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Como tudo começou…

Jorge sempre gostou de moto, as tem desde os 18 anos, mas durante um bom tempo ficou sem pilotar.
Em 2001 resolveu comprar uma moto com o objetivo de ir trabalhar, já que perdia muito tempo no trânsito. Mas nem só de trabalho vive o homem, então passou a usá-la para PASSEAR!!! A Andréa não gostou muito no ínício, mas aderiu às aventuras. Começaram a fazer passeios para cidades próximas a São Paulo.
Em um dos vídeos veremos algumas dessas primeiras aventuras sobre duas rodas.
Depoimento Andréa: “No início fiquei com receio, sempre tive muuuiiittttooo medo de andar de moto, mas Jorge é cuidadoso, e sabe o meu limite!!! Passei a gostar destes passeios, mas muito cansativos, e com muita dor nas partes traseiras hehehehehehehehe”.Depoimento Jorge: “Já tive algumas motos pequenas aos meus 20 e poucos anos, mas depois foram substituídas pelo meu primeiro carro, que era mais confortável para namorar…   hehehe.

Vários anos se passaram e resolvi novamente comprar uma moto, a princípio sob o pretexto de ir pro trabalho driblando o trânsito caótico de SP, mas aos poucos consegui convencer a Andréa a fazer alguns passeios e pequenas viagens, e assim, aos poucos, fui contagiando ela com o vírus do motociclismo.”

Chegando à Terra de Jorge Amado

Em 2002, Jorge e Andréa se mudam para a Bahia. Em Agosto chega Jorge, vem a trabalho e com perspectiva de ficar por 2 anos. Andréa chega à terra contada por Jorge Amado em Outubro do mesmo ano. Com a mudança trazem a Sahara 350, de avião, embalada em uma caixa enorme e depois de muita confusão para despachá-la.

 

Em 2003, Jorge vende a moto a um amigo e no final de 2003 compra a primeira moto na Bahia, uma Shadow. Neste mesmo ano eles conhecem uma turma de amigos que deseja montar um moto clube e começam a fazer parte deste convívio, surge o Rota 99, que será retratado nos vídeos abaixo, em suas viagens, aventuras, festas e muitas alegrias.

 

Sonhos e Aventuras do Moto Clube Rota 99 de 2003 a 2005

Já se passaram 8 anos e eles construíram suas vidas nas terras dos Orixás, trabalham, estudam, fizeram amigos e vivem felizes e sonhando com mais aventuras…

Muitas aventuras fazem parte da convivência com o Moto Clube, aventuras que incentivaram novos sonhos que estão sendo construídos e que serão colocados em prática por este casal de aventureiros.

Sonhos e Aventuras do Moto Clube Rota 99 em 2006 e 2007

 

Depoimento Andréa: “Foi a realização de um sonho… desde os meus 19 anos, quando visitei Salvador pela primeira vez, sempre dizia querer morar aqui, passados 13 anos, depois de conhecer meu marido, casar, aqui chegamos, viemos para ficar um tempo e formo ficando, ficando, e estamos até hoje. O Rota 99 foi outro sonho, sempre que passeávamos em São Paulo víamos aquela galera reunida nos postos e pensávamos: Que legal, será que um dia estaremos num desses grupos?? Bem, este dia chegou e formamos uma maravilhosa família por aqui… pena que muitos voltaram para seus Estados de origem ou para outros lugares no mundo, agora ficamos em poucos, mas mantemos aceso o gosto por andar de moto e nos reunir para dar boas risadas e ter momentos maravilhos juntos”.

A história do Moto Clube Rota 99 pode ser contada de diversas formas, escolhi as imagens que falam mais que palavras!

Sonhos e Aventuras do Moto Clube Rota 99 de 2008 a 2010

Viajando “solo”

Em 2003, como já contado, adquiriram sua primeira moto Custom, a Shadow,  e no fim do ano de 2004 decidiram realizar uma viagem mais distante, sem ser com o Moto Clube; escolheram Arraial D´ajuda como destino. Esta viagem, de aproximadamente 1400 Km, foi realizada em duas etapas na ida, na companhia de amigos “não-motociclistas”, com parada em Itacaré, onde ficaram por dois dias. Seguiram, então, sozinhos, rumo à Arraial, era a primeira viagem “solo”, que transcorreu sem problemas ou dificuldades.
A volta, porém, realizada de uma vez, foi cansativa, levando quase 12 horas… iniciantes em longas viagens, sofreram com a falta de paradas adequadas e uma programação que diminuisse as dores, o cansaço e o mau-estar causados por um banco ruim e caminhos nem tão agradáveis. Mas valeu a pena… começava a construção de um sonho maior e mais distante!!!
Depoimento Andréa: “A ida foi maravilhosa, super-tranquila e divertida, fomos com “carro de apoio”, com minha irmã e cunhado, fizemos várias paradas e nos sentimos aventureiros, já que não conhecíamos o caminho, era a primeira viagem longa na Bahia para os quatro, desde nossa chegada. Em Itacaré encontramos outros amigos e tivemos dias ótimos, fizemos trilhas e conhecemos lugares lindos! A viagem a Arrail, em si, foi EXCELENTE, conhecemos Porto Seguro, Sta Cruz Cabrália, pontos turísticos do Descobrimento, indico a TODOS realizarem esta viagem. A volta é que foi díficil, sentimos o peso de um banco HORRÍVEL, que meu causou dores no corpo todo. Fizemos paradas erradas e não nos preocupamos com o total de Kms a serem rodados, erros de principiante mesmo. Voltamos pelo Ferry-Boat que liga a Ilha de Itaparica a Salvador, achei, por um momento, que tería que pegar o ônibus coletivo para chegar de Salvador a Lauro de Freitas, depois que desci da moto, achava que não ia mais conseguir subir nela hehehehe. A parte boa: chegamos bem e felizes com nossa primeira “grande” viagem sozinhos.”
Em 2007, o casal começou a pensar em outra aventura, ainda maior, tinham o sonho de ir de moto a São Paulo. Programaram a viagem para o fim do ano, poderiam passear e, ainda, comemorar as Festas de Fim de Ano junto à família, porém Andréa começou a trabalhar em Outubro e, infelizmente, não pôde tirar férias. Mas o sonho não foi abandonado e ambos combinaram que Jorge iria sozinho. Em 16/12/2007 Jorge inicia a viagem rumo a São Paulo, em cima de uma Marauder, voltando a Lauro de Freitas em 28/12/2007, após percorrer, sozinho, 5000 Km.
Depoimento de Andréa: “Inicialmente fiquei triste, e também preocupada, com a ida do Jorge sozinho, mas era um sonho; e sonhos, quando possíveis, são feitos para serem realizados; então, superei a tristeza de não poder estar junto e incetivei a realização da viagem.”
Sonhos realizados, algumas viagens curtas, a maioria para comemorar datas especiais, e algumas com a participação da família, fizeram parte das aventuras deste casal, que são retratadas em imagens e muita emoção.
Aventuras de Jorge e Andréa de 2004 a 2010.

Após estas viagens, começam a pensar “GRANDE” e imaginar uma viagem para fora do país, surge então a necessidade de uma moto que atenda algumas necessidades: a V-Strom chega em 2009 para participar dos preparativos que os levarão a MACHU-PICHU.

A Grande Viagem!

Meados de 2009, Jorge começa a sonhar com a maior de todas as aventuras: IR DE MOTO À MACHU-PICHU, no Peru.

Em Julho de 2009, inicia a jornada em busca de informações, usando a rede como parceira, começa a participar do site: Mochileiros.com, cujo objetivo é unir os aventureiros de plantão, para que possam compartilhar experiências, expor dúvidas, trocar idéias, informações e dicas, enfim, sonhar e realizar juntos.

Jorge abre um tópico no site procurando outros motociclistas que estivessem interessados em acompanhá-lo nesta aventura e pede àqueles que já realizaram suas viagens que colaborem com todo tipo de informação que possa ser útil para o planejamento da viagem. Jorge também inicia um novo hobby : ler!!! Começa a ler vários livros sobre grandes viagens de moto pela América do Sul. Surgem pessoas importantes, que dão dicas incríveis e que irão fazer parte de toda preparação.

