais tarde. No ano de 1916 instalou-se o primeiro sistema elétrico da cidade. A população gira em torno de 10 mil habitantes, mas nas temporadas de verão ultrapassa 200 mil habitantes, em sua maioria artistas, milionários e membros da algo sociedade de diversos países.
 
Durante a breve passagem pela cidade, os viajantes aproveitaram para conhecer alguns de seus pontos turísticos além da “Mano”. Visitaram a imagem de Yemanjá, que cuida da orla da cidade, onde tiraram as fotos em família. Passearam por suas ruas arborizadas e impecavelmente limpas.
 
O Farol de Punta del Leste foi construído em novembro do ano de 1860 por Tomas Libarena com o fim de orientar as embarcações no Oceano Atlântico e no Rio del Plata. O farol foi feito com uma mistura de terra de origem vulcânica que é mais dura do que o cimento, isto faz com que ele seja perfeitamente preservado até hoje. Tem 45 metros de altura e os cristais do sistema de iluminação foram trazidos da França. O sistema funciona a eletricidade, mas no caso de emergência, usa-se gás acetileno. A subida pelo interior do farol é possível por seus 150 degraus.


 
Em frente ao farol fica localizada a Estação Meteorológica que faz parte da Rede Meteorológica Nacional que apóia a vigilância mundial que constantemente estuda o tempo atmosférico em todo o mundo. Seus antecedentes remontam de 1890 quando a Sociedade Meteorológica uruguaia liderada por Don Luis Lanza, registrou a primeira atividade na zona de Maldonado. No princípio não tinha caráter oficial, quando nos primeiros anos de sua segunda década o estado a oficializou como estação de Punta del Leste de onde se realizam observações de diferentes parâmetros sobre o estado do tempo, transmitindo os dados para a Oficina Central da Direção Nacional de Meteorologia em Montevidéu, onde são utilizados com fins de prognósticos de tempo e estatísticas do clima. É a terceira estação em ordem de antiguidade e seus dados sobre o clima datam de oitenta e sete anos atrás.

 
2 Punta del Leste (65)

 
Também não podiam deixar de conhecer o famoso Puerto de Punta del Leste, chamado Puerto Nuestra Señora de la Candelaria. 2 Punta del Leste (75)
É o porto desportivo mais destacado do país e da região. Foi descoberto em 1516 por Juan Diaz de Solís no dia de Nossa Senhora da Candelária, dia 02 de fevereiro, por isto o seu nome. Neste porto são permitidas somente embarcações de turismo e desportivas, de médio porte, contando com quase 500 amarras e um espaço de terra para aproximadamente 350 embarcações. Também possui pequenos barcos de pesca que abastecem de mercadorias as peixarias, o que atrai a presença de lobos marinhos, um espetáculo imperdível (que mostraremos no vídeo abaixo). O entorno do porto é rodeado de restaurantes, pubs e especialistas em frutos do mar. A turma aproveitou para tomar um café no Don Pascual, restaurante que permite curtir o visual das lanchas, iates e pequenas embarcações que fazem parte da paisagem (o que faz o café custar uma nota, como quase tudo nesta cidade).
 
3 Punta del Leste - Montevideo (28)
 
 
Saíram de Punta del Leste por volta das 12h. Decidiram não almoçar por lá em virtude do preço pago no cafezinho rsrsrsrsrsrsrsr. Seguiram viagem em direção a Montevidéu, mas pararam para almoçar na estrada, às 13h30m, no Restaurante Solanas, parada que valeu a pena pela comida boa e bem servida, preço justo e bom atendimento.

Montevideo (31)

 

 

 

 

A estrada que leva à capital Montevidéu é belíssima, vai beirando o Rio da Prata em quase toda sua extensão, em meio a montanhas e muito verde. Como toda estrada no Uruguai, é bem cuidada, bem sinalizada.  Nela é possível avistar o Cerro Pan de Azucar, que é a terceira elevação mais alta do Uruguai, com 423 metros de altitude, encontra-se no município de Piriápolis, Maldonado e pertence à Cordilheira Grande. Em seu cume existe uma cruz de cimento de 35 metros de altura. Diz a lenda que é uma homenagem ao Pão de Açúcar do Rio de Janeiro, mas não pudemos confirmar.

 
Montevideo (39)Chegaram a Montevidéu por volta das 16h.
 
Depoimento Andréa: “As ruas são muito arborizadas e a orla já surge como um espetáculo a parte, super arrumada, limpa e com um calçadão de fazer inveja a muitas cidades brasileiras, entre elas, Salvador-BA.”
 
Vale lembrar que o que banha Montevidéu não é o mar, mas o Rio del Plata, também chamado de Mar del Plata em virtude de sua extensão que não permite que vejamos a outra margem, onde está localizada a cidade de Buenos Aires – Argentina.


O Rio da Prata é o estuário criado pelos rios Paraná e Uruguai, formado sobre a costa atlântica da América do Sul, tem cerca de 290 quilômetros de largura e possui uma superfície de aproximadamente 3.200.000 km2. Seu nome refere-se à lendária Sierra de Plata, que foi procurada por Alejo García, Sebastián Cabot e outros, ao subirem pelos rios de La Plata, Paraná, Paraguai e Uruguai, realizando expedições terrestres até Chaco e Chiquitos. É possível que a Sierra de Plata tenha sido uma evocação remota ao Cerro Rico de Potosí, que os indígenas transmitiam boca a boca, ou que tal informação tenha origem nos Incas do Peru. Em 1525 Sebastián Cabot encontrou alguns índios que acompanhavam Alejo García, que carregavam prata em sua expedição e inferiu que naquela região havia muita prata. Desde então organizaram-se várias expedições ao Rio de La Plata, em busca desta riqueza. O rio corre de noroeste a sudeste e no ponto onde as águas deixam de ser doces e se convertem no Oceano Atlântico, sua largura é de 219 km. O limite exterior entre o rio e o oceano está determinado por uma linha imaginária que uma Punta del Leste, no Uruguai, com Punta Rasa no extremo norte do Cabo San Antonio, na Argentina.

 
Procuram os hotéis que estavam na lista, porém tiveram certa dificuldade, possivelmente em virtude da época, pois todos estavam lotados ou tinham preços muito acima do esperado (como o Ibis).
 
Encontraram o Hotel The Place, onde ficaram hospedados, sendo recebidos pela dona, que foi muito acolhedora.
 
Depois um bom banho que revigorou os viajantes, e por ainda ser cedo, saíram para conhecer a cidade e aproveitar o dia que por estas bandas fica claro até quase 22h. Mas este será outro capítulo desta história.
 
 
 
Aproveite as imagens….
 
 
Total de Km Rodados: 131
Abastecimento: 14 litros
Hospedagem: Hotel The Place: Valor da diária: R$ 120,00
Hotel simples, mas organizado e limpo. Excelente localização. Internet grátis.
Sem estacionamento e com café da manhã.
 
Gasto total (com alimentação): R$ 220,00

Conhecendo Montevidéu – Parte 1

 Conhecendo Montevidéu – Uruguai (22 a 24 de Dezembro)


Este capítulo da história será dividido para facilitar a leitura…

Falando da Cidade Nova!


A chegada a Montevidéu já é encantadora, pois se depara com avenidas repletas de árvores centenárias, depois com uma orla belíssima, envolta em jardins e calçadões por onde as pessoas circulam a beira do Rio da Prata. Montevidéu é uma cidade organizada e muito arborizada, mesmo em suas ruas mais escondidas.
 
 
Montevideo, como é chamado, é a capital do Uruguai e sede administrativa do Mercosul, da Associação Latino-Americana de Desenvolvimento e Intercâmbio. É a cidade latino-americana com a maior qualidade de vida e se encontra entre as 30 cidades mais seguras do mundo. Montevidéu alcança aproximadamente 1,4 milhões (2004) de habitantes em seus 530 km2, metade da população total do país que é de 3,4 milhões. O Uruguai possui um dos maiores IDHs (Índice de Desenvolvimento Humano) e um dos menores índices de analfabetismo.
 
 

Tudo lembra o passado, que é preservado em seus inúmeros prédios antigos, em sua arquitetura e em sua história, contada em cada canto da cidade. História que se mistura ao moderno de maneira harmoniosa, trazendo ao lugar um ar aconchegante. Andando nas ruas de Montevidéu se pode conhecer um pouco do trajeto que esta cidade construiu ao longo dos anos e da vida atual de seus moradores. Passo e presente se fundem, criando um dos maios atrativos turísticos do país.

 Montevideo (2)

Poucas vilas tiveram tantos nomes até o definitivo como esta cidade, que já foi chamada de Pináculo de la Tentación, Monte de la Detención, Nuestra Señora de la Candelaria, Monte de San Pedro, entre outros, desde a viagem de Américo Vespucci em 1501 até sua fundação por Bruno Mauricio de Zabala em 1726. Contudo, existem duas versões para a origem de seu nome atual. A primeira se baseia no diário de navegação da expedição de Fernão de Magalhães, datada de janeiro de 1520, que registra a existência de um monte que se assemelhava a um chapéu, localizado à direita de quem navega de leste para oeste. A esse monte foi dado o nome de “Monte vi eu”. Assinado por Francisco de Albo, contramestre da expedição, esse é o mais antigo documento em espanhol que menciona um nome similar a “Montevideo”.

Montevideo (14)

A outra versão, apesar de não ter base em documentos históricos, é a mais difundida. Ela relata que navegando pelo Rio da Prata de leste a oeste (do Oceano para o Continente), avista-se o 6o. Monte na região em que hoje se situa a capital uruguaia. Daí o registro de “Monte VI de Este a Oeste”, que de forma abreviada se escreve “Monte-VI-D-E-O”. 

Montevideo e a Banda Oriental foram porto antes de ser capital do país. Em 1776 a Espanha criou na cidade sua grande base naval, que devia conservar a integridade da soberania espanhola nas regiões entre o Rio da Prata e as costas atlânticas do Uruguai até a Patagônia, as ilhas Malvinas e o golfo da Guiné, na África, o que marcou a história da cidade. A fortaleza e o porto foram rotas de colonos, escravos e marinheiros, bem como lugar de imigrantes e comerciantes. A primeira família canária chegou ao continente em 1726, e se somaram aos vascos, catalães, andaluzes, galegos e castelhanos ou asturianos, o que lhe confere uma diversidade étnica e variedade humana.


Montevideo (8)Montevidéu nasceu de um pequeno povoado de índias tapes e imigrantes das Canárias, radicados em torno de um forte construído em 1724, por ordem de Bruno Mauricio de Zabala, governador espanhol de Buenos Aires (que tem uma praça em sua homenagem). Com Zabala nasce, em la Navidad de 1726, San Felipe e Santiago de Montevideo. Neste ano adquire estatuto de cidade e no século XVIII começa a se destruir a muralha que a cerca e a construir a cidade aberta que existe hoje, a cidade então cresce estimulada pela liberdade de comércio direito com as cidades espanholas além de ser o centro de exportação de produtos da pecuária do interior da província e de ter trocas comerciais com Buenos Aires. A partir de Montevidéu partiram os navios espanhóis que tinham a missão de libertar Buenos Aires da tomada pelos britânicos em 1806.


Montevidéu, no entanto, forma-se como outra junta favorável à cisão com a Espanha, tomada por Napoleão Bonaparte. Após ser conquistada por Portugal, tornar-se capital da Província Cisplatina, pertencer ao Brasil durante o reinado de D.Pedro I, chegando a receber o título de Imperial Cidade. Conquistou sua independência na chamada Guerra da Cisplatina, em que recebeu o apoio da Argentina, tornando-se capital do Uruguai.

Montevidéu recebeu, no início do século XX um contingente de imigrantes italianos e espanhóis e a partir da década de 30, pessoas vindas do interior do país atraídas pelo crescimento econômico.

O destino da Banda Oriental (nome dado ao Uruguai devido a sua localização) foi desde o começo de sua colonização a de um país com vocação de se resguardar de seus inimigos, tendo um século XIX marcado por guerras civis, o Uruguai chegou a ser considerado, no início do século XX, um país modelo da América Latina, por seu elevado nível de vida e suas conquistas em esportes, ciências e arte, além do alto grau alcançado na educação.

 
Recentemente, o Uruguai alcançou a alfabetização de quase toda sua população, graças ao educador José Pedro Varela, que em 1877 instaurou a escola gratuita, obrigatória e laica (excelente exemplo para nós brasileiros que tanto criticamos nossos irmãos vizinhos).
 
A cidade é sede política e financeira do país e em suas indústrias são processados os derivados de lã, carne e couro vindos das criações do interior do país para exportação. Também concentra as indústrias calçadistas, alimentícias e têxteis e de construção naval e exploração de petróleo. Além do turismo que é uma das atividades econômicas mais importantes de Montevidéu.

O primeiro contato dos viajantes com a história da cidade foi feito na Av. 18 de Julio, a principal avenida de Montevidéu onde fica concentrado o comércio que ocupa os prédios antigos e modernos da cidade. Nesta avenida se encontra a Estatua de La Libertad, em frente a Praça Cagancha, nome concedido por decreto em 1840 em comemoração à vitória em 1839 na Batalha de Cagancha, às margens do arroio Cagancha.