Depoimento Andréa: “Leiam o depoimento de Jorge e vocês entenderão o meu PÂNICO com a idéia… se lerem os livros e blogs então….”
Depoimento Jorge:
“Depois de ler vários relatos em sites de motociclismo de pessoas que viajaram para destinos surreais como Machu Picchu (Peru), Ushuaia (Argentina) e deserto do Atacama (Chile), decidi que faria uma viagem internacional também, pois tinha ficado maravilhado com os lugares por onde passaria e com os desafios de superação pessoal e logistica que envolvem uma aventura desse porte.
Não tive êxito em encontrar um companheiro motociclista para a viagem, apesar de aparecerem vários interessados, porque cada um tinha um motivo diferente que os impedia, como época de férias no trabalho, necessidade de trocar de moto, etc…  mas encontrei pessoas dispostas a colaborar com informações e dicas fundamentais para que o planejamento fosse realizado.
E aqui vai um agracedimento especial ao meu amigo ChinaF que ajudou demais com toda a experiência acumulada em suas (várias) viagens pela América do Sul a bordo de sua incansável Faser 250!!!
A princípio o destino escolhido foi Machu Picchu, no Peru, berço da civilização Inca, e então se seguiu um árduo trabalho de pesquisa sobre os caminhos possíveis (e alguns impossíveis) para escolha de um roteiro de viagem. Depois de ler muitos relatos de quem fez esta viagem ficou claro que não seria nada fácil chegar à cidade sagrada dos Incas. O caminho mais curto, a partir de Salvador, na Bahia, seria seguir para o oeste em direção a Brasilia, Cuiabá, saindo do Brasil por Cáceres e atravessando a Bolivia por Santa Cruz de la Sierra, Cochabamba, La Paz e adentrando no Peru pelo sul do lago Titicaca, rumando então para o norte em direção a Cuzco, onde ficaria hospedado. A partir daí chega-se em Machu Pucchu de trem numa viagem de poucas horas.
Existe a opção de seguir pelo noroeste do Brasil, via Acre, atravessando uma boa parte da floresta Amazônica brasileira e peruana, contornando a Bolívia sem adentrar neste conturbado país, e retornando pelo sul, via Chile e norte da Argentina, caminho este mais utilizado pelos motociclistas, mas para esta viagem seriam necessarios mais de 45 dias e eu não dispunha de todo esse tempo.
Resolvi então que o roteiro seria ir e voltar pela Bolívia mesmo, país com cultura e paisagens fantásticas.
Mas quanto mais eu me informava a respeito das estradas bolivianas, mais difíceis elas me pareciam. A parte mais complicada era logo no início, assim que entrava na Bolívia. A distância entre a divisa com o Brasil e a cidade de Santa Cruz de la Sierra é de aproximadamente 700 kms, dos quais 450 kms são de estrada de terra batida.
Até aí, tudo bem. Mas o problema é que quando chove esta estrada fica impraticável até para veículos 4X4, além de ter alguns piscinões de areia fofa que não combinam nem um pouco com moto grande e pesada. Aliás, areia fofa não combina com moto nenhuma.
E como eu não sou nenhum piloto de Rali Paris-Dakar, e a época do ano em que a viagem aconteceria coincide com o inicio da temporada de chuvas na região, cheguei à brilhante conclusão de que iria dar merda!
Ah, esqueci de mencionar que esta região de fronteira entre o Brasil e a Bolivia é também a principal rota do narcotráfico sulamericano, e a corrupção do exército boliviano também não colabora muito com os viajantes em geral, especialmente com aqueles que chegam com motos grandes e novinhas…
E agora? O que fazer?
Desistir da viagem? 🙁
Nem a pau!!! 🙂
Apenas adiá-la! Informações vindas de lá dizem que uma estrada que liga Corumbá-MS a Sta.Cruz de La Sierra está sendo construída e deve estar pronta em 2011 (era pra ser em 2010, mas sabem como é, né…). Esta estrada tem como objetivo facilitar o transporte rodoviário entre os dois países.
Existe também a possibilidade de eu ter um amigo do meu motoclube me acompanhando, e isso realmente me deixaria muito feliz, além da viagem ficar mais segura, com outra moto junto.
Fica então o projeto Machu Pichu adiado para dezembro de 2011.
Neste momento você que está lendo este texto deve estar pensando:
“mas que diabos! Depois de eu ler pacientemente todo este texto o cara simplesmente diz que não vai mais? Por que então ele não vai pra p… q… p….???”
Muita calma nessa hora! Não ir para M.Picchu este ano não significa que não irei a lugar algum…” :):):)
Continua…

Listas, intermináveis listas!!!

Neste momento da preparação se fez necessária a elaboração daquelas listas intermináveis, sempre visando “una viaje” com menos imprevistos possíveis e com maior tranquilidade para que o casal não esquecesse nada que pudesse transformar a aventura em desventura.
Depoimento Andréa: “No início achei uma bobagem tantas listas, com o tempo e as leituras, percebi serem essenciais para o bom andamento da viagem, já que podemos, entre tantas informações e a ansiedade de um momento como este, esquecer coisas importantes… já estou fazendo a minha de “coisinhas” a levar”.
A lista principal, da Rota a ser utilizada, ainda encontra-se em fase final de elaboração. Ainda estão acontecendo tantas mudanças ao longo destes preparativos, que algumas alterações estão sendo feitas no trajeto inicial, mas em breve, o roteiro será postado.
Com a palavra o “homem das listas”: Jorge.
  • Lista de documentos a levar (alguns a serem providenciados):
  • RG e CPF
  • Passaporte (não é obrigatório, mas facilita as coisas nas Aduanas)
  • Carteirinha do convenio medico (onde será contratado seguro saúde)
  • Documento da moto
  • Seguro Carta Verde (obrigatório)
  • PID (Permissão Internacional para Dirigir)
  • Autorização da financeira
Um monte de Xerox de tudo isso…
Lista de revisão da moto, peças a serem substituídas e peças sobressalentes:
Aproveitando a revisão de 12.000 km, a motoca vai para o estaleiro para dar uma geral caprichada, engraxar a caixa de direção, os rolamentos de roda, re-aperto geral, etc.
Pretendo iniciar a viagem com algumas peças 0 km, como pneus, coroa-corrente-pinhão, pastilhas de freio dos 03 discos,  filtros de óleo e de ar.
Levo comigo: Manete e cabo de acelerador, manete e cabo de embreagem, lâmpadas de farol  e de pisca, um pisca completo, velas e retentores de bengala. Tomara que não precise usar nada disso, mas se precisar é melhor tê-los comigo.
Quanto às ferramentas, levo chaves suficientes para desmontar praticamente a moto toda, o que não significa que sejam muitas. Basicamente é o kit original da moto e mais alguns soquetes e uma chave catraca, um alicate e uma chave de boca regulável.
Para o caso de um pneu furado terei 02 opções de conserto: 02 latas de TyreRepair, aquelas latas que “prometem” tapar o furo e encher o pneu. Nunca usei, mas dizem que não é 100% confiável. De qualquer forma, precisaria parar no primeiro borracheiro que encontrar para fazer um remendo de verdade. E é por isso que darei preferência para a segunda opção: comprei aquelas ferramentas que o borracheiro usa para consertar pneus sem câmera, conhecidas como “tarugo”.  Como o pneu da Strom também é sem câmera, acho que dará certo.  Consertar o pneu com o tarugo vai ser fácil… Quero ver mesmo é encher ele com a bomba de bicicleta, que também vai…  rsrsrsrsrs.   Depois eu lhes digo se deu certo…

Roteiro

Finalmente, o ROTEIRO!
Elaborar um roteiro de viagem é algo que requer muito trabalho, precisa se aliar tempo hábil, boas estradas e belas paisagens, e um mínimo de infra-estrutura, buscando-se evitar transtornos indesejáveis, mesmo quando o objetivo é “aventurar-se”.
Neste momento surge um fator determinante: conversar com moto-aventureiros experientes e que já fizeram esta viagem. Jorge conheceu alguns que lhe ajudaram muito a chegar neste roteiro final, entre os mais “procurados” estão Chinaf (MG) e Laurindo (BA), motociclistas que, além de “viajados”, estão sempre prontos a ajudar, a dar boas dicas, a compartilhar suas experiências e, mais importante, prontos a incentivar a realização desta aventura.
Jorge sairá sozinho de moto de Lauro de Freitas-BA em direção a São Paulo-SP, onde ficará aguardando a chegada de Andréa, que irá de avião dias depois.
A seguir temos o roteiro detalhado:
28/11 = 1º dia: Lauro de Freitas BA – Governador Valadares MG (Jorge viajando sozinho pra SP)
29/11 = 2º dia: Governador Valadares – São Paulo SP
30/11 = São Paulo
01/12 = São Paulo
02/12 = São Paulo
03/12 = São Paulo (chegada da Andréa a SP)
04/12 = 3º dia: São Paulo SP – Foz do Iguaçu PR (aqui começa mesmo a grande aventura!)
05/12 = 4º dia: Foz do Iguaçu PR – Corrientes AR
06/12 = 5º dia: Corrientes AR – Santiago Del Estero AR
07/12 = 6º dia: Santiago Del Estero AR – Salta AR
08/12 = 7º dia: Salta AR – Purmamarca AR
09/12 = 8º dia: Purmamarca AR – San Pedro de Atacama CL (Travessia do Paso de Jama)
10/12 = 9º dia: San Pedro de Atacama CL (passeios)
11/12 = 10º dia: San Pedro de Atacama CL (muitos passeios)
12/12 = 11º dia: San Pedro de Atacama CL (+ passeios e se preparando para a volta)
13/12 = 12º dia: San Pedro de Atacama CL – Antofagasta CL
14/12 = 13º dia: Antofagasta CL – Copiapó CL
15/12 = 14º dia: Copiapó CL – Fiambalá AR (travessia do Paso San Francisco)
16/12 = 15º dia: Fiambalá AR – San Fernando Del Valle de Catamarca AR
17/12 = 16º dia: S.F.V.Catamarca AR – Santiago Del Estero AR
18/12 = 17º dia: Santiago Del Estero AR – Corrientes AR
19/12 = 18º dia: ???
20/12 = 19º dia: Corrientes AR – Foz do Iguaçu PR (de volta ao Brasil!)
21/12 = 20º dia: Foz do Iguaçu (passeios)
22/12 = 21º dia: Foz do Iguaçu PR – Curitiba PR
23/12 = 22º dia: Curitiba PR – São Paulo SP

 

Depoimento Jorge:
“Entre Copiapó e Corrientes ficaremos 1 dia parados em alguma cidade para descansar. Não ficou determinado qual seria esta cidade, mas quando encontrarmos uma que valha a pena conhecer melhor, ficaremos nela. Se estivermos atrasados em relação ao roteiro, faremos de Foz a SP num único dia na volta. A partir de São Paulo serão 14 dias rodando e 5 de parada para descanso e passeios. É claro que durante a viagem esses planos podem mudar, mas a princípio esse é o roteiro que tentaremos praticar. Queremos chegar de volta a SP no máximo até 23/12 para passar o Natal com os familiares, voltando para casa dia 28/12. Talvez a moto fique em SP e eu volte de avião com a Andréa. deixando para ir buscá-la num próximo feriado prolongado.”

Depoimento Andréa:
“Fiquei responsável em pesquisar onde ficar em cada cidade e em montar o MapSource, mas de tanto olhar, de tanto mudar, estou ficando “craque”, pelo menos em viagens virtuais rsrsrsrsrsr… posso até ser guia turística sem nem ter viajado ainda hehehehe.”

Roteiro finalizado, embora seja possível mudanças durante o percurso de acordo com necessidades que surjam no decorrer da viagem, agora vamos falar dos últimos preparativos da motoca.

Preparando a Motoca

Uma das fases mais importantes da preparação de uma viagem, seja ela de moto, de carro, de avião ou navio, ou mesmo de bicicleta ou a pé, é cuidar do meio de locomoção!!! É fundamental uma boa revisão, a troca de peças que estejam desgastadas ou em tempo de reposição, por isso, Jorge teve todo cuidado em verificar quais as peças e os ajustes necessários para evitar contra-tempos durante a viagem.

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Além das peças a serem trocadas antes da viagem, Jorge também se preocupou em levar aquelas peças sobressalentes (já descritas em outra postagem), para o caso de ser necessária a troca durante o percurso. Nesta hora, vale agradecer ao Guimarães, da Guimarães Motos, que cedeu, em caráter de consignação, muitos destes itens.

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A moto foi colocada na revisão em 16.11, Augusto foi o responsável pela troca das peças, pela preparação da “máquina” para encarar a viagem.

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Depoimento Jorge:
“Moto revisada, rolamentos engraxados, peças substituídas, tudo regulado, agora é hora de fechar as malas e botar o pé, digo, a roda na estrada e ganhar o mundo!!!
Só falta chegar a bendita da Carta Verde da seguradora. Aliás, fica aqui a dica: não deixe isso para a última hora. É garantia de dor de cabeça. Estou pedindo ela para o corretor há mais de 1 mes, e é claro que ela só vai chegar aos 44min. do segundo tempo…    Eita coisinha embassada de sair…
A boa notícia é que ela custou muito mais barato do que eu imaginava. Fiz pela Porto Seguro pois a moto já está assegurada por ela. Talvez por isso tenha saído barato. Mai demora, viu?!?…  rs”

Arrumando as malas!!!

A arrumação das malas é uma parte essencial, por vários motivos: primeiro porque dela depende você conseguir levar tudo que deseja (e realmente precisa); segundo pois a divisão de peso é importante para a estabilidade da moto; terceiro porque os espaços precisam ser utilizados de maneira a permitir que você traga “lembrancinhas” caso as encontre e esta parte é mais importante para a ala feminina da viagem.
O primeiro passo é listar o que levar, quais os itens essenciais, a quantidade ideal (sempre lembrando que você está de moto e que, neste caso, o ideal é bem menos que o “normal”), separando o que é de um e de outro. Colocar tudo em cima de uma cama é uma boa opção para visualizar e perceber o que de fato é prioridade, começando por ela a arrumação.
Sacos que permitem a retirada do ar podem ajudar, mesmo que você não utilize o aspirador (até porque não podemos contar com ter acesso a um). Sacos zip são ótimos para carregar documentos, pois os mantém secos; pode-se usá-los também para carregar itens líquidos, isso pode evitar que suas roupas se sujem caso algo vaze. Jorge e Andréa decidiram colocar toda a bagagem em um saco plástico grande, evitando que molhem caso entre água de chuva nas malas laterais.
Usar pequenas embalagens de produtos de higiene pessoal é essencial e colocá-los em necessaries também compactas é melhor que em uma grande, pois fica mais fácil colocá-las em espaços vazios entre as peças de roupa.
Pense sempre em arrumar os itens mais importantes em locais de fácil acesso; pode parecer uma mera bobagem dar esta dica, mas imagine precisar de lenços umedecidos para uma emergência e eles estarem no fundo da mala! Ou o Kit de primeiros socorros! Depois de arrumadas, fica mais difícil refazer as bagagens. Enfim, malas prontas, agora é contar as horas para o inicio da “aventura”.
Depoimento Jorge:
“Arrumar as malas foi mais ou menos como colocar um búfalo dentro de de uma caixa de sapatos. Na verdade, tres caixas de sapato. Uma de cada lado e uma sobre a traseira.
Os sacos VacBag (aqueles que vc pode tirar o ar de dentro com um aspirador de pó ou sentando sobre ele, o que foi o caso) foram essenciais para acomodar uma grande quantidade de roupas de frio num pequeno espaço. Concentrei o maior peso das peças sobressalentes e tranqueiras em geral na mala traseira, e as ferramentas sob o banco.
Achei que o peso ficou bem distribuído. Durante a viagem terei de ficar atento ao comportamento da moto. No fim das contas, conseguimos levar tudo o que tínhamos programado. Agora é pau na máquina!!!!  hehehehe…”
Depoimento Andréa:
“Bem, esta fala de que estamos levando tudo é um comentário machista hehehehe. Para nós, mulheres, levar “tudo” é levar quase nada, mas quem viaja de moto tem que se acostumar a uma sandália rasteira, algumas camisetas e um tênis… é difícil, mas valerá a pena!!! Ainda bem que consegui um espacinho para um perfuminho (mini) e um hidratante, afinal vou para o Deserto, uma secura danada! Brincadeiras a parte, realmente conseguimos colocar tudo que listamos e isto mostra nossa organização rsrsrsrsr Agora é torcer para conseguir colocar “o mesmo tudo” na volta!!!!!!!!”