Em 1864 a praça recebeu o nome de 25 de maio, após o inicio da revolução que marcava o começo de uma guerra civil que terminou em fevereiro de 1865 com a chamada “Paz da União. Neste ano, a praça voltou a chamar Cagancha. Nesta época, o chefe político Manual Aguiar encomendou uma estátua comemorativa pelo fim do conflito, o projeto selecionado foi do escultor italiano José Livi, que apresentou uma figura feminina empunhando com sua mão direita uma espada e com a esquerda a bandeira. A estátua de 17 metros e 9 toneladas foi fundida no bronze dos canhões da guerra e colocada no centro da praça, no topo de uma coluna de mármore. Foi inaugurada em 20 de fevereiro de 1867 e recebeu o nome oficial de Estátua da Paz, sendo o primeiro monumento público de Montevidéu. Em 1787 foi restaurada, devido a um raio que a atingiu, e a espada foi substituída por correntes partidas, retirando a ambigüidade do primeiro símbolo do pacto republicano entre os partidos políticos. Em 1939 a Junta Econômica Administrativa decidiu colocar a estátua no pátio do Museu Juan Manuel Blanes, onde ficou até 1942. Neste ano foi novamente instalada na praça empunhando, pela segunda vez, a espada.


Uma situação engraçada que vivenciaram na praça de nome diferente: Vocês estão vendo na foto estas luzinhas, penduradas. Pois bem, elas estavam por toda a parte, entre as árvores, nos postes e os “turistas” acreditaram tratar-se da luz natalina. Ficaram aguardando no dia 22 até que escurecesse o que acontece por volta das 10 da noite e nada de as luzes se acenderem. Então Fred foi usar todo o seu espanhol com um rapaz da banca de jornal e este lhe informou que as luzes tinham sido colocadas para o Carnaval (umas das principais festas da cidade) e que a deixaram por lá, mas que elas estavam apagadas desde então e não iriam se acender. Imaginem: o fato rendeu muita risada à turma!!!

Seguindo pela Av. 18 de Julio se depara com a Intendência de Montevidéu, um prédio imponente que se destaca pela cor e tamanho. O edifício foi construído em etapas entre 1936 e 1968, mas foi habilitado em 1942. Seu autor foi o arquiteto Mauricio Cravotto e o terreno onde se encontra tem uma larga história, tendo sido um cemitério inglês, praça de armas para exercícios militares e um teatro aberto, além de palco de exposições e de baile de máscaras durante o Carnaval.

 

 

 

 

Ainda caminhando pela Av. 18 de Julio é possível conhecer (e fotografar) inúmeros pontos turísticos, entre os quais destacam-se a Plaza de Entrevero, os Museos del Gaucho e de la Moneda, o Jockey Club, o Ex Sorocabano, alguns cassinos. Um edifício que chama a atenção é o London Paris, construído em 1905, o arquiteto que o criou é uma dúvida antiga, alguns dizem ter sido o inglês John Adams, outros dizem que foi Masquelez Julián, uruguaio treinado na Europa. Mas o original foi construído pela companhia de seguros escocesa Standard Live, sendo por muitos anos o edifício mais alto da avenida, onde funcionou por décadas a grande loja “Londres Paris”, de 1908 até seu fechamento em 1966.

A turma depois de muito andar decidiu jantar, encontraram o restaurante Facal, onde foi atendida por Léo, um uruguaio que viveu por 02 anos em Salvador. Foi amizade à primeira vista. Ele foi muito simpático, tirando as dúvidas, ensinando palavras novas e fazendo os viajantes pensarem que estavam próximos de casa. Neste dia conheceram o “postre” Facal, servido a outra mesa e que Léo fez questão de deixar em suspense, convidando os turistas a retornarem para experimentar tal “atração” a parte. Uma pena não ter tirado nenhuma foto com esta figura inesquecível.

 

Em frente ao restaurante outro ponto bastante conhecido: La Fuente de los Candados. Uma fonte rodeada de cadeados presos às grades. Conta a lenda que os casais que colocarem um cadeado com suas iniciais presos à fonte ficarão juntos para sempre. Como os viajantes não tinham nenhum cadeado disponível apenas tiraram fotos. 

Na Praça Cagancha é possível sentar, curtir a vista, apreciar o movimento das pessoas que andam de um lado a outro, algumas no tom acelerado de quem tem hora para chegar e outras que contemplam todos os detalhes e circulam calmamente, passos típicos dos turistas. Em um dos lados da praça é possível ver o Ateneo Montevideo, construído por vários arquitetos e engenheiros com distintas influências e recursos, mas que exibe uma imagem notavelmente unitária. A obra foi projetada em 1897, foi fundada em 03 de julho de 1886, porém finalizada em 1900.

Outra atração imperdível é a Plaza de La Independencia, a mais importante do país, localizada no limite entre a Cidade Velha e a área central, também chamada Cidade Nova. Foi originalmente projetada pelo arquiteto Carlo Zucchi em 1837.

 
Na calçada oeste, na esquina com a Av. 18 de Julio, pode-se ver o Palácio Salvo (ao lado), construído em 1922 pelo arquiteto Mario Palanti, tem 27 andares e manteve o título de edifício mais alto da América do Sul durante décadas.
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Em frente à calçada sul pode-se encontrar o Executive Tower, atual sede do Poder Executivo (ao lado).

 
No cento da praça está a grande estátua eqüestre de José Gervasio Artigas, onde é possível conhecer o Mausoleo del Artigas, principal figura da história da independência da Republica Oriental. A estátua, executada na Itália pelo escultor Angelo Zanelli, tem uma altura de 17 metros e pesa 30 toneladas, feita em bronze e granito. Em seu redor apresentam-se imagens que representam as cenas do “Éxodo del Pueblo Oriental”. General Artigas tem uma história de longa luta e se manteve fiel aos princípios da república e da federação, vencendo os espanhóis na Batalla de las Piedras. Foi proclamado “Protector de los Pueblos Libres”, após a dominação espanhola se dedicou a organização política, administrativa, econômica e cultural da então denominada Provincia Oriental. Depois de cinco anos de desigualdade e luta, decidiu abandonar sua terra em 1820, exilando-se no Paraguai onde faleceu em 1850. Seus restos foram repatriados em 1856 e descasam neste monumento, quando de sua inauguração em 19 de junho de 1977. Foi declarado oficialmente o “Fundador de la Nacionalidad Oriental”.

Uma das vistas da praça é para o Teatro Solis. Inaugurado em 25 de agosto de 1856, com a apresentação da ópera Ernani de Verdi. Tem o nome em homenagem ao navegante espanhol Juan Díaz de Solís, que comandou a primeira expedição européia a seguir pelo Rio da Prata. A ideia de sua construção surgiu em 1840 e sua edificação é produto de uma somatória e adaptação de projetos e sucessivas etapas em virtude de interrupções, como a suspensão devido à Guerra Grande (1843-1851). No momento da inauguração ainda não estava acabado, o que ocorreu somente entre 1869 e 1874. 
 
 Continua…………
 

 

Conhecendo Montevidéu – Parte 2

Viajando pelo passado!