Pé na estrada!!! Quer dizer: DUAS RODAS NA ESTRADA!!!

1º. Dia – 28.12.2010

Lauro de Freitas – Governador Valadares

A contagem regressiva zerou….

Chega o grande dia: Jorge inicia a viagem em 28.11 em direção a Governador Valadares – MG, são mais de 1000 km viajando sozinho.

O dia amanhece em Lauro de Freitas  e a galera do Moto Clube Rota 99 acorda cedo para participar do início da viagem, como forma de enviar boas energias para que esta aventura se realize com muito sucesso.
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O encontro de saída foi marcado para as 5h., mas o “ator” principal se atrasou, chegando as 5:10h. Começa então o primeiro trecho da viagem. Saem em direção a Santo Estevão – BA.

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É tocante ver a participação dos amigos, suas vibrações positivas e a torcida pela conquista deste objetivo. Jorge e Andréa se emocionam diante de tamanho carinho. E com a saída dos amigos, escoltando Jorge, dá início esta grande aventura que ainda estava apenas começando.

Depoimento Andréa:

“Eu fico lá, dentro do carro, olhando aqueles “grandes” motociclistas saindo, todos em busca da mesma emoção: andar sobre duas rodas. Meus olhos se enchem de lágrimas, estou feliz com o que vejo: maior demonstração de que o que vale mesmo são os amigos que plantamos, pois no momento da colheita, podemos presenciar cenas como essa! Acho que em todos estes anos com Jorge, nunca o tinha visto tão, tão feliz!!!”
O objetivo era tomar o café da manhã nesta cidade, porém os locais conhecidos pelos baianos de plantão ainda estavam fechados e a saída foi parar em outro lugar: uma lanchonete de posto de estrada, nada convidativa rsrsrsrsr.

Jorge, a partir daí, segue viagem… A moto agora está só!

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A primeira etapa se finaliza, Jorge chega em Governador Valadares por volta das 19h. Mesmo pilotando o trecho final já à noite, optou por chegar ao destino, aproveitando as boas condições da estrada. A viagem, segundo ele, foi cansativa, muitos caminhões circulando; mas o clima também ajudou: nublado sem chuvas, e o desempenho da moto foi excelente, mesmo carregada (e pesada) não desapontou.

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Durante a viagem, Jorge parou para alongar o corpo e para garantir conseguir finalizar este primeiro trecho sem muito sofrimento e pensando que no dia seguinte a viagem continua.
Depoimento Jorge:
“Não foi fácil, mas consegui fazer os primeiros 1080 kms em um único dia. A Moto se comportou extremamente bem. Eta moto boa!!! Carregou aquele monte de malas como se nem estivessem lá. Nas deliciosas curvas da BR 116 durante o trecho entre a divisa Bahia / Minas Gerais até Belo Horizonte ela parecia uma esportiva de tanto que deitava. Parecia uma Srad!! hehehehe…   Tá bom, um pouco menos…  Mas deu pra até para tirar os “cabelinhos” das laterais dos pneus novos, até aqueles que ficam no limite da banda de rodagem. Não sei como os baús laterais não rasparam no chão! hehehehe.
Não consegui encontrar um único buraco na estrada entre a Bahia e São Paulo. A pista está um tapete. Em vários trechos ela está com o asfalto tão novo que ainda não estão pintados os limites laterais e a sinalização ainda está um pouco falha, mas o piso está perfeito. Garantia de viagem gostosa, durante o dia. Garantia de suicídio à noite! Nos locais onde não há marcações na pista fica impossível distinguir onde é pista e onde é precipício na escuridão da noite. Passei por alguns acidentes muito feios com caminhões, resultado da noite anterior.
Mas o cansaço foi grande. Nos últimos 250 kms o prazer da viagem se transformou em sacrifício. Mas o que importa agora é que cheguei bem. Me resou descansar e tentar esquecer que no dia seguinte teria mais 1000 kms pela frente…”
“Agradecemos a todos pela torcida, pela preocupação e pelo carinho!!”
Total de Km Rodados: 1080
Abastecimento: 76 litros
Pedágios: 3 – Total de R$ 2,80
Hospedagem: Ibituruna Hotel – Valor da diária: R$ 50,00
01 Estrela – Bom exclusivamente para um bom banho e passar a noite.
Gasto total (com alimentação): R$ 202,00

Ainda em viagem solo!

2º. Dia – 29.11.2010
Governador Valadares – São Paulo
Jorge sai de Governador Valadares por volta das 7h. Em uma longa caminhada é sempre bom dar uma paradinha para um cafezinho…
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Prestem atenção no tamanho deste “pãozinho” que Jorge encontrou pelo caminho (compare com a garrafa de água!). E a gente que achava que mineiro gostava de pão de queijo rsrsrsrsrs
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A viagem foi tranqüila até próximo ao Estado de São Paulo, onde deu início uma chuva torrencial, boa para testar a roupa comercializada como Impermeável; o que foi constatado como sendo propaganda enganosa, é MENTIRA, tanto a Jaqueta Tutto como a calça Zebra não conseguiram dar conta da água e encharcaram, mostrando que a impermeabilidade divulgada tem um limite (pequeno).
Durante a viagem, aproveita para tirar umas fotos da paisagem e das estradas.
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Mas para aparecer, só mesmo “foto Orkut”, sabe? daquelas que a gente tira de si mesmo…
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Jorge chegou à casa de seus pais por volta de 20h, também aproveitando o horário de verão que mantém o dia claro até mais tarde. Ao chegar a São Paulo já se deparou com o caótico trânsito, no horário de maior movimento, o que lhe cansou e estressou mais que a viagem toda! Bem vindo a SAMPA!!!
Chegar ao destino final (ou inicial) em dois dias também foi útil para que Jorge pudesse treinar o corpo e perceber as dificuldades, limitações e mudanças para melhorar seu desempenho de andar por mais de 1000 km em um dia.
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Depoimento Jorge:
“Estava quebrado, mas graças a Deus cheguei! A moto chegou perfeita, impecável. Neste segundo dia de viagem foi mais tranqüilo. A pista toda duplicada facilita muito as coisas. Hoje os caminhões nem me jogaram pra fora da pista! hehehe…    Malditos!
Mas também passei pelo momento mais estressante de toda a viagem até aqui. A partir da divisa de MG e SP uma chuva torrencial até chegar a Guarulhos, onde ela diminuiu, mas não parou. Os carros andavam a 60, 70 km/h, pois não havia visibilidade, além dos lençóis de água que se formavam na pista que não dava conta de escoar toda aquela água. Ponto para os excelentes pneus Anakee II da Michelin que também foram impecáveis até aqui.
Cheguei a SP em pleno horário de “rush”. Cena no mínimo engraçada: eu andando pelo corredor dos carros no caótico trânsito de São Paulo com aquela moto e os baús laterais. Em poucos segundos se formava uma fila de motoboys atrás de mim e eu tinha de entrar na faixa dos carros para desentupir o corredor. Alguns agradeciam a passagem que eu oferecia, outros passavam xingando…Quando parei a moto na garagem da casa de meus pais e pude relaxar da tensão de toda aquela chuva e trânsito, o cansaço daqueles dois dias de viagem caiu sobre mim de uma só vez. Realmente eu precisava de um bom banho e uma cama para desmaiar! 1ª parte da aventura concluída com êxito!!!”
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Total de Km Rodados: 950