A leste fica a Puerta de la Ciudadela, um dos portões da antiga muralha que cercava a cidade, onde tem início a Peatonal (nome dado a vias exclusivas de pedestres) Sarandí que é uma obra recente, de 1992, que permite o acesso a Ciudad Vieja. A “peatonal” é formada de um qualificado passeio com uma variedade de arquiteturas que conecta os pontos da antiga cidade, como a Praça Matriz, do período colonial, e a Praça da Independência.

Na Peatonal Sarandi é possível ver o Espacio Solis. Inaugurado em 28 de abril de 2010, pela Junta Departamental de Montevidéu, é um projeto que tem como objetivo divulgar diferentes personalidades de relevância a nível nacional e internacional, como ocorre em cidades como Buenos Aires, Paris, Los Angeles etc. Se trata da colocação de “lozas” de bronze, que tem gravados o Sol da bandeira uruguaia e o nome da figura homenageada. 

 
A Puerta de la Ciudadela foi restaurada por 4 anos, sendo reinaugurada em março de 2009. Atualmente é possível ver de um lado o estilo mais moderno e do outro a construção original, onde se colocou uma placa que diz: “Documento material directo del complejo de fortificaciones Hispano-Montevideano”. A porta era um baluarte encarregado de resistir ao embate de qualquer ataque inimigo e que possibilitava a única entrada para o setor interior da cidade, quando esta era fortificada. Para ingressar era necessário cruzar uma ponte elevadiça. A sua construção levou mais de 40 anos e as obras se iniciaram em 1741, sob a direção de Diego Cardoso, finalizando em 1780. 
A arquitetura da época se conserva na Ciudad Vieja e responde ao estilo neoclássico espanhol. La Ciudadela era uma formidável fortificação de pedra com uma grande praça de armas rodeada de muralhas com muros de granito de 6 metros de espessura, 4 fortalezas dotadas de 50 canhões. Em 1877 foi completamente demolida para logo ser a base da atual Praça da Independência.

Montevideo (26)
Caminhando pela Peatonal Sarandí se chega a Plaza da la Constitución, a praça mais antiga de Montevidéu, também conhecida como Praça Matriz por localizar-se em frente à Catedral Metropolitana de Montevidéu. A praça recebe o nome oficial por ter sido neste local que se jurou, em 18 de Julho de 1830, a primeira constituição da recém-nascida Republica Oriental do Uruguai. Esta praça foi centro da vida nacional. Atualmente ela é o centro comercial e turístico do bairro.

 No centro da praça encontra-se uma fonte, que alguns denominam de Fuente Messianica, inaugurada em 18 de Julho de 1871, que foi construída pelo italiano Juan Ferrari, por ocasião da inauguração dos serviços de água potável da cidade de Montevidéu, a carga da empresa privada que tinha a concessão. O contrato previa a construção de uma fonte de mármore no centro da praça que abasteceria de água a população.

Fazem parte da praça vários bancos onde as pessoas se acomodam para conversar, para olhar o movimento das ruas laterais, para tomar um café e onde é possível passear em uma feira de artesanato, artigos de coleção e produtos típicos. Na praça também é possível ver o Club Uruguay, o Cabildo, e outros prédios antigos.
 
 
Mas sua atração principal é a Iglesia Matriz da Inmaculada Concepción. Já em 1730 foi construída uma igreja matriz de tijolos na praça principal, que foi inaugurada em 1740, preservando-se a imagem de Nossa Senhora da Fundação na igreja atual. Essa primeira matriz ruiu em 1788, decidiu-se então reconstruí-la no mesmo local. Sua construção se concretizou em várias etapas, partindo do projeto original de 1790 quando foi colocada a pedra fundamental. Em 1804 a igreja foi inaugurada, mas em 1807 a igreja, ainda inacabada, foi danificada por fogo de artilharia na invasão inglesa. As duas torres da fachada só foram terminadas por volta de 1818. Em 1858 foi realizada uma grande reforma e o edifício foi restaurado em 1903 e em 1940. Em 1870, o Papa Pio IX elevou a igreja a Basílica, reconhecimento por sua relevância religiosa e cultural. Em 1878 transformou-se em Catedral e em 1897, pelo Papa Leão XIII, em Catedral Metropolitana.

No dia 23 uma parte dos viajantes visitou o Museu Nacional, onde se conta a história da independência da cidade, sua construção, suas guerras, através de pinturas, mapas, que retratam as batalhas, as personalidades e onde General Artigas é figura corriqueira. Enquanto os viajantes passeavam pela cidade, por volta das 11h, houve uma mudança de clima com ventos fortes e queda brusca de temperatura, o que os fez retornar rapidamente ao hotel para colocar roupas de frio. Aproveitaram para almoçar no Bar Hispano e para comer doces maravilhosos na Doceria Costa Brava. O resto da tarde a turma ficou no hotel onde descansaram, pois queriam aproveitar a noite de Montevidéu, mas está é outra parte da história que contaremos nos próximos capítulos.
 
Ainda na Cidade Velha é possível conhecer a Bolsa de Valores, o Banco de La República Oriental e a praça Zabala, rodeada pelo Palacio Taranco, pela Casa de Sáenz de Sumarán. Seu nome homenageia Bruno Mauricio de Zabala, considerado o fundador de Montevidéu. Nascido em Durango, militar desde muito jovem, participou de muitas companhas, entre elas a Guerra da Sucessão, perdendo o braço direito em combate, o que o levou a usar um de prata. Em 1716 foi designado Governador de Buenos Aires e Capitão Geral do Rio da Prata. Em 12 de outubro do mesmo ano o monarca lhe encomendou a vigilância e cercania de Montevidéu e Maldonado, impedindo os portugueses de ter contato com a população de Buenos Aires. Em julho de 1722, Zabala aceitou fazer diligências a banda oriental (Montevidéu) a fim de conseguir povoar a região. 

 
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Em janeiro de 1724 Zabala embarcou rumo a Montevidéu com o objetivo de ocupar a península, ordenou a construção de um forte e estabeleceu o primeiro esboço do que depois seria a base primária da cidade. Ao retornar a Buenos Aires foi felicitado por sua atuação e informou sua disposição de enviar 50 famílias, de Galícia e de Islas Canarias para povoar o lugar, começando o longo processo de fundação de Montevidéu. A estátua em sua homenagem se encontra no centro da praça, foi construída pelo espanhol Lorenzo Valera com a colaboração de Pedro Muguruza Otaño, em bronze, pedras e mármore e foi inaugurada em dezembro de 1931.


Continua….

Conhecendo Montevidéu – Parte 3

Passeando pela Rambla 25 de Agosto de 1825!
 

 A turma também aproveitou para conhecer a avenida da orla, chamada de Rambla. Além de belíssima, também é muito organizada e limpa. Ela circula toda a cidade de Montevidéu, banhada pelo Rio de la Plata, que mais parece um mar, pois tudo por ali lembra as praias banhadas pelo Oceano Atlântico.

O nome dado a esta avenida beira-mar é uma homenagem à data mais importante do Uruguai ou República Oriental, como também é chamada, pois foi a data em que foi proclamada sua independência. Conhecida como Banda Oriental do Uruguai, ou Província Cisplatina, rebela-se, sob o comando de seu maior líder, Artigas, culminando em 25 de agosto de 1825 com o raiar do sol da independência, sol este que faz parte da bandeira uruguaia, contudo este momento é oficializado somente com o Tratado de Montevidéu em 1828.

 

 

De vários pontos da Ciudad Vieja se pode avistar as águas do Mar del Plata, como também é chamado por aqui.

 

 

 

 

 

Suas águas azuis acolhem o Terminal de Cargas e de Turismo de Montevidéu, onde também se pode conhecer a Sede do Mercosul que fica instalada na zona portuária, o Porto Naval e toda sua estrutura como a Aduana Uruguaia.

 

Situado no coração da Ciudad Vieja, em frente ao Terminal Turístico e Portuário encontra-se o Mercado del Puerto, repleto de restaurantes, bares e lojas de artesanatos e “lembrancinhas”, passeio imperdível.

 O mercado surgiu como iniciativa do comerciante espanhol Pedro Saenz de Zumarán (que dá nome a diversas ruas de Montevidéu), ele é quem concebe e organiza uma empresa privada com o objetivo de construir o maior mercado da América do Sul. Denominado Mercado del Puerto, foi inaugurado em 10 de outubro de 1868. O projeto e a construção ficaram a cargo do engenheiro R.V.Mesures, que também foi responsável por controlar a fabricação das peças em fundição metálica que foram desenhadas e executadas em Liverpool, Inglaterra e montadas em Montevidéu.



Em seu centro existiu até 1897 uma fonte de ferro de forma circular, mas em 25 de agosto do mesmo ano se inaugurou em seu lugar um posto coroado por um relógio, nos anos 80, o relógio ficou sem funcionar, porém em 1996, a administração do mercado encomendou seu reparado ao relojoeiro artesanal Dardo Sánchez, que o ressuscitou em uma semana de trabalho intenso. Embora conserve as características originais da cobertura e fachadas exteriores, foi se transformando ao longo do tempo. Mas por sua arquitetura característica de uma época e por estar vinculada à evolução histórica do país, esta obra foi tombada como Monumento Histórico Nacional em 07 de agosto de 1975.

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Os viajantes andaram por todo o mercado, tiraram fotos, aproveitaram para degustar o pastel típico do mercado e comprar algumas lembrancinhas. 

Após este passeio decidiram retornar às ruas da Ciudad Vieja, para continuar a conhecê-la. Porém depois de mais alguns quilômetros de andanças, optaram por retornar ao Mercado para almoçar por lá, aproveitando para experimentar, de fato, a culinária local, já que todos os restaurantes do Mercado possuem as típicas churrasqueiras uruguaias. Mas qual não foi a surpresa ao perceberam que as ruas calmas de horas antes estavam repletas de gente por todos os lados e que o mercado, tão tranqüilo, tinha se transformado em uma praça de festa.

Na véspera de Natal conhecer o Mercado del Puerto teve um sabor todo especial, já que as pessoas lotam todo o espaço do mercado e das ruas ao seu redor para comemorar a data. Além de muita música, dança e muita alegria, a festa é regada (literalmente) a Sidra. Garrafas e garrafas são abertas e seu líquido doce serve de chuva para banhar os participantes da festa.

Após comerem um típico churrasco uruguaio, tomar mais “cervezas” e um bom vinho, decidiram continuar o passeio. Andando pela Rambla 25 de Agosto de 1825 chegaram a Plazoneta de las Bóvedas onde se encontra a Casa de los Ximénez.

 
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A Casa de los Ximénez é destinada atualmente a uma seção do Museu Histórico Nacional. Ela foi construída no início do período de ocupação portuguesa, entre 1817 e 1824. A casa evoca a tradição de Montevidéu com uma praça forte e o porto do mar. Sua fachada dialoga com as sólidas muralhas colonias da praça Las Bóvedas, que cerravam o casco urbano do primeiro assentamento de frente defensiva dos domínios espanhóis do Rio de La Plata, em uma zona de premante luta com os portugueses.

 

As antigas construções de Las Bóvedas é uma obra monumental de arquitetura militar realizada entre 1794 e 1806, que eram paredes paralelas que foram baseadas em bunkers, primeiro utilizadas como lojas e alojamentos das trocas e depois como depósitos.


Na praça se encontra o monumento histórico chamado de “Hernandarias”, inaugurado em 18 de maio de 1953, pelo uruguaio Antonio Pena. A estátua feita em bronze é uma homenagem a Hernando Arias de Saavedra, também conhecido como Hernandarias. Foi um crioulo descendente de colonizadores espanhóis, nascido em Assunção, Paraguai, mas que foi designado Governador da área colônia do Rio de La Plata em três períodos. Se dedicou de forma intensa a explorar territórios, principalmente nas planícies situadas ao sul do Paraguai, entre os rios Paraná e Uruguai. Depois de um ano cruzando o rio Uruguai, Hernandarias voltou a viajar para a “Banda Oriental” com uma importante tropa de gado dando origem a uma rica agricultura, cuja exploração foi uma das razões determinantes do importante processo histórico que culminou na efetiva colonização do território uruguaio, que havia sido despovoado pelos espanhóis. Ele também determinou que os portugueses fundassem posteriormente Colonia del Sacramento (lugar que iremos conhecer em outro capítulo).
 
Montevidéu em Imagens!

 
Para saber mais:
 
 
 
Total de Km Rodados: 0
Abastecimento: 0 litros
Hospedagem: Hotel The Place: Valor da diária: R$ 120,00
Hotel simples, mas organizado e limpo. Excelente localização. Internet grátis.
Sem estacionamento e com café da manhã.
 
Gasto total (dias 23 e 24 – com alimentação e passeios): R$ 572,00
 

Noite em Montevidéu

Após os passeios realizados durante o dia para conhecer as belezas de Montevidéu, o pessoal não poderia deixar de apreciar a famosa noite desta cidade, com seus cassinos, bares e shows típicos, onde o tango é atração principal, tanto na dança como no canto.

Escolheram o dia 23 para uma saída noturna, chovia muito e optaram por ir de carro, mesmo com a proximidade do hotel às principais atrações. Receberam a indicação de Léo (o do restaurante Facal) para assistir um show típico de tango em uma casa de apresentação voltada aos turistas. Mas buscando na internet encontraram algo mais interessante: um bar freqüentado pela população local, mas com atrativos de “turista”. Mas antes decidiram dar uma passadinha no Cassino, para que Jorge e Andréa pudessem conhecer e para uma aventura chamada de “aposta”.