Abastecimento: 65 litros

Pedágios: 11 – R$ 12,20
Hospedagem: Casa dos Pais: Valor da diária: Grátis
10 estrelas. Aconchegante, cuidado total
Gasto total (com alimentação): R$ 175,00

São Paulo

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Entre os dias 29.11 e 02.12, Jorge aproveitou para curtir a família, treinar o sobrinho para ser motociclista e fazer os últimos preparativos (se é que ainda restava algum?!?).  E para descansar, pois a viagem ainda tinha muitos km pela frente.
Ficou aguardando a chegada de Andréa, que viajou para São Paulo no dia 02.12 às 17:20h, após realizar sua entrevista para Seleção de Mestrado.
Depoimento Andréa:
“Dia corrido, imagine… entrevista marcada para as 14h do mesmo dia da viagem. Arrisquei, mas sabia que o Universo estava a meu favor. Obrigada Wal, por ficar de prontidão e pela carona ao aeroporto! Quem tem amigo, tem tudo! A viagem foi linda, linda mesmo: O MAIS BELO PÔR DO SOL que já tinha visto de um avião. Pena que a máquina fotográfica já estava com Jorge, mas na minha lembrança ficará pra sempre aqueles raios por cima das nuvens que pareciam mar… nossa, foi realmente incrível!!! O céu de Salvador estava limpo, mas chegando próximo ao Rio fomos informados de uma chuva forte em São Paulo, que atrasaria nossa chegada em uma hora. Já era mais de 21h (horário de verão) pousei em Sampa. Agora era dormir para começar a aventura no dia seguinte. Parece que agora estava caindo a ficha da “loucura” que estava prestes a começar!!!”
O céu se confundia com o mar.
Estas fotos não foram tiradas pela Andréa, mas estas são as imagens que ela gravou na memória.

Em direção a Foz do Iguaçu

03-S%C3%A3o-Paulo-Foz-do-Igua%C3%A7u3º. Dia – 03.12.2010

São Paulo – Foz do Iguaçu

Começa o dia 03.12 em São Paulo, Jorge e Andréa iniciam a aventura rumo ao Deserto do Atacama. Saem da casa dos pais de Jorge às 5:20h.

Começa a viagem rumo ao Chile, este seria o trecho mais longo da viagem em um dia, para conseguir realizá-lo Jorge e Andréa contaram com a maravilhosa companhia dos amigos Sandro Hofer e Paty.

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O dia não tinha nem amanhecido e o Sandro já reclamava, afinal o casal Padovani estava atrasado.
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Pegaram a estrada as 6:30h. A primeira parada para o café da manhã foi realizada em um Posto da Rod. Castelo Branco, aproveitam para “matar a saudade” de bons postos, com infra-estrutura de primeira.
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Curiosidade: A Paty foi enganada até o fim sobre a real quantidade de km que ligam São Paulo a Foz, momentos engraçados da viagem quando ela perguntava se faltava muito e não tinham sequer chegado na metade do caminho a ser percorrido, mas acredito que ela não se zangou.

 

Belas paisagens e inúmeras paradas para alongar, descansar e fotografar.

2010-Viagem-ao-Atacama-%2863%29Neste trecho passaram por vários km de plantação de soja e de milho, que se perdiam de vista, base da economia destes municípios.

Ao longe se via uma casinha ou outra, um pasto ou outro, mas soja e milho eram incansáveis.

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As estradas em perfeitas condições, excelente asfalto e sinalização, sem qualquer dificuldade a não ser o preço dos pedágios, que enquanto na Rod. Castelo Branco foram gratuitos, depois, na Viapar e Econorte, caríssimos.

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Outro ingrediente importante desta primeira etapa foi o cansaço após passar os 500 km rodados, Maringa – PR. Neste momento perceberam o quanto uma viagem longa cansa, embora ainda animados e confiantes com a chegada a Foz.

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Encontraram um Restaurante e Pousada, totalmente rústico, de uma beleza natural, com vários artigos e móveis de decoração em madeira e uma lojinha de doces caseiros… pena que não cabia nada na bagagem.

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Mas a mensagem ao sair do local os acompanhou durante toda a aventura.
Em uma das paradas para uma água e um sorvete, em Cascavel, fizeram seu primeiro contato com outros motociclistas, estavam em dois e faziam parte do Moto Clube Águias de Cristo, iam em direção a um encontro que iria ocorrer por aquelas bandas.
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O dia começava a chegar ao fim e ainda faltavam alguns km para o destino final.
Mesmo tentando chegar cedo, ainda viram o Pôr do Sol na estrada, já chegavam as 12 horas rodadas e Foz do Iguaçu parecia distante, pois ainda faltavam 150km e o dia chegava ao fim. Para sorte dos viajantes, estavam indo cada vez mais oeste, o que significa sol até cerca de 20:30h.
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Paisagens deslumbrantes fizeram parte de todo o percurso, vegetação, plantações, animais, árvores frutíferas e de flores foram vistas a todo instante.
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A cada curva pareciam já ter visto o mais belo, mas o melhor ainda estava sempre por vir….

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…e isso foi ficando cada vez mais bonito com o sol se pondo.

2010-Viagem-ao-Atacama-%28150%29Vista da última parada antes de chegar ao hotel, os km finais foram já sob as estrelas, ainda bem que as condições da estrada ajudaram.

Chegaram ao Hotel Três Fronteiras às 22h:15m, exatamente isso, mais de 16 horas viajando…

Realmente é para quem gosta muito de andar de moto, quem quer mesmo se aventurar……. e se cansar!!!!!O Sandro não aguentou… desm
aiou no sofá do corredor, ainda bem que ele pelo menos tomou banho antes…

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Jantaram em um Restaurante, indicação de Adelino (gerente do hotel, mas um capítulo a parte nesta história), era Rodízio de Massas, mas não indicam a ninguém.

Com essa animação toda e depois de uma cervejinha ou de um vinhozinho, só dava mesmo para se jogar na cama e… dormir.Agora um pouco da viagem contada em movimento…

 

Total de Km Rodados: 1092

Abastecimento: 58 litros
Pedágios: 9 – R$ 32,30
Hospedagem: Hotel Três Fronteiras (www.hotel3fronteiras.com.br) – Valor da diária: 130,00
Simples mas limpo, bom café da manhã e um pessoal simpático, internet paga, excelente localização, com restaurantes próximos e condução fácil.
 Gasto total (com alimentação): R$ 279,00

Ultrapassando a fronteira… rumo a Corrientes – Argentina

5º. Dia – 05.12.2010
Foz do Iguaçu – Corrientes – AR
 
Enquanto Sandro e Paty acordaram às 5h para retornar a São Paulo, Jorge e Andréa aproveitaram para dormir mais um pouco, pois iam seguir em direção a Argentina.
Ainda bem que não voltaram com o casal, já imaginaram se comprometer com uma foto como esta ao lado. Paty, que foto mais sugestiva…
Jorge e Andréa saíram do Hotel em Foz às 08:30h, depois de passar graxa na corrente, aliás, trabalho que Andréa realizou durante toda a viagem, enquanto Jorge andava com a moto, ela ia passando a graxa com uma escova de dentes… se saiu muito bem, vocês vão ver!!! Infelizmente os viajantes não tiraram nenhuma foto do Hotel, por isso usarei uma imagem disponível na internet.
Com cerca de 2 km chegaram na Aduana Brasileira, onde foram atendidos por uma simpática garota que propôs carimbar os passaportes, já que era a primeira saída internacional do casal. Estavam debaixo de uma tempestade, uma chuva que prejudicava a visibilidade e a segurança, decidiram aguardar até que a chuva diminuísse, a atendente, muito gentil, sugeriu que ficassem sob a proteção de uma das cabines desativadas, o clima melhorou somente por volta das 10h, horário em que saíram da Aduana Brasileira em direção à Ponte que separa o Brasil da Argentina. Impossível tirar foto da ponte, da placa de divisa, davam graças de enxergar o carro da frente.