 Um casino (português europeu) ou cassino (português brasileiro) é um local onde se pode jogar através do uso do dinheiro. Os clientes dos cassinos podem jogar nas slot machines (caça-níqueis), roleta, blackjack, poker e outros jogos de fortuna e azar. Os cassinos eram originalmente locais públicos de música e dança. O termo só passou a ter o significado que conhecemos hoje na segunda metade do século 19. O primeiro e mais conhecido cassino foi inaugurado em 1861 em Monte Carlo. Hoje os cassinos têm uma característica quase uniforme em todo o mundo. Vários jogos de azar tiveram origem na China antiga. O quino em sua forma original, por exemplo, era um jogo de loteria chinês popular. O pôquer Pai Gow é a forma adaptada e simplificada do antigo jogo chinês Pai Gow. No entanto, a China não foi o único país a contribuir com as modalidades de jogos. Com a invenção da roda na Babilônia em 3500 B.C, os jogos com forma de roleta provavelmente já eram conhecidos e sabe-se que os soldados da Grécia antiga jogavam dados. Jogos como dados, bacará, roleta e vinte-e-um tiveram sua raiz em diferentes partes da Europa.

 Os Cassinos são liberados em toda América do Sul, exceto no Brasil, por aqui o Governo é quem “cuida” dos jogos de aposta, sendo que até os bingos foram fechados, pois ameaçavam esta “galinha dos ovos de ouro” que são as inúmeras loterias, criadas a partir de 1962.
 
No Brasil, os cassinos foram proibidos pelo decreto-lei no. 9215 de 30 de abril de 1946, assinado pelo presidente Eurico Gaspar Dutra. Os jogos de azar continuam proibidos em todo o território federal, todavia, navios que possuem cassinos podem aportar no Brasil e seus passageiros, quando em águas internacional, podem jogar.
 
Chegaram ao Cassino e foram jogar roleta, onde Douglas se deu bem e ganhou um dinheirinho. Depois a diversão ficou por conta dos caça-níqueis, nome que define bem a característica daquelas maquininhas coloridas que fazem um barulho danada e prejudicam a vida dos mais desavisados e daqueles que não conseguem se controlar na hora de apostar.
Jorge posou de bacana tomando uma dose de uísque no bar do cassino e Andréa se divertiu conhecendo os desenhos de todos os caça-níqueis que custavam até 5 centavos de dólares, assim dava pra aproveitar mais e gastar menos. As fotos são proibidas em todos os cassinos, mas os aventureiros deram uma escapadinha ás regras e conseguiram algumas imagens.
 
Depoimento Andréa: “Adorei conhecer um cassino, joguei na roleta e nos caça-níqueis. O mais divertido são as cores e as musiquinhas. Na roleta comecei com sorte, mas logo perdi o que apostei rsrsrsrsrs na máquinas foi mais divertido. Não entendia nada porque perdia ou ganhava. De repente a máquina mostrou que eu havia ganho, começou a tocar uma música alta e a fazer muito barulho de moedas (as moedas não existem mais, com a tecnologia ficou apenas o barulho e papéis rsrsrsrsr). Todos em volta me olhavam e eu não entendia o que estava acontecendo. De repente surgiu que meus créditos tinha ido de 20 e pouco para mais de 300, foi legal, recuperei o que investi e ainda me diverti rsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsr”.
 

Do cassino foram ao Bar Fun Fun, típico bar local, com atrações de vão desde sua alegre e divertida decoração até bons shows de “parejas” de tango e músicos e cantores da famosa música típica.

O tango é um tipo musical e de dança a par que tem forma musical binária e compasso de dois por quatro, é tradicional na Argentina e no Uruguai, sua origem não é muito clara, mas encontra-se na área do Rio da Prata, nas cidades de Buenos Aires e Montevidéu. O bandoneón, que atualmente caracteriza o tango, chegou à região do Rio da Prata por volta do ano 1900, nas maletas de imigrantes alemães. Não existem muitas partituras da época, pois os músicos de tango não sabiam escrever a música e provavelmente interpretavam sobre a base de melodias já existentes, tanto de habaneras como de polcas. Nascida da fusão cultural entre vários estilos musicais trazidos pelos imigrantes, está baseado em estilos como a payada, a milonga campera pampeana, o candombe afroargentino e a habanera cubana. Segundo numerosa documentação, o tango descenderia da habanera e se interpretava nos prostíbulos destas cidades, nas duas últimas décadas do século XIX, com violino, flauta e guitarra (violão).


O termo parece provir da língua ibibio (idioma da família de línguas Níger-Congo, tamgú: “tambor” e “bailar” (ao som do tambor). No século XIX, na ilha de El Hierro (das Ilhas Canarias) e em outros lugares da América, a palavra “tango” significava “reunião dos negros para dançar tambor”. 

 

 

 

 

Sua coreografia é complexa e as habilidades dos bailarinos são celebradas pelos aficionados. O Tango mescla o drama, a paixão, a sexualidade, a agressividade, é sempre e totalmente triste. Como dança é “duro”, masculino, sem meneios femininos, a mulher é sempre submissa.



O Tango foi considerado um Patrimônio Cultural da Humanidade da UNESCO em 30 de setembro de 2009, em Dubai. Segundo Discépolo, “o tango é um pensamento triste que se pode dançar”.

 A noite durou até o dia seguinte, e foi super divertida. As apresentações musicais e de dança foram incríveis e podem ser vistas no vídeo, pois mais valem as imagens que mil palavras para descrever a emoção de assistir a uma bela apresentação de tango em sua terra natal.
 
As imagens falam mais que as palavras!
 
 

Para saber mais:

Descobrindo Colonia del Sacramento

8º. Dia – 25.12.2011
Montevidéu a Colonia del Sacramento – UR

 
Saíram de Montevidéu por volta das 08h30m., pela Av. del Libertador,  que tem o imponente edifício do Palácio do Governo ao fundo, uma última bela imagem da capital Montevidéu.
 

Chegaram a Colonia del Sacramento as 11h. A cidade parecia dormir, em virtude do feriado de Natal, tudo estava fechado e as ruas vazias. Tiveram que procurar um hotel, pois os que tinham nas anotações estavam cheios, caros ou não tinham condições de receber ninguém. 

 

 

 

 

Depois de alguma procura encontraram o Hostel El Viajero, mas os quartos e banheiros eram coletivos e, mesmo assim, não tinha nenhum que atendesse aos seis viajantes. Foi indicada a Pousada El Viajero, que tem quartos individuais, um bom preço e uma excelente localização, próxima ao centro e com uma vista fantástica para o Rio de la Plata.

 

Colonia del Sacramento é a capital do departamento de Colônia, tem origem na antiga cidade de Colônia do Santíssimo Sacramento, nome de sua igreja matriz. Sua colonização teve início em 22 de Janeiro de 1679, por Manual Lobo, a mando do Império Português no século XVII, com o objetivo de estender as fronteiras pelo Rio da Prata. Nesta data, as forças portuguesas iniciaram o estabelecimento da Colônia do Santíssimo Sacramento, em fronteira oposta a Buenos Aires, tendo sido fundada em 1680. O núcleo deste estabelecimento foi uma fortificação simples, iniciada com planta no formato de um polígono quadrangular. Após lutas entre os espanhóis e os portugueses pelas terras de Colônia, em 23 de janeiro de 1683, a esquadra portuguesa tomou posse da Fortaleza de São Gabriel, onde se mantiveram até 1705. A fortificação na Nova Colônia do Santíssimo Sacramento foi reconstruída a partir de 1704 com uma planta abaluartada, quando foi novamente dominada pelos espanhóis, até 1715, quando foi devolvida aos portugueses pelo segundo Tratado de Utrecht, de 06 de Fevereiro deste ano. Além da finalidade bélica, Colônia atendia aos interesses do setor mercantil. Colonia del Sacramento foi reconhecida pela UNESCO como Patrimônio Cultural da Humanidade.

Os viajantes começaram a passear pelo lugarejo encantador entrando pela Puerta de la Ciudadela, que fica em frente a atual Plaza de 1811, onde tem início seu entorno histórico. A Porta foi inaugurada em 1745, período do governador português Vasconcellos, grande responsável pela construção da cidade e de suas atividades. Conheceram a praça onde se encontram as ruínas da antiga cidade, devastada pelas inúmeras batalhas entre portugueses e espanhóis pela sua posse.


A primeira visita foi a Igreja Matriz, ela é a mais antiga do Uruguai, tendo sofrido sucessivas destruições parciais devido aos ataques da guerra e outros acidentes. O edifício original nasceu em 1680 e suas paredes se misturam a história da cidade.


Os viajantes escolheram o restaurante El Drugstore para almoçar, um lugar de criativa decoração, ambiente acolhedor, além de ótima comida. Aproveitaram para comemorar o Natal e o aniversário de Lauricia, em grande estilo.


 

Depois do almoço saíram para andar pela cidade, aproveitaram para molhar os pés no Rio da Prata e visitar os principais pontos turísticos da cidade, entre eles, o Puerto de Yates, onde durante todo o ano ficam embarcações que superam sua capacidade. Do píer é possível apreciar a baía de Colônia, suas praias de águas mansas e a Ilha de San Gabriel.

 

 

 

 

 

A Calle de los Suspiros é outro ponto imperdível em Colônia, cartão postal da cidade retratado em diversos quadros espalhados pelos hotéis, restaurantes; remete aos tempos da colonização e leva a uma viagem a outros momentos, trazendo aos viajantes a sensação de estar participando de um filme.

A cidade conta ainda com diversos museus, mas que nossos viajeiros não puderam conhecer por estarem fechados devido ao feriado. Mas fica a dica: Museu Português, Museu Municipal, Museu Indígena, Museu do Azulejo e Museu Espanhol e o Aquário.

Os aventureiros aproveitaram o pouco tempo que teriam para conhecer a cidade alugando um carrinho, aqueles iguais aos de golfe, e fizeram um tour pela cidade, passeando por sua orla, por suas ruas arborizadas e pelas belíssimas imagens que pareciam tiradas de uma pintura.

Depoimento Jorge: “A cidade tem varias empresas de aluguel desses carrinhos, e é muito engraçado ver aquele monte de turistas pra cima e pra baixo com eles. Tem carrinho pra tudo quanto é lado. Até racha de carrinho de golfe eu vi…  rs”.

A cidade também é repleta de carros antigos, que se espalham por suas ruas, aumentando ainda mais seu encanto e a transformando em algo surreal.

 

 

 

 

Em Colônia também é possível pegar um Buquebus para Buenos Aires, balsa que atravessa o Rio da Prata. No entorno do terminal ficam antigas construções que um dia fizeram parte da rede ferroviária da região e hoje fazem parte de um museu.

La Puesta del Sol é outro atrativo imperdível em Colonia del Sacramento, este espetáculo da natureza pode ser apreciado em diversos pontos da cidade e é uma atração a parte, que emociona até os menos aficionados pelo show do astro rei. Um destes lugares é o Farol.

O farol de Colônia está localizado nas seculares ruínas do Convento San Francisco, que corresponde a um dos edifícios mais antigos da cidade. Muitos historiadores indicam sua construção entre os anos de 1683 a 1704. Seu muros altos e largos são de pedra e se mantém em pé até hoje. Em sua frente, avançando pela praça, se encontra a Capela de la Concepción, cujas fundações se encontram descobertas e a vista dos visitantes. Em 1857 foi agregada a torre do atual farol.

 

 

 

 

Depois de assistir ao pôr-do-sol e andar pelas ruas iluminadas do vilarejo, o que lhe confere um ar ainda mais belo, jantaram na Pulperia de Los Faroles, ao som de música ao vivo, degustando um bom vinho e boa comida.

A noite de Colonia del Sacramento é outro momento mágico, é possível andar por ruas repletas de lamparinas, que lhe dão um ar de cidade de fantasia, avistar as luzes de Buenos Aires e para completar, um céu iluminado de estrelas. Tudo neste lugar realmente parece ir além de qualquer imaginação.

 

Depoimento Andréa: “Colonia del Sacramento parece aquelas cidadezinhas retiradas dos filmes, para qualquer lugar que olhamos é como se estivéssemos vendo uma foto, um quadro. Um lugar incrivelmente lindo e, sem dúvida, um dos que mais gostei de toda a viagem. Um lugar mágico que adoraria rever e que talvez as palavras e, nem mesmo as imagens, consigam descrever. Pena termos ficado apenas um dia”.
 
Depoimento Lauricia: “Várias imagens realmente ficarão em nossa memória de tão bonitas, mas uma cidadezinha que me deixou encantada foi Colonia Del Sacramento, no Uruguay! Ao percorrer as ruas arborizadas e floridas, parecia que caminhávamos pela história da cidade cujas ruínas víamos por toda parte! E tudo preservado, contando a história de cada local! E o pôr-do-sol? Que lindo!!! Esta cidade, à beira do Mar Del Plata, é um encanto! E lá existe o “buquebus” navio que atravessa carros e pessoas para Buenos Aires na Argentina.  E, à noite um céu estrelado que me deixou mais encantada ainda!!!”.
 
 
Conhecendo Colonia del Sacramento!

 

 
Para saber mais:
 
Total de Km Rodados: 194
Abastecimento: 19 litros
Hospedagem: Posada El Viajero: Valor da diária: R$ 120,00
http://www.elviajerobb.com/ (tem hostel e pousada).
Melhor hotel da viagem: lindo, organizado e limpo. Excelente localização. Internet grátis.
Sem estacionamento (que não é um problema nesta cidade) e com café da manhã.
 