Começaram a viagem pela Ruta 12, estranharam: pela primeira vez, viam placas e avisos em uma língua diferente da sua.

A chuva foi diminuindo. Pararam em El Dorado para abastecer e qual não foi a surpresa quando os dois cartões de Jorge foram recusados, tanto o de débito quanto o de crédito. Era a primeira vez que usavam o cartão fora do Brasil, tiveram certa preocupação, já que do uso destes cartões dependia o restante da viagem. Procuraram por um banco 24 horas, e após rodar um pouco na cidadezinha, encontraram um caixa eletrônico e conseguiram sacar dinheiro… Ufa, que susto!! Mas podiam continuar a viagem.
As fotos foram poucas neste início de viagem, Andréa ainda se ajustava à vida de co-piloto, fotógrafa, navegadora, e tudo em cima de duas rodas!
As estradas estavam excelentes, e sem pedágio para motos: todos liberados!
Estavam felizes por passar pelas cidadezinhas que, até então, só conheciam de nome, pelos mapas.
Pararam para comer um lanche pronto na estrada e Andréa pode usar um pouco seu espanhol enferrujado pela falta de prática.Primeira situação engraçada com as palavras: “Jorge perguntou aos frentistas onde ficava o banheiro… no que os rapazes questionaram “baño”??? Jorge respondeu, não, não, não quero tomar banho, somente ir ao banheiro… Eu, aqui do meu lado, só ouvindo a conversa…aí resolvi intervir… é isso, amor, “baño” mesmo, significa banheiro!!! foi o primeiro momento engraçado envolvendo a comunição”.
Chegaram a Corrientes por volta das 18:30h.
Encontraram o Hotel Confianza, indicação excelente de um viajante, como não havia estacionamento coberto, o recepcionista, um senhor muito gentil, sugeriu que Jorge colocasse a moto em uma salão que estava em reforma.
Detalhe: o salão, bem como toda a recepção, tinha piso em porcelanato… chegou a dar um aperto no coração de Andréa ao ver a moto, imunda, passando pela recepção do hotel linda e limpíssima.
Ao entrar no quarto, a primeira atitude de Andréa foi ligar a TV, estava curiosa para ouvir a língua local e ver a programação de um país diferente. Mas para sua surpresa, adivinhem o que estava passando????? Isso mesmo, NOVELA brasileira, passava a novela Caminho da Índias, mas falada em espanhol. Adivinhem de quem lembraram na hora??? Do pai da Andréa, Fred e do Mendes, noveleiros assíduos. Foi interessante ouvir os atores falando uma língua diferente, no mínimo curioso!

 

Plaza Juan de Vera

Após um belo banho e virar as roupas do avesso (vocês não imaginam o cheiro que elas emitem… e a viagem estava apenas começando…, bem que os viajeros já tinham avisado sobre isso!), aproveitaram que ainda estava cedo e anoitece bem mais tarde, e foram dar uma volta na praça da cidade.

 A Cidade de Corrientes foi fundada no dia 3 de abril de 1588 por Don Juan de de Torres Vera y Aragón um homem espanhol, e ficava situada no lugar conhecido como Punta Arazatí que em idioma de Guaraní significa florestas de Guayabos. No princípio foi chamada de “San Juan a Vera de las Siete Corrientes”, “San Juan” devido ao padroeiro, a “Vera” por causa de seu último nome, e “las Siete Corrientes” porque foi fundado no lugar onde sete pontos de pedra são moldados através de fluxos de água diferentes. Com o tempo passou a ser chamada de “Corrientes”, tornando-se a cidade da capital da província.
Com uma boa infra-estrutura turística, mantém um estilo urbano e arquitetônico que é sem igual no país, possui Museus e Igrejas que apresentam muito da história, da religião e relíquias culturais. Ainda é equipada com hotéis confortáveis e modernos, muitas lojas de doces locais, restaurantes, discotecas e um cassino, além de inúmeras outras atrações.

Esta província é uma delicia para os sentidos: um clima quente e acolhedor, as laranjeiras em seus entardeceres, o aroma do chipá recém-assado e o peixe grelhado, a amistosa melodia do chamamé e águas onipresentes.
Iglesia Nuestra Señora de Rosario
Corrientes está situada na região mesopotâmica do país, tem uma superfície de 88.199 km2 e faz divisa ao norte com a República do Paraguai e ao oeste com as províncias do Chaco e Santa Fe; a demarcação em ambos pontos cardinais é marcada pelo rio Paraná. Em direção ao sul, separando-a da província de Entre Ríos, estão os arroios Guayquiraró e Mocoretá; ao leste, depois de atravessar o rio Uruguai estão a República Oriental do Uruguai e a República Federativa do Brasil. Ao nordeste, e separada pelos arroios Itaembé e Chirimía, situa-se a província de Missiones. Conta com aproximadamente com um milhão de habitantes. As cidades mais povoadas são a cidade capital Corrientes, Goya e Paso de los Libres.

Cultura

Plaza 25 de Mayo

Esta província condensa diferentes tradições indígenas, principalmente, a dos guaranis. Estas influências redundam em seus costumes, gastronomia, música e artesanato. É por isso que o chipá, pão de queijo feito com farinha de mandioca e oriundo do Paraguai, pode ser degustado, praticamente, em todos seus recantos. E também pode ser escutado o chamamé, um gênero folclórico próprio da Mesopotâmia, caracterizado por suas melodias alegres e o uso predominante da sanfona.

Economia e produção

Junto com a pecuária, nas últimas décadas acrescentaram-se atividades não tradicionais como a florestação e a horticultura intensiva ou sob invernadeiro, especialmente nos departamentos de Goya e Lavalle, e focalizados, principalmente, na produção do algodão, tabaco, erva-mate e arroz, estes dois últimos pilares da economia correntina.

Uma das áreas da economia que mais cresceu é o turismo, especialmente, o focalizado na natureza, aproveitando os recursos oferecidos por seus cursos de água como o rio Paraná, o Uruguai, o Corriente, o Santa Lucía e os esteiros do Iberá. Entre as atividades que podem ser realizadas, está a pesca, caiaque, náutica, avistagem de fauna, aves e senderismo.

Também está a hidrelétrica de Yacyretá, um empreendimento argentino-paraguaio que está situado nos denominados Saltos de Apipe no rio Paraná, na divisa com o país vizinho. Foi escolhido este ponto estratégico para aproveitar os saltos do rio e a fatibilidade de conter as águas através de um represamento situado sobre três grandes ilhas, a paraguaia Yacyretá e as argentinas Talavera e Apipé. A central hidrelétrica gera, aproximadamente, 40% da energia que a Argentina consome.

Religião

Iglesia Catedral de Corrientes
As manifestações religiosas são um traço distintivo da população correntina que se revela não somente através de peregrinações, senão também na importante arquitetura eclesiástica presente nas cidades de Corrientes e Goya. Porém, os dois personagens religiosos de culto por excelência são a Virgem de Itatí, mãe, padroeira e protetora dos correntinos, cuja festa celebra-se a cada 16 de julho, e o Gauchito Gil, um santo pagão que é venerado no dia 8 de janeiro, aniversário de sua morte, quando congrega milhares de fiéis de todo o país. É talvez a figura religiosa de origem popular que mais adeptos na Argentina têm. Sua popularidade é produto de uma lenda que atribui milagres a Antonio Gil Núñez, morto em 1847.
Para conhecer mais:
Após conhecer um pouco do centro da cidade, Jorge e Andréa foram jantar na Pizzaria Los Pinos, um lugar aconchegante, agradável e com uma pizza excelente.
Ao chegarem na Pizzaria, por volta de 20:30h. perceberam que estavam sós… estranharam, mas decidiram entrar e fazer seu pedido.
Com o passar do tempo, as pessoas foram chegando, chegando e quando saíram, por volta das 22h, o local estava movimentado! Já estavam diante de uma diferença cultural que veriam em todos os outros lugares: Argentinos jantam tarde!!!
Plaza Juan de Vera

Infelizmente não tiveram tempo de ver outras maravilhas de Corrientes, mas mesmo sem conhecê-las, Jorge e Andréa gostaram desta cidade linda, organizada, limpa, segura, com um povo simpático e super receptivo, com clima agradável.

Depoimento de Jorge e Andréa:
“Ficamos ENCANTADOS   com esta cidade, adoraríamos ficar mais tempo!”
Total de Km Rodados: 640
Abastecimento: 49 litros
Hospedagem: Hotel Confianza (Calle Mendoza, 1129, Tel. (03783) 42-6556
Valor da diária: $ 185,00 Pesos
5 Estrelas: Muito bonito, limpo, excelente café da manhã (simples, mas num lugar aconchegante e com a melhor “media luna” de toda viagem e um pessoal simpático, excelente localização, melhor hotel da viagem.
Gasto total (com alimentação): R$ 213,00

Rumo a Santiago del Estero

6º. Dia – 06.12.2010

Corrientes – Santiago Del Estero – AR

Antes de sair, tomaram o café da manhã que era servido em uma Padaria e Confeitaria, “Tía Doris”, a cerca de duas “cuadras” do hotel e ficaram maravilhados com a “media luna”, um crossaint, que pode ser doce ou salgado, é que é comum em todo café da manhã na Argentina.

Detalhe engraçado: a atendente perguntou se as medias lunas seriam “dulces o salgadas”, mas não compreendemos bem o que ela quis dizer e pedimos salgada, depois percebemos que poderíamos ter pedido uma de cada… dificuldades da língua.

Saíram de C7-Corrientes-Santiago-del-Esteroorrientes às 8:30h., passando pela Ponte Genereal Belgrano, que liga as cidades de Corrientes e Resistência.

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Na estrada, em meio a muitos campos de plantações, após cerca de 200 km rodados, surgiu a vista mais bela: CAMPOS DE GIRASSÓIS.
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Depoimento Andréa: “Para qualquer lado da estrada que se olhasse, lá estavam eles, nos acompanhando… fiquei encantada, emocionada com tamanha beleza e grandeza. Olhávamos os campos e havia girassóis até onde nossas vistas podiam alcançar!”.

Andaram entre os Girassóis por mais de 200 km, pararam para fotografar, para andar entre e7-Corrientes-Santiago-del-Estero-%284%29les, para aproveitar um pouco mais daquela beleza.

Era uma visão diferente de tudo que tinham visto até ali.

O casal agradece a Laurindo-BA, pela dica, valeu a pena os kms a mais. Explicando melhor: Jorge tinha pensado em realizar este caminho pelo Chaco argentino, conversando com Laurindo, que já realizou esta viagem, este sugeriu que mudassem a rota, evitando passar no Chaco, devido a seu extremo calor e retas intermináveis.
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Depoimento Jorge: ” E eu pensava que na Bahia fazia calor. Nesta região entre Corrientes e Salta, conhecido como Chaco Argentino, o calor chega a ser quase insuportável. Ainda mais se você estiver usando jaqueta e calça pretos, de cordura com forro “impermeável”, aí a coisa fica complicada mesmo. Não é a toa que existe um vilarejo nesta rota chamado : Tampa Del Infierno. E acho que a tampa fica aberta direto…”

Por volta das 12h, decidiram parar para abastecer e comer alguma coisa, porém na estrada não havia opções de onde comer, pois os postos não tinham este serviço.
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Entraram então no “pueblo” de Quinilli. Depois de muito procurar, já que praticamente tudo na cidade estava fechado, encontraram um “comedor” aberto. Ao entrar perceberam que eram os únicos no lugar, os demais faziam parte da família do dono, sua esposa, filhos, netos, todos almoçavam na maior mesa do local. Questionaram o porquê de tudo fechado e então souberam que se tratava da “siesta”, tão comum nos países latinos. (Uma pena o Brasil não seguir esta tradição!!!!)

Depoimento Andréa: “Fomos super bem recebidos, o dono, um senhor super simpático, que infelizmente não me lembro o nome, nos atendeu, nos deu dicas de caminho. O engraçado: ele não enxergava o mapa, então falava e pedia ao filho para localizar as cidades que ela ia dizendo… disse para não deixarmos de passar pela região de Tucunam, contou que sua família toda é de lá e o lugar é um dos mais bonitos da região. Foi uma ótima experiência”.
Decidiram conhecer a comida local, experimentar um lanche chamado Lomito e outro chamado Milanesa, pediram os dois, acreditando que eram lanches como no Brasil. Os lanches eram feitos ali mesmo, em uma cozinha no salão do bar, coisa bem “rústica”. Surpresa: chegaram dois lanches enormes de grande, que poderiam ser comidos por uma família inteira, um com um bife gigante à milanesa e o outro grelhado, com ovos fritos, muita (ensalada) alface, tomate, maionese, queijo, presunto… Vale a pena provar!!!

Depois de uma boa conversa, em portunhol, de ambos os lados, e de conhecer um pouco daquele povo de muita simpatia e pagar um preço irrisório diante de tanta fartura, o casal decidiu seguir viagem. Ao subir na moto, perceberam que toda a família, mesmo sentada ainda lá dentro, acenava e dizia “Buen viaje y Va con Dios! Suerte!”. Frases que ouviram durante toda a viagem, de TODA pessoa com quem trocavam mesmo que apenas uma palavra.

Arrependeram-se de não tirar foto com toda a família!!! Mas levaram a foto do lugar, para guardar na lembrança.

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Ao chegarem a Sancho Curral, sabiam que iriam pegar um atalho, que encurtaria a estrada, porém através de um caminho com mais cara de aventura… E que aventura!!!

Andaram por 33 km em uma estrada de cimento, isto mesmo, placas de cimento, que não cabiam dois carros ao mesmo tempo, e que é passagem de motos, carros e caminhões enormes.
7-Corrientes-Santiago-del-Estero-%2812%29Depoimento Jorge: “Esta estrada é larga, porém de rípio (terra batida e pedrisco por cima) com uma faixa da largura de um caminhão, feita de cimento. Só passa um de cada vez. Nos primeiros quilometros eu fui devagar, preocupado com os carros que cruzariam conosco e me fariam sair para o rípio, e eu tinha de estar bem devagar para não derrapar nesta transição até que pudesse voltar para a “pista”. Grata surpresa: todos os veículos que se aproximavam no sentido contrário, fosse carro, caminhão ou ônibus, diminuíam sua velocidade e saíam da pista para o rípio deixando o caminho de cimento para a moto! Durante todo o percurso, todos que passavam por nós, acenavam, buzinavam e piscavam faróis nos saudando, e nos davam espaço na pista… não passamos nenhum sufoco, só emoção mesmo! É claro que acenávamos de volta, agradecendo a todos. A impressão que passava era de que todos eram amigos, todos eram gentis! Fiquei imaginando como seria se estivesse no Brasil, e lembrei das 5 vezes que os caminhões ou ônibus me jogaram para fora da pista no primeiro dia de viagem, entre Lauro de Freitas e Gov. Valadares. Quando resolviam que queriam ultrapassar algum veículo mais lento que eles, não importava se havia acostamento ou não, saíam para a contra-mão piscando faróis sem parar como que avisando: saia da frente porque eu não estou nem aí!”

Chegaram a Santiago Del Estero por volta das 17h. Após tomar um ótimo banho, colocar as roupas do avesso (o odor piorando!!!) e pegar as indicações de onde encontrar lan house, onde comer, saíram para conhecer a cidade!
Depoimento Jorge:

“Apesar de termos desviado da Ruta 16 (vide mapa no inicio desta postagem) e evitado a parte mais quente do Chaco, até aqui a viagem parecia apenas uma prova de resistência, chegando até a parecer monótona. Retas intermináveis numa planície que parecia não ter mais fim (o pneu chega a ficar quadrado) e um calor absurdo, faziam com que o dia realmente ficasse longo e muito cansativo. Se um dia fizer novamente esta viagem passando por aqui (e espero fazer) lembrarei de trazer roupas leves para pilotar e não apenas as roupas pesadas para o frio”.