Gasto total (com alimentação): R$ 297,00
 
 

Se despedindo do Uruguai

9º. Dia – 26.12.2011

Colonia del Sacramento – UR 
a Sant´Ana do Livramento – RS

Os viajantes aproveitaram os últimos momentos nesta cidadezinha, tomando café da manhã com o visual do Rio de la Plata, deixando para trás este “mar” que os acompanhou durante boa parte da viagem pelo Uruguai. 

Nesta data atravessariam a fronteira, se despedindo do país vizinho.

 

 

Deixaram Colonia del Sacramento por volta das 9h, mas já com saudades e desejo de voltar em breve e com o sentimento que de muito ainda tinham para conhecer deste vilarejo tão especial.

A primeira parada foi em um posto de gasolina, na intersecção entre as rutas 3 e 11, na cidade de San José de Mayo, onde puderam tirar fotos com o Monumento al Motociclistas. O monumento foi inaugurado em 08 de agosto de 2009 e é uma homenagem aos motociclistas.

Sua pedra fundamental foi colocada em 27 de outubro de 2008, data decretada como Dia Nacional do Motociclista, por causa da data de nascimento do Sr. Roberto Cerdeña, motociclista homenageado no monumento elaborado por Alberto Panzardi, que utilizou para sua apenas uma colher de sopa para sua construção.

 

 
As estradas repletas de imensas fazendas, com gado de ovelhas, bois e muitos quilômetros de pastagem e muitas árvores, acompanharam os viajantes durante todo o percurso.
 
Em terras uruguaias a V-Strom fez seu aniversário de 40.000km.

 


 

 

A parada para o almoço foi no Restaurant e Parrilhada El Posto, na cidade de Durazno (pêssego em português). 

Lanches gigantes para a fome também gigante dos aventureiros.

Uma das formas de saber que se está chegando à fronteira é apreciar o Rincón (canto) de Tres Cerros, é uma região ao norte do Uruguai, entre o rio Tacuarembó e arroio Cuñapirú, no departamento de Rivera. Esta área deve seu nome aos três cerros em forma de mesa que dominam o horizonte, chamados de Tres Cerros del Cuñapirú, O maior é o Cerro Alpargata, devido a sua vista que é possível de cima. Porém o que mais aparece nos mapas é o Cerro de los Chivos, que tem uma altura de 284 metros. O mediano se chama Cerra del Medio e o menor Cerra Chapéu.

A fronteira entre Brasil e Uruguai constitui um emaranhado de ruas urbanas, chamada de conurbação binacional, denominada Fronteira da Paz, com seus habitantes vivendo de forma harmoniosa e integrada.

A cidade de Rivera foi fundada em 1862, com o nome de Pueblo Ceballos, em memória ao vice-rei espanhol Pedro de Ceballos. Um decreto nacional determinou a criação da cidade em 1867, que mudou de nome para homenagear o general Fructuoso Rivera. Os primeiros moradores foram imigrantes espanhóis, italianos, portugueses e alguns brasileiros que viviam em Santana do Livramento.

A fronteira, assim como no Chuí, é dividida por uma avenida, mas antes de chegar a ela, ainda na estrada, os viajantes passaram pela Aduana para carimbar a saída do país vizinho de seus passaportes.

 
Decidiram ficar do lado brasileiro, pois foi onde mais rápido localizaram uma hospedagem, mas não sei se fizeram bom negócio, já que o hotel escolhido foi o pior da viagem, com péssimas instalações devido à falta de manutenção, mas o cansaço não deu muitas alternativas.
 
Ainda precisavam ir às compras e tinham pouco tempo, já que o comércio fronteiriço fecha suas portas por volta das 17h. e chegaram à Santana do Livramento quase 16h. Saíram para visitar as lojas antes do bom banho, com medo de perder a chance que todo turista gosta quando passa pelas fronteiras do país. Como em toda fronteira, encontraram muitas lojas, comércio ambulante e muitas opções, com bons preços. O tempo curto não permitiu muitos gastos, mas aproveitaram para comprar vinhos e outras bebidas, itens de melhor preço e maior facilidade de compra. 

Sant´Ana do Livramento também é chamada de Fronteira da paz, porém nasceu de um período de guerras, quando a posse da terra dependia da sorte das armas. Situa-se na fronteira com a cidade de Rivera, no Uruguai. É um dos municípios mais antigos, históricos e de maior extensão territorial do Rio Grande do Sul. Sua origem data de 1810 e está ligada aos acontecimentos contados acima sobre Montevidéu e o Rio da Prata, com a primeira intervenção militar do Brasil Reino, quando tropas do Exercitor Pacificar foram enviadas as fronteiras de Bagé e Livramento. O povoamento de Sant´Ana teve inicio em 1814, quando o Marquês de Alegrete doou as primeiras sesmarias (uma légua de frente por três de fundo) para Belarmina Coelho, João da Costa Leite e Antonio José de Menezes. O acampamento chegou a ser chamado de Cidade de São Diogo e o que deu início ao povoado foi a construção da capela junto ao arroio de Ibirapuitã. Mais tarde, autoridades religiosas construíram outra capela, denominada Nossa Senhora do Livramento, fundando a cidade em 30 de julho de 1823. Em 1857 foi elevada à categoria de município.

Atravessou períodos de prosperidade, mas lentamente a economia foi diminuindo devido ao seu isolamento dos grandes centros econômicos, de sua visão centralista na política, indústria, comércio e sua opção econômica voltada para a agropecuária e comércio, sem ênfase no desenvolvimento industrial. Destaca-se atualmente na pecuária (bovinos e ovinos), produzindo para os principais frigoríficos do Estado, além da produção de arroz e soja e da vitivinicultura. Em 2009, foi declarada oficialmente pelo governo brasileiro como a cidade símbolo da integração brasileira com os países membros do MERCOSUL.

 

Depois de andar pelas lojas, comprar o que desejavam, mesmo que com rapidez, voltaram ao hotel, onde tomaram um bom banho para sair em busca de um lugar para comer. Andaram um pouco pela cidade e fizeram algumas tentativas de encontrar um bom restaurante, já que haviam almoçado lanches, pretendiam comer bem. Decidiram por jantar no Restaurante Pampa Grill, na rua do hotel, onde foram atendidos pelo simpático garçom Anderson, um filósofo que fez questão de falar sobre o amor, relacionamentos e de como se mantém casado e apaixonado. Outra figura inesquecível desta aventura.
Foram dormir, exaustos. Lembrando que o país vizinho ia ficando para trás e que deixaria saudades.

 
A viagem em imagens!
 
 
 
Para saber mais:
 
Total de Km Rodados: 532
Abastecimento: 36 litros
Hospedagem: Hotel Laçador: Valor da diária: R$ 80,00
Pior hotel da viagem. Limpo, mas mal conservado. Bom para dormir se estiver muito cansado.
Café da manhã e estacionamento. Boa localização.
 
Gasto total (com alimentação): R$ 350,00