Total de Km Rodados: 641
Abastecimento: 31 litros
Hospedagem: Hotel Coventry – http://www.hotelcoventry.com.ar/
Valor da diária: $ 270,00 pesos
5 Estrelas: Muito bonito, limpo, ótimo banho, excelente café da manhã, excelente localização (quatro quadras do centro), porém um pouco caro.
Gasto total (com alimentação): R$ 208,00

Conhecendo Santiago del Estero – Argentina

 6º. Dia – 06.12.2010

Conhecendo Santiago Del Estero – AR
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Prefeitura de Santiago del Estero
Santiago del Estero é a capital da província que leva o mesmo nome e que se limita ao Noroeste com Salta, ao Norte e Noreste com Chaco, ao Sudeste com Santa Fe, ao Sul com Córdoba e ao Oeste com Catamarca e Tucumán. Está localizada no norte argentino, a cerca de 1042 km de Buenos Aires, e fica à margem do Rio Dulce, tem uma população de 230.614 habitantes. É a cidade mais antiga da Argentina, foi fundada por colonizadores espanhóis, tendo como apelido “Madre de Ciudades” (Mãe das Cidades).
Santiago del Estero é também o berço do folclore argentino. Através de sua música popular, suas lendas, crenças e tradições foram sendo transmitidas de geração em geração e ainda hoje vivem no espírito santiagueño. 

Vários povos ameríndios moravam na região da Província de Santiago Del Estero: diaguitas, vilelas, tonocotés. Tinham distintos modos de vida, desde a caça e colheita até a agricultura e o comércio. No século XV os incas tentaram conquistar o território, e no século XVI os espanhóis.
Em Santiago você poderá encontrar cerca de 100.000 falantes de uma variante local do Quechua, a língua dos antigos Incas, que habitaram a região, sendo uma dessas variantes, uma das poucas línguas indígenas sobreviventes na Argentina moderna.
Nos últimos anos, a província passou a ser o centro termal e possui o Spa mais importante da América Latina. As águas termais são uma fonte de energia e vida para todo aquele que procura esse momento de relax tão desejado. Suas águas curativas e piscinas estão abertas o ano inteiro oferecendo assim aos turistas a possibilidade de desfrutar do sol tanto no verão como em pleno inverno. O clima é subtropical com uma estação seca, normalmente no inverno e às vezes no outono, e uma precipitação anual de 300 mm, apresenta, na maior parte do tempo, clima seco e quente.
Sua história está cheia de mitos e lendas que fizeram da província um dos centros mais fortes do turismo cultural e religioso do país, possui diversas atrações turísticas e históricas.
8-Santiago-del-Estero-%287%29A Catedral é a mais velha igreja da Argentina, fica em frente a Plaza Libertad, tendo sido residência do Bispo del Tucumán, no começo do Século XVI.
O edifício original foi contruído e restaurado em diversas ocasiões, porém sua primeira construção, com teto de palha e piso de terra pisada, foi erguida em 1591, sendo destruída 20 anos depois, quando foi desgastada pelas interpéries climáticas. Somente em 1611 se decidiu erguer uma nova igreja, com madeiras nobres no norte argentino como Cedro e Nogal, porém só 4 anos depois de sua construção, a igreja foi totalmente destruída por um incêndio.

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Sua terceira construção foi finalizada em 1617, porém repetidas enchentes do Rio Dulce, nos anos 1627, 1628 e 1667 foram destruindo, gradualmente, o templo maior, que desabou totalmente em 1677, com uma nova cheia do rio.
Em 1686 é reinaugurada pela quarta vez e em 1817 sofre vários danos devido a um forte tremor que a cidade sofreu.
A Iglesia Catedral que hoje se aprecia foi reinaugurada em 1877 e foi construída por Nicolás e Agustin Cánepa, com uma marcado estilo Neoclássico, que estava em alta no momento de sua recriação.
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A fachada possui um estilo coríntio marcado por duas torres com campanários e um frontal triangular que representa as cenas evangélicas em que os apóstolos são enviados por Jesus Cristo. Em um altar exterior do templo se ergue a imagem de San Francisco Solano, evangelizador da região de Tucumán.  Desde 1983, em seu exterior também se observa uma réplica da Cruz de Crucificação de Cristo.
Em seu interior, o templo está dividido em três naves. A nave central é em forma da cruz latina e está coroada por uma cúpula revestida com “mayólicas” (tipo de cerâmica de acabamento em vidro especial).
Entre as imagens e detalhes que podemos apreciar nas na8-Santiago-del-Estero-%2810%29ves laterais, se destaca La Capela do Santíssimo precedida por uma antiga imagem do senhor da saúde.
No altar se conserva uma imagem da Virgem que data do início do século XVII, se trata de uma imagem pequena construída com argila de grande valor artístico e religioso.
Em 1953 a igreja foi declarada Monumento Histórico Nacional devido a suas imagens.
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Na Plaza Libertad, onde se encontra o Monumento da Liberdade é onde ficam os principais restaurantes, bares, cafés da cidade. A noite é agitada e as pessoas aproveitam o espaço para conversar, namorar, brincar com as crianças. 
Eram 22h e parecia fim de tarde, de tanta gente circulando. Relamente os argentinos gostam da noite, jantam tarde e também dormem tarde.
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Nesta praça também se encontra Centro Cultural do Bicentenário, se trata de um espaço de produção cultural dos santiguenhos, orientado para o mundo contemporâneo.
Como uma caixa de jogos, contém objetos que se articulam de diversos modos, permitindo revisitar conceitos e conteúdos, dando-lhes uma nova interpretação e facilitando a apropriação de elementos e propostas que cercam a atualidade e o mundo – a região, o país, a América Latina e que também permite aos santiaguenhos mostrar-se ao mundo.
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Sua concepção se baseia na articulação de três organismos que marcam a trajetória histórico-cultural do sistema santiaguenho, que são O Museu Histórico da Província Dr. Orestes Di Lullo, o Museu de Ciências Antropológicas e Naturais Emilio e Duncan Wagner e o Museu de Belas Artes Ramón Gómez Gornet.

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Como uma caixa de ferramentas, o CCB procura ser um instrumento de troca social, promovendo investigações, propostas, estudos e projetos orientados para o reposicionamento dos santiaguenhos no mundo contemporâneo.

 

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A parte mais interessante é que se passa de uma ala antiga para uma ala super moderna, a sensação é de andar no tempo.
Para conhecer mais:
Neste dia, Andréa teve a MARAVILHOSA notícia de sua aprovação no Mestrado, enquanto acessavam a internet para atualizar o blog e mandar notícias, em uma Lan House horrível, de péssima qualidade e atendimento, que fica no subsolo de um prédio em um dos quarteirões da praça central.
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Após conhecer um pouco da cidade, mandar notícias para a família, decidiram jantar e começaram, então, a pedir sugestões a pessoas que encontravam. Um garçom de um bar que só serve bebida (não tem nada para comer, o pessoal senta somente para beber mesmo), sugeriu aos dois o Restaurante, onde o casal pode experimentar o LOMO de Chorizo (uma carne grelhada super, ultra saborosa e macia) e tomar a famosa cerveja argentina.
Depoimento Jorge:
“Lomo de Chorizo. Esse é o nome da melhor carne que eu comi em toda essa viagem. Pelo que eu entendi, lomo seria um belo bife e chorizo me pareceu ser a forma como ele é preparado. Acompanhado de purê de papas (batatas) e esta pequena garrafa de 1 litro de Imperial (pense numa cerveja gostosa!).
Sem dúvida, esta foi a melhor refeição de toda a viagem, ao menos para mim”